"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente." (Carl Sagan)

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Vistuoso ou Malabarista?

Hum...vejamos...

“Um virtuoso (do Latim virtus, que significa: virtude, habilidade, excelência) é um indivíduo que possui uma habilidade fora do comum quando utilizando um instrumento musical. Sua forma plural é virtuosi. Virtuosi são freqüentemente compositores também. Durante a época da música barroca, muitos, senão todos, os compositores também eram virtuosi em seus respectivos instrumentos.

Se os talentos musicais de um indivíduo podem ser considerados os de um virtuoso é uma questão de opinião.

Malabarismo é a arte de manipular objetos com destreza. É uma das mais típicas artes de circo.

Embora existam muitos tipos de malabarismo, ele geralmente consiste em manter objetos no ar, lançando e executando manobras e truques. Também existem malabarismos onde só se manipulam objetos em contato com o corpo.

A origem do malabarismo é incerta, mas há registros que indicam ser uma arte praticada desde a antigüidade.

É a arte de manipular objetos com destreza. É uma das mais típicas artes de circo” (Wikipédia).

Observando as definições acima, talvez fique mais claro na hora de se distinguir esses dois conceitos, tão erroneamente misturados e confusos hoje em dia. Uma breve vasculhada no Youtube prova isso...

A questão aqui não é ter ou não Talento. A questão é: Talento para o quê exatamente???

Entrar para uma Banda ou entrar pro Circo - Eis a questão!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Joshua Bell

"Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.
Eis que o sujeito desce na estação do metrô, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas e num instrumento raríssimo - um Stradivarius de 1713, com valor estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas e que são únicas, singulares e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser?
Essa experiência mostra como, na sociedade em que vivemos, os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detém o poder financeiro.
Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.
Mostra-nos, ainda, que a maioria das pessoas só valoriza aquilo que está precificado (e com a falsa ideia de que o que é mais caro é melhor)..."
http://br.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw

Acrescento aqui minha observação pessoal sobre o texto acima: talvez eu esteja bem atrasado em postar este texto aqui, porém ele sempre será atual porque esse tipo de coisa sempre aconteceu e sempre acontecerá. Mundialmente e principalmente no Brasil. Mais do que isso, num contexto local, aqui na minha cidade ele também é bastante aplicável...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

The Blues is Alright!

Ontem fiz uma Gig de Blues que me foi bastante reveladora. Há mais de 10 anos não tocava blues/rock e achei que meus dedos estavam enferrujados mas após algumas músicas percebi que na verdade era minha mente que estava. Gosto de ouvir e tocar todo tipo de bom som. Música brasileira, jazz, funk, pop, etc, mas já havia me esquecido do prazer e principalmente da minha origem e natureza blueseira e rockeira, do início da minha vida guitarrística aonde a pegada, atitude, intuição e audácia falavam mais alto que a teoria e a técnica. A verdade é que é neste tipo de som que consigo demonstrar melhor o que sou como guitarrista. É este som que faz meu sangue azul ferver. Azul por não conter ferro e sim cobre, como os límulos do mar, criaturas pré-históricas que estão aí até hoje imutáveis e sem previsão de extinção, como nós os jurássicos do rock. Azul de Blues. Tenho sempre buscado por ouvir novos sons, cada vez mais complexos, mas é quando ouço novamente o que ouvia quando era adolescente, o blues e o rock dos anos 70 e 80, que realmente o sangue borbulha nas veias, o coração acelera, a pressão sobe e já começo a procurar o telefone do Dr. Laércio, meu cardiologista, porque apesar da simplicidade musical, são esses sons que me fazem recordar do quanto é legal dar um bend de 2 tons na guitarra quase arrancando a corda fora, como nos velhos tempos. E tudo isso eu senti ontem. E tudo porque também não tive preguiça de levar meu amp pesadão e mais caixa 4x12, uma verdadeira jaca! Porque não tive preguiça de levar os pedais corretos. Porque não tive preguiça de levar duas guitas, uma em afinação aberta só pra usar slide. Timbres magníficos!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pé-de-galinha!

Ser pé-de-cachorro é lastimável...mas ser pé-de-galinha é maravilhoso! Vivemos num tempo em que o cenário musical, especialmente o rock, vive afogado num mar de bandas todas iguais, com criatividade zero, nomes ridículos e visual mais ainda, com penteados lambidos e caras de viadinho, onde saber tocar 3 power-chords já é muito mérito.
Sammy Hagar, Michael Anthony, Chad Smith e Joe Satriani, o Chickenfoot é a reunião de quatro músicos excepcionais afim de se divertir, acima de tudo, provando mais uma vez que nós os tiozões do rock ainda temos muito o que dizer pra essa molecada sem perspectiva...
Acessem: http://www.chickenfoot.us/