"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente." (Carl Sagan)

sábado, 11 de dezembro de 2010

Heart x Mind


11 de Dezembro... Dia do Arquiteto! Sim, eu também sou Arquiteto...Músico que faz Arquitetura, ou no momento Arquiteto que faz Música...tanto faz, na verdade. Afinal as duas coisas tem um pouco de Arte e Ciência convivendo juntas, e no entanto conseguem coexistir e se complementar em equilíbrio. Ah, o equilíbrio! Tão distante e tão difiícil de sustentar...
Na maioria das vezes temos que fazer uma escolha de vida entre dois caminhos. A vida é mesmo um código binário...por que não escolher ambos e mantê-los em equilíbrio??
Razão ou Emoção? Mente ou Coração? Profissional ou Pessoal? Ir ou Ficar? Vejamos...
Quer dar prioridade a alguém importante na sua vida? Construir uma família? Ter filhos?
Ou vai trocar tudo isso por uma carreira profissional bem sucedida? Mas o que é sucesso afinal? Qual o seu conceito de felicidade? Sucesso profissional e fracasso pessoal? Não seria preferível o inverso?
Como diria meu amigo Gabriel..."Passe num concurso do Estado, ganhe credibilidade, assegure instabilidade, talvez deixe um sonho se perder, e daí voce vai enlouquecer..." (O Pseudo Profeta - Banda Colher de Chá).
Mas por que não podemos ter ambas as coisas?????
Equilíbrio...Disciplina...
Quando atingirmos isto, o profissional e o pessoal serão complementares e não opostos.
Lembre-se, a vida é curta...
Pra que adiar pra depois o que voce pode resolver hoje mesmo? O amanhã pode não existir...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Jack White e seus pedalboards


Confesso que sempre tive certa resistência a Jack White, mas depois de conhecer o trabalho completo do cara, sua concepção de timbre, composição e pegada, tenho que reconhecer seu valor e originalidade na guitarra rock, coisa rara hoje em dia, especialmente após assistir ao documentário "It Might Get Loud".

Aqui uma olhada na evolução dos p
edalboards de Jack White...do vermelho no White Stripes, passando pelo personalizado pedalboard bronze no Raconteurs e finalmente o do The Dead Weather...

Jack é um dos melhores - talvez o melhor? - guitarrista de sua geração, e conquistou o respeito de alguns dos mais lendários artistas do rock, como Jimmy Page, Bob Dylan e The Edge. Nada mais natural que olharmos no equipamento que ele usou ao longo dos anos, em todos os seus diferentes projetos:

1) THE WHITE STRIPES

The White Stripes

The White Stripes no Top Of The Pops, e o Digitech Whammy - o pedal clássico de Jack White!

A obsessão de Jack com as cores vermelho e branco é bem conhecida. Por coincidência - ou não? - a maioria dos pedais que ele escolheu pra usar no The White Stripes eram brancos ou vermelhos:

Jack White's main pedalboard with The White Stripes

Na ordem: um seletor vermelho (mute box), afinador Boss TU-2 (branco), MXR Micro Amp (branco), Digitech Whammy (vermelho), Big Muff Electro-Harmonix (pintado de vermelho!) e o POG Electro-Harmonix (agora fora de linha, substituido pelo POG 2). Note um tipo de folha vermelha com buracos sobre o POG, pra manter as regulagens do pedal.

Com o White Stripes, Jack usou dois pedalboards, na verdade. Além do principal, ele também tinha um secundário perto do kit de batera de Meg White:

Este pedalboard inclui ainda outro Big Muff pintado em vermelho e um POG, também uma 'Mute Box' Analogman e uma 'Tuner Box' que divide o sinal pra um afinador.

2) THE RACONTEURS

Jack White in The Raconteurs

Parece que Jack White não tem uma obsessão apenas por branco e vermelho. Seu negócio é criar um visual, uma imagem...e com o Raconteurs, sua banda popular com Brendan Benson e outros caras de Detroit, ele escolheu...bronze! E pra combinar, Jack usou uma Gretsch 'triple jet' custom made bronze (com um MXR Micro Amp embutido). Ainda mais extraordinário, é seu pedalboard bronze, customizado pra ele:


Com o Raconteurs, Jack expandiu seu som, e isto é refletido em sua escolha de pedais, na ordem da direita: um Rotovibe Dunlop, um Digitech Whammy, o Big Muff Electro-Harmonix, um Micro POG Electro-Harmonix, um Nano Bassballs Electro-Harmonix (que pode ser ouvido na música Salute Your Solution), um Tremolo Demeter, um A/B Box (mute), um MicroAmp MXR e um Afinador Boss TU-2 numa nova caixa (e com um footswitch de TS808!). Jack parece ter alguns outros pedais Boss à esquerda do pedalboard, mas é impossível identificar quais.

Aqui mais algumas fotos de seus pedais 'custom made', o afinador e o Big Muff, cortesia do Analogman que construiu estes pedais pro Jack:

Jack White's copper tuner

Jack White's copper Big Muff

3) THE DEAD WEATHER

Jack White in The Dead Weather

Apesar de tocar bateria na maior parte do tempo com o the Dead Weather, Jack também toca a guitarra em algumas músicas e ao vivo divide o pedalboard com o guitarra principal Dean Fertita. Olhando no pedalboard, fica claro que mesmo Jack não sendo o guitarra principal, ele é todo Jack White:


A "cor Dead Weather" é branca desta vez. No palco, a banda só toca com instrumentos brancos, e alguns dos pedais foram pintados de branco. Este pedalboard é muito similar ao do Raconteurs. Aqui o que podemos identificar: um Rotovibe Dunlop, um Whammy Digitech pintado de branco, um Tremolo VoodooLab, um Nano BassBalls Electro-Harmonix (provavelmente), um Big Muff pintado de branco, um Micro POG bronze (direto do pedalboard do Raconteurs?), um Afinador BossTU-2 e um Micro Amp MXR. Também há um pedal que, ao menos nesta foto, não está conectado a nada. Parece um modelo Z-Vex, e é provavelmente um Wooly Mammoth Z-Vex, que Jack usou pro filme de James Bond, The Quantum Solace, e pode estar usando com o The Dead Weather também!

Então...como os pedalboards se comparam? Bem...confira os vídeos e decida por si mesmo qual dá o melhor timbre Jack White!




Fonte: Dolphin Music

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Jeff Beck está chegando...


Aproveitando a chegada do mestre Jeff Beck ao Brasil em novembro, vamos dar aquela aquecida conhecendo um pouco mais desta lenda viva da guitarra e dando uma olhada na sua famosa Gibson Les Paul 54 Oxblood, reeditada pela Gibson Custom Shop...

O britânico Jeff Beck construiu sua fama logo no início, depois de substituir Eric Clapton nos Yardbirds, e em seguida seguindo sozinho para formar o Jeff Beck Group com Ron Wood e Rod Stewart em 1967, tudo isso antes dos 25 anos. Nos anos 1970 Beck começou a forjar sua reputação como artista solo - e um dos guitarristas mais quentes da sua geração - com uma Gibson Les Paul escolhida como seu principal instrumento. E como tantos guitarristas lendários, a Gibson Les Paul em questão traçou seu próprio caminho nas mãos de Beck não por um contrato de endorsement, ou um presente do fabricante, mas pelo feliz acaso num tempo livre sendo gasto numa loja de instrumentos. Enquanto gravava em Memphis, Jeff visitou uma popular loja de instrumentos pra olhar o estoque. Enquanto olhava, sua atenção foi logo a uma Gibson Les Paul 1954 (na época descrita como um modelo do inídio de 1955), que fora deixada lá pra receber algumas modificações específicas.

Foi pedido para que o acabamento Gold Top fosse coberto por um marrom-chocolate e acabou por exibir uma tonalidade vermelho escuro (oxblood) contra a luz. Outras modificações incluiram a instalação de humbuckers normais no lugar dos P-90 originais, alterando o formato grosso e arredondado do braço estilo anos 50 pra um perfil mais fino e trocando as tarrachas originais por tarrachas mais modernas. A lenda diz que o cliente não gostou do resultado...mas Jeff sim! Ele comprou a Les Paul modificada e a tocou extensivamente na estrada e em estúdio. Ela ficaria gravada para sempre na mente de milhões como a guitarra de Jeff Beck graças a foto conhecidíssima da capa de seu álbum mais marcante, Blow by Blow de 1975. Uma lenda do timbre havia nascido.

Fonte: Gibson.com

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

O Legado de 40 anos da Les Paul de Jimmy Page


1969 foi um ano memorável pro rock 'n'roll. Além de Woodstock, foi o ano de "Kick Out the Jams" do MC5, The Stooges, "Let It Bleed" dos Stones, "Hat Hats" do Zappa, "Then Play On" do Fleetwood Mac, "In the Court of the Crimson King" do King Crimson, Blind Faith, "Trout Mask Replica" do Captain Beefheart, "Nashvile Skyline" do Dylan, Abbey Road, Santana, "Stand" do Sly & the Family Stone, e muito mais.

Incluindo o Led Zeppelin e o Led zeppelin II.

Jimmy Page já era um músico veterano de estúdio e guitarrista oficial dos Yardbirds aos 24 anos quando decidiu criar uma superbanda. E seu novo cartão de visita foi gravado no Olympic Studios em Londres e lançado em 12 de Janeiro de 1969.

O Led Zeppelin já tinha tocado em gigs universitárias e feito uma turnê na Escandinávia como New Yardbirds, tocando músicas dos Yardbirds e outras novas incluindo “Communication Breakdown”, “I Can’t Quit You Baby” de Willie Dixon, “Babe, I’m Gonna Leave You”, e a trovejante “You Shook Me”. Então já conheciam os arranjos muito bem quando entraram em estúdio e gastaram apenas 36 horas incluindo a mixagem.

Para atingir os clássicos timbres de guitarra do primeiro álbum, Page tocou uma Telecaster 1958 de pintura psicodélica ligada num amp Supro impiedosamente saturado. E ele tirou vantagem da ambiência natural. Até então guitarras eram tipicamente gravadas com um microfone colocado direto em frente à tela do amp. Mas Page insistiu em usar múltiplos microfones, alguns distantes mais de 6 metros do amp, e misturando tudo o que foi captado na fita.

Tão grande quanto as guitarras do álbum Led Zeppelin soam ainda hoje, Page foi além em Led Zeppelin II o que ajudou inegavelmente a elevar a reputação da Gibson Les Paul e estabelecer a mística do modelo de 1959 em particular.

Enquanto fazia a turnê americana depois do lançamento do primeiro álbum, Page comprou de Joe Walsh em Abril de 1969 a LesPaul '59 sunburst que viria a ser conhecida como sua "Número 1". Page foi visto pela primeira vez com ela no palco no Fillmore West e no Winterland em São Francisco e no Rose Palace em San Antonio.

Walsh estava tocando Gibsons e cantando no James Gang na época, e tinha o braço desta '59 sunburst afinado pra uma pegada mais fácil antes de vendê-la a Page. Já havia uma Les Paul Custom 1960 Preta na coleção de Page que ele modificou com um tremolo Bigsby. Mas a de Walsh era diferente. Ela era perfeita em suas mãos e em seus ombros - onde ficaria suspensa em centenas de fotos icônicas - e personificou o som que ele havia previsto quase sem esforço.

Page descreveu a "Número 1" como sua "esposa" e "amante", e a chamava de insubstituível. Diferente da Black Beauty, que foi roubada em 1970, ela permanece com ele e foi imortalizada por várias reedições da Gibson Custom Shop. Nos anos 70 o controle de tone da ponte foi trocado por um com push-pull que colocava os captadores fora de fase, e o captador da ponte foi trocado depois de falhar durante a turnê. O instrumento também tinha tarrachas Grover douradas. Fora isso, ela permanece a mesma desde quando ele a adquiriu, fora o desgaste da estrada.

A "Número 1" e uma série de amps Marshall - os mesmos que Page usou no palco - foram a base sonora pro Led Zeppelin II. A banda escreveu e desenvolveu as músicas enquanto excursionava pela América e Europa de Janeiro a Agosto de 1969. Diferente do primeiro álbum, cada faixa foi gravada separadamente em vários estúdios nos Estados Unidos e no Reino Unido. Não havia nada de vagaroso no processo, entretanto, já que as sessões eram concentradas entre os concertos, conseguiram reproduzir o clima ao vivo do primeiro álbum.

Uma constante em Led Zeppelin II foi o engenheiro Eddie Kramer, que trabalhou com Jimi Hendrix e ainda hoje trabalha com as fitas de Hendrix. Kramer ajudou Page a atingir um som mais limpo, mais definido pro álbum inteiro e incentivou Page a experimentar. O meio psicodélico de "Whole Lotta Love", que chicoteia pelo espectro estéreo como um redemoinho, é o mais famoso resultado destes esforços aventureiros.

"Ramble On" estabeleceu o uso de letras sobre espadas e feitiçaria muitas vezes parodiada no hard rock de hoje. “What Is and What Should Never Be” levou a dinâmica ao seu máximo. E o baterista John Bonham fez o solo em "Moby Dick" que bateu o de Ginger Baker em "Toad". Mas Page definiu o som pesado da Les Paul no rock pesado para sempre. Seus riffs em "Heartbreaker" fizeram dela a "Eruption" daqueles dias, imitado por quase todos os guitarristas fritadores que vieram depois dele. E seus riffs rosnantes de "The Lemon Song" e "Whole Lotta Love" são agora parte sólida do rock.

Logo depois de lançar Led Zeppelin II, Page adquiriu uma segunda Les Paul Standard que ele batizou de "Número 2". Ele afinou seu braço pra simular o da "Número 1", e instalou potenciômetros push-pull pra dividir as bobinas dos humbickers. Depois do fim do Led Zeppelin ele instalou botões enbaixo do escudo para mudança de fase e ligações em série nos captadores. Mas antes da dissolução da banda, a "Número 1" e a "Número 2" ajudaram Page e seu super grupo a criar a história do rock 'n' roll por mais 7 inspiradores e eternos álbuns.

Fonte: Gibson.com

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Madeiras da Escala


Já demos uma olhada nas madeiras do corpo, agora é hora de observarmos com atenção a escolha crucial da madeira da escala. Alguns dizem que a escala é só uma questão de pegada, mas isto é só o começo.
Opções de escala:

Maple - Conhecemos o maple como uma madeira muito brilhante para escalas. O produto da sua natureza reflexiva são harmônicos na frequência aguda, o que remete a termos como "twang" e "jangle". Todos os interessados na 'vibe' clássica duma Telecaster optam por escalas de maple principalmente porque era a escolha original da Fender nos anos 50 por destacar o "chickin' pickin'", bends complexos e acordes limpos. Entretanto, é tudo uma questão de gosto pessoal já que podemos ver lendas do country e do blues tocando guitarras tanto com escala em maple quanto em rosewood. Para guitarristas, a escolha do maple ao invés do rosewood é mais baseada na pegada do que no timbre. Por ser uma madeira dura e seca, voce sempre encontrará o maple coberto de verniz enquanto que no rosewood os óleos naturais são tudo o que voce precisa. Alguns preferem a sensação menos 'pegajosa' dum braço sem acabamento, então o rosewood é a escolha óbvia neste caso.

Rosewwod - Uma madeira oleosa e porosa que é usada numa ampla variedade de guitarras com single coil ou humbucker. É dito que ela absorve mais harmônicos que o maple e com timbre geral cheio e rico, com um som denso. Não há necessidade de verniz na escala, mas não significa que não tenha a necessidade de acabamento. Como teste, tocamos duas Stratocasters Fusion Clasic idênticas, desplugadas, e elas definitivamente tem seus timbres distintos. A dureza do Maple em uma produziu um estalo mais alto e mais frequências agudas quando as cordas eram puxadas, enquanto que a versão com rosewood tem um som acústico mais gordo e macio. Claro, toda guitarra soará diferente mesmo quando feitas de material idêntico, então será sempre uma questão pros seus ouvidos resolverem.
Maple/Rosewood Fretboards

Ébano - Madeira densa e dura naturalmente resistente ao tempo. O sólido e negro gaboon ou ébano africano é mais visto nos baixos acústicos (upright). O som estalado e percussivo é um complemento perfeito pras notas profundas e ocas dum instrumento acústico. Com isto em mente, Pense no que o ébano pode fazer nas frequências da guitarra. Proporciona um ataque crespo e harmônicos cantantes que são mais brilhantes que o maple. Esta definição adicional que vem do ébano o faz a escolha popular dos virtuosos do jazz (Gibson L-5) até os fritadores (ESP V). É bastante suave (outra razão para instrumentos sem trastes) e pode ajudar a prevenir fatiga dos dedos depois de longas horas tocando. Entretanto, escassez, preço e natureza frágil fazem com que voce só o encontre em guitarras 'custom'. Luthiers usam escalas em ébano para elaborar desenhos custom pelo alto contraste obtido. Embora o ébano seja forte e possa até reforçar o braço, ele deve ser manipulado com cuidado durante a construção, e isto significa mais trabalho. Existem centenas de espécies de ébano, alguns mais baratos, que possuem qualidades favoráveis mas não espere que todos estes tenham o mesmo visual do gaboon.

Pau Ferro - Madeira granulada e densa que normalmente cai entre rosewood e ébano em relação a estrutura e timbre. O pau ferro tem um sustain bem legal e tem os harmônicos complexos e ataque do maple com os timbres mais densos e quentes do rosewood. Baixistas também gostam de sua natureza versátil e articulação. Para uma popular guitarra com pau ferro, o melhor exemplo é a Strato SRV!
SRV Strat

Madeiras alternaivas. existem obviamente muitas outras opções de escalas exóticas como cocobolo, padauk, lacewood, e bubinga. Voce ainda irá encontrar excelentes timbres em madeiras menos conhecidas. Contudo, o timbre vem da guitarra como um todo e também de quem está tocando. Experimentar é a melhor maneira de encontrar novos e únicos timbres. Então se voce tiver a oportunidade, pense em explorar algumas escalas diferentes...

Fonte: PGS

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O mago e seus segredos


Jimmy Page teve períodos (principalmente pre-72) em que esteve realmente experimentando. Aqui temos um sumário generalizado do que ele estava usando, ainda que em raras ocasiões, ele quebrasse completamente os padrões previamente estabelecidos. Ele provavelmente teve problemas técnicos e de disponibilidade em vários shows o que o forçou a escolher certos setups de amps que normalmente não escolheria:

1968 ao início de 1969: Telecaster e Fuzz ("Tonebender") com vários amps - Jimmy refere-se a essa época como sua era "mistureba" de amps e caixas. Seu timbre dependia mais da distorção gerada pelo seu pedal de fuzz do que dos amps. Era também um timbre mais "espetado" devido a Telecaster, embora seu pedal de fuzz pudesse comprimir bastante disso e dos agudos naturais a uma Telecaster. Os amps desta era incluiam valvulados e transistorizados: Rickenbacker, Fender, Marshall, Arbiter, Vox, WEM, e outros. Ainda assim, seu timbre permanecia relativamente consistente, pois era baseado em seu timbre fuzz - seu pedal.

Meados de 69 a início de 1970: Les Paul e Fuzz com Marshall, Hiwatt, Arbiter, etc. - Ele partiu pra sua Les Paul em Abril de 69, mas manteve seu timbre de fuzz por muitos shows. Seu timbre agora está mais denso por usar Les Paul, mais poderosa, e ligando o fuzz num amp valvulado já saturado e comprimido. Nesta era ele poderia soar bastante embolado e realmente distorcido, apesar de usar de vez em quando um treble-booster no lugar do fuzz. Ou ainda, poderia ligar ocasionalmente direto no amp como no final de 69 obtendo um timbre muito mais limpo.

Meados de 70 a meados de 72: Les Paul com Hiwatt, Marshall e Orange amps principalmente - Jimmy agora se livrou do pedal de fuzz (embora usasse de vez em quando um treble-booster até por volta do início de 71, que é mais como um pedal de overdrive, não tão fuzz). Mesmo assim, ele começou a exibir a virtude e pureza duma Les Paul direto num bom amp valvulado. Seu timbre podia variar de realmente saturado até muito limpo.

Final de 1972 - 1980: Les Paul diretamente num Marshall. Este é um timbre maravilhoso e clássico que possui muita dinâmica e variedade que Jimmy controlava pelo simples ajuste dos botões de volume e tonalidade. É tão eficaz que ele o manteve por 8 anos de Zeppelin ao vivo! É importante notar também que em meados de 72 é quando ele trocou o captador da ponte em sua Les Paul nº1, que agora tem um capa cromada. esta nova configuração de captadores trouxe um timbre de Les Paul mais proeminente e colorido à posição do meio e maior clareza no geral - agora ouvimos um timbre mais 'midrange' do que nos anos anteriores. Este timbre é melhor representado por 'Song Remains the Same' de 73, embora possamos ouvi-lo também em provavelmente todas as faixas de meados de 72 até 80.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Madeira!


Quando voce procura por uma guitarra, o material do corpo pode dizer muito sobre o timbre do instrumento. Claro que o braço e a escala contribuem, e podemos falar disso num tópico separado depois, mas é o corpo que representa a massa do instrumento, traduzindo vibrações causadas pelas suas mãos nas cordas numa ampla gama de frequências e harmônicos. Já que é a escolha da madeira que irá te direcionar em muias direções, vamos focar em 4 dos mais comuns tipos de madeira no mundo da guitarra.

Basswood:

Basswood é uma madeira leve, de gramatura densa, muito usada em guitarras de nível médio. Esta madeira relativamente barata está prontamente disponivel e pode ser uma boa alternativa a madeiras tradicionais como Alder por causa de suas propriedades tonais similares. O Basswood é uma madeira muito macia e esta característica tem um efeito no timbre e durabilidade. Menor ressonancia de uma madeira macia significa amortecimento de frequências mais agudas, proporcionando um som quente, focado em médios, que muitas pessoas acham ideal pro tipo de guitarra "fritadora". A natureza leve do Basswoo também é ideal se voce planeja usar ferragem pesada como os sistemas de alavanca com trava. Uma madeira macia como o Basswood pode dar problemas tais como riscos e arranhões (causados por palhetas, por exemplo). Isto quer dizer que voce vai preferir ver guitarras de Basswood com acabamento pintado e envernizado do que ao natural já que a madeira tem pouquíssimo desenho.

Há muito debate circulando em foruns de guitarra sobre o Basswood ser bom ou não, mas a maioria termina no fato de que isso depende das suas mãos e ouvidos...e do seu bolso também! As mãos de quem fez a guitarra talvez seja o fator definitivo. Um exemplo básico é de quando o famoso luthier Bob Benedetto usou pinho de baixa qualidade pra produzir uma archtop de timbre estelar. Apesar dos nós e manchas desta madeira de construção, a guitarra "Knoty Pine" definitivamente toca e soa tão boa quanto suas outras obras-primas. Então, se voce estiver fazendo um orçamento, escolha a empresa com os mais elevados padrões.

Knotty Pine

Alder:

Alder tem sido a escolha popular da Fender desde final dos anos '50 e início dos '60. Se voce está a procura duma Stratocaster, provavelmente será uma Standard ou uma Clapton signature. Mesmo considerando uma madeira macia, o alder é favorável por causa de seu peso leve para médio e rico equilíbrio de timbre. Não é tão brilhante quanto o Ash mas ainda mais complexa em todas as frequências quando comparada ao Basswood. Poros apertados e gramatura sinuosa aparecem muito bem em todos os acabamentos do 'thin-skin nitro sunburst' aos de cores sólidas. Corpo cheio e claridade detalhada são os termos usados pra descrever o Alder o que o faz uma escolha lógica pra contrabaixos também. Enfim, esta madeira tem tudo em termos de ressonancia, estabilidade e versatilidade.

Swamp Ash:

Ash que é referido como "Swamp Ash" é uma madeira muito leve e porosa que vem dos pântanos do sul dos EUA. O que vem duma árvore que cresce parcialmente imersa em água é uma intrigante fórmula de linhas duras e macias no tronco da árvore. O timbre resultante do Ash é o que as pessoas normalmente chamam de "bell-like" (como sino) por causa de seu detalhado 'high end' e excelente gama dinâmica. Todos sabemos que a Fender usou o Ash nos anos '50 pra produzir algumas das maiores Telecasters da história. A natureza ultra leve desta madeira impressionante ajuda a guitarra a cantar e vibrar como nenhuma outra. Em geral, o Swamp Ash conserva um caráter muito dinâmico com graves fortes e ótimo equilíbrio entre calor e mordida.

O Ash do norte é uma espécie de madeira mais densa e mais pesada que tem mais sustain e um timbre ainda mais brilhante. Entretanto, sua massa a faz mais temperamental do que a variedade 'swamp'mais leve. Posso dizer que todo corpo varia bem como as árvores variam na natureza. Além disso, uma ampla variedade de espécies desta madeira existe pelo mundo. Voce pode encontrar um corpo duro em Ash ou um pedaço ruim de Alder. Por isso é uma boa ideia por suas mãos na guitarra e plugá-la antes de comprar.

Swamp Ash

Mogno:

Mogno é uma madeira mais pesada quando comparada ao Alder e ao Ash. Embora tenha gramatura aberta como o Ash, é mais densa o que resulta num forte 'low end' (graves), médios súbitos e agudos suaves no geral. Isto produz um ataque dinâmico e gordo, apesar de mais escuro, e a massa da madeira proporciona um sustain extra longo. Basta pensar no timbre duma Les Paul desplugada, que tem uma ressonancia mais gorda e profunda comparada ao 'midrange' espancado duma Strato. Se não fosse pelo top de Maple, uma Les Paul poderia ter um timbre ainda mais macio. Sim, ela tem um visual fantástico com os 'flames' mas a razão da Gibson usar o top de Maple é transmitir granulação extra e articulação graças a sua composição mais dura. É por isso que as SG, de Mogno por inteiro, não tem o mesmo conteúdo de agudos mas sim uma mordida 'midrange' distinta que vem do seu formato único e corpo mais fino.

O Mogno é outra madeira que tem muitas espécies diferentes, de Honduras (conhecida como Mogno genuino) ao africano, da variedade filipina de baixa graduação que na verdade não é Mogno de nenhuma espécie. A filipina ou Luan não tem as mesmas qualidades tonais já que é mais macia e mais leve. Dê uma olhada num kit de bateria de orçamento médio e voce verá o compensado feito deste "mogno". Então, se a informação estiver disponível, certifique-se de verificar que tipo de mogno a marca oferece antes de gastar seu dinheiro numa próxima guitarra.

Mahogany

Existem dúzias de outras madeiras usadas em corpos de guitarra, incluindo Koa, Walnut e Rosewood (Jacarandá) mas com certeza estas 4 são as mais comuns. Eu sei que é um pouco dificil considerar captadores, ferragem, tipo de madeira e estilo de corpo que melhor servem a voce. Comece com o teste mais facil, o peso. Muitos gostam do som duma guitarra de Mogno mas não suportam o monstro de 4Kg sobre os ombros toda noite! Muitos concordam que é a construção sobre a madeira que importa. O conselho é sempre escolher a guitarra que soa e parece mais certa para voce acima de qualquer coisa.

Fonte: PGS

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ativo ou Passivo??


A maioria dos guitarristas está familiarizado com captadores passivos, o design original de captadores que envolve milhares de voltas de um fio fino e produz timbres do jazz ao rock. Entretanto, há uma vasta tecnologia por aí que guitarristas amam ou odeiam, por alguma razão. Estamos falando dos captadores ativos, naquelas "guitarras que precisam duma bateria 9 volts". Ao contrário da crença popular, captadores ativos não foram desenhados primeiramente pra guitarra de metaleiro! Há uma série de vantagens nos captadores ativos tanto no som quanto na performance que vaqlem a pena serem conferidas.

Vantagens:

A saída inicial do captador passivo é baixa, porém uma vez que captadores ativos dependem de uma espécie de pré-amplificador para aumentar o sinal, algumas vantagens se destacam. Campos magnéticos envolvendo um captador passivo tradicional são bem altos, resultando em atração da corda que pode afetar negativamente o sustain e timbre. Já que captadores ativos sào desenhados com ímãs mais fracos, eles terão mais sustain por deixar a corda vibrar livremente. Sons estranhos causados por deixar seus captadores altos demais também desaparecerão.

Já percebeu como seus humbuckers mudam o timbre quando voce simplesmente fecha o potenciômetro de volume? Captadores ativos são virtualmente imunes a este problema como dito no site da EMG: " Diferente dum sistema volume/tone tradicional, o sistema EMG de baixa impedância permite abaixar o volume com pouquíssimo efeito no timbre, então voce não soará abafado quando fechar o potenciômetro." O segredo disto é a baixa impedância. A maioria dos benefícios dos captadores ativos está relacionada com os benefícios da baixa impedância contra o sinal de saída de alta impedância da guitarra. Voce já deve saber que uma guitarra ao estilo Les Paul tem potenciômetros de até 500k e uma ao estilo Strato com single coils terá os de 250k para volume e tone. Mas com captadores ativos, voce terá valores de até 25k, nos EMG e nos eymour Duncan Blackouts, por exemplo. Uma razão pra estes valores baixos é evitar que estes captadores com pouco enrolamento soem tão agudos e manter uma impedância/resistência baixa.

Como observação, voce pode remediar o problema de fechar o volume em captadores passivos usando a modificação de agudos. É só soldar um capacitor no seu potenciômetro de volume (normalmente um de .001) e reter mais agudos quando voce abaixar o volume. Mas há outros benefícios aos captadores de baixa impedância do que apenas abaixar volume com transparência. pense em todos os benefícios de um bom 'buffer' e voce terá a resposta. Cabos mais longos poderão ser usados sem perda das frequências altas, especialmente útil no palco ou num pedalboard complicado. Além disso, captadores ativos são convertidos num sinal balanceado, o que leva sua guitarra ou contrabaixo ao mesmo ambiente do equipamento de áudio profissional. Menos ruido e baixa interferência de rádio fazem dos captadores de baixa impedância ideais para gravação e setups sem fio.

Já perceberam como os baixistas abraçaram mais os captadores ativos do que os guitarristas? Pode ser o fator do baixo ruido mas o mais importante vem do sinal limpo, 'flat' que eles oferecem. lembre-se do fato que os ativos não tem o mesmo número de voltas no enrolamento da bobina como os passivos tem. Conforme voce acrescenta voltas ao enrolamento, a saída fica mais forte mas o timbre mais escuro. O sinal excitado produz uma vasta gama de frequências graves, médias e agudas que são amplificadas e enviadas livres de distorção, o sonho dos baixistas! O sustain aumentado e estalado dos captadores ativos bem como o aumento de 'headroom' é ideal pros felizes tocadores de 'slap'. Entretanto, essa resposta de frequência mais ampla propicia a situação ideal pros guitarristas de metal. Se voce quer carregar na distorção, então voce vai querer duas coisas fundamentais: um sinal de baixo ruido e um timbre cristalino. desta forma afinações mais baixas e fritações de alta velocidade permanecerão articuladas com um ataque afiado.

Diferença na construção:

O clássico EMG 81 usa um ímã cerâmico pra dar o seu 'punch' afiado independente do quão sujo é o sinal. Entretanto, designs como o do EMG 85 usam o ímã Alnico V pelas mesmas razões dos captadores 'vintage', um timbre mais quente. Além destes, os Duncan Livewires tentam chegar perto dos timbres que amamos como o '59 e o JB usando a mesma frequência resonante. Em teoria, isso te dá todos os benefícios dos dois mundos.

Ativos também podem vir em diferentes formas. Veja por exemplo o circuito de 'midboost' ativo usado pro timbre de Clapton (woman tone). Instalando este simples preamp de bateria numa Strato permite um 'boost' de médios e ganho praquele timbre gordo como dum humbucker com a pancada intacta do single coil. Ele aparentemente converte a impedância alta em baixa, evidente por trocar o potenciômetro de volume de 250k pra 50k. Isto parece um compromisso legal entre vintage e moderno, especialmente se voce quer preservar aqueles timbres clásicos.

Captadores ativos também tem suas regalias como os passivos. A questão é qual deles soa bem pra voce.

Fonte: PGS



sexta-feira, 11 de junho de 2010

Dia dos e-namorados


Na era do e-mail, e-books, i-pads, i-pods, i-phones, e-qualquer besteira, não é surpresa nenhuma que o contato pessoal cara a cara esteja morrendo. É muito mais racional, frio, imparcial, estéril, emocionalmente seguro (?) manter qualquer tipo de relacionamento Virtual através da distância Real, seja ele profissional ou pessoal.
Até mesmo (e principalmente) nós músicos somos atingidos por essas contradições do mundo moderno, já que lidamos e dependemos cada vez mais da tecnologia que nos permite gravar nosso disco completo sem sairmos de casa, sozinhos, solitários, e perfeitamente amparados por ela. De que mais precisamos nesta curta existência então? O mais interessante é constatar que esta mesma tecnologia também nos é nosciva, nos isolando do contato pessoal, nos privando de emoções reais, as quais deveriam ser a diretriz de nosso trabalho como músico e fonte de nossa inspiração primária, seja tocando com outros músicos ou apenas passando mais tempo junto de quem voce gosta, esposa, namorada, filhos, etc.
Pois bem, Dia dos Namorados...uma data comercial e nada mais...ou seria então Dia dos e-namorados???
Que tal economizar no presente já que tudo virou virtual? Um e-gift??
Não nos apegamos a bens materiais, gastamos fortunas que não dispomos com instrumentos e também com quem está ao nosso lado. Economia no bolso é besteira. O verdadeiro investimento está nas emoções que conquistamos, com o instrumento ou com alguém. Triste é economizar emoções...

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Captadores (parte 2)

Se voce sempre esteve na caça de um novo set de captadores ou mesmo duma nova guitarra, a escolha do ímã não deve ser negligenciada. Eles podem ser no formato de polos individuais, como nos single coils, ou uma barra, como nos humbuckers. Claro, voce não pode se focar em apenas um aspecto do captador, já que o ímã sozinho não soa como nada, mas tem uma influencia no design resultante. Numa gama de fatores tonais dentro e fora do captador voce pode certamente usar o conhecimento como um trampolim para ajudá-lo a achar o timbre desejado. Vamos começar com os 3 mais comuns tipos de ímãs:

Alnico - Refere-se a uma liga metálica composta de Alumínio, Níquel e Cobalto. O Alnico tem um forte laço com o design de captadores vintage por ser o ímã escolhido por Fender, Gibson, Gretch, etc., na era de ouro da guitarra. Voce sempre verá um número depois de Alnico como II ou IV, que diz algo sobre sua composição e força do campo magnético. Em geral, captadores de Alnico são descritos como "suave" ou "natural" devido ao design resultante do captador mas é importante lembrar que este número sozinho não indica o som geral de um captador específico. Captadores de Alnico podem ser usados em tudo desde single coils de baixa saída até fortes humbuckers ativos! No mundo dos single coils, voce provavelmente verá os Alnico V prometendo um timbre de blues do Texas ou o Alnico III para um som clássico de '54. É interesante que quando voce põe de lado fatores como bitola de fio e número de voltas no enrolamento, a diferença na força magnética entre captadores afeta o timbre. Em casos extremos (stratos), a atração magnética impedirá as cordas de ressonarem livremente, e voce ouvirá um 'gorgeio' multi-tonado que só será remediado abaixando a altura do captador culpado. Por isso voce sempre deve observar a altura dos captadores antes de ergue-los, há um ponto certo nem sempre muito exato nas guitarras. A Dimarzio até oferece o seu single coil tecnologicamente avançado "Area" com ímãs Alnico II, um captador desenhado com os mesmos agudos e saída do forte Alnico V poré com menos atração magnética. Isto promete aumento no alcance dinâmico e sensibilidade, enquanto se beneficia dum design livre de ruidos. Então, mesmo usando Alnico, há novos caminhos a escolher graças a nova tecnologia.

Cerâmico - Estes ímãs de ferrite são feitos dum composto químico de cerâmica e óxido de ferro. Sempre tento evitar o mito de que captadores cerâmicos são os substitutos baratos dos Alnico. Cintando o mestre Bill Lawrence, "Há captadores de timbre áspero com ímãs de Alnico e captadores de timbre doce com ímãs cerâmicos e vice-versa!" Ímãs cerâmicos certamente tem suas aplicações; observe em muitas guitarras, falantes de PA e som caseiro, e voce os verá. Em captadores, eles contribuem no aumento do ataque e claridade com um caráter frequentemente "comprimido". Por esta razão, voce os encontrará em humbuckers, com seu inerente enrolamento escuro em série e resistência mais alta. Se voce gosta de rock clássico, voceprovavelmente tem ouvido este captador por todos esses anos desde seu lançamento em '72. Foi largamente usado por Jimmy Page, Ace Frehley e muitos outros. Em single coils, voce encontrará principalmente o Alnico V dominando o mercado apesar dos G&L terem criado alguns timbres doces com seu MFD (magnectic field design). A beleza destes captadores mais quentes são os pólos ajustáveis para cada corda, algo que não pode ser feito num single coil de design vintage. Eles também tem uma claridade hi-fi cristalina e surpreendentemente baixo ruído para um captador mais forte.

Samarium Cobalto - Um ímã "raro na Terra" que pode oferecer um captador mais sensível, estável e eficiente. Bill Lawrence é o cara por trás do captador SCN que primeiro apareceu nas guitarras Fender American Deluxe 2004. Os ímãs por si sós são tão poderosos que precisam ser apenas uma miniatura em tamanho, e ainda têm uma alta resistência a desmagnetização e corrosão. Um campo magnético mais suave é criado o que significa que qualquer mínima interferência magnética com as cordas será imensamente reduzida. Por fim, estes captadores podem produzir variações tonais maiores conforme voce ajusta sua altura, e ainda um alcance de frequências mais amplo e saída mais quente com um design livre de ruídos.
Algumas pessoas que amam o calor vintage do Alnico tendem a ficar longe destes captadores não convencionais mas acho que tem mais a ver com o que voce está tocando e o equipamento que o acompanha. É uma tecnologia bem inovadora que vale a pena ser investigada se voce tiver a mente aberta.
Então, quando voce procurar por captadores com ímãs específicos, pense para que eles tem sido usados e tente não usar só uma variável pra fazer o julgamento final. O site da Lindy Fralin menciona, "Quatro componentes iguais fazem o timbre do instrumento: (1) os captadores, (2) a madeira, (3) o amplificador e falantes, (4) a espessura e altura das cordas." Eu sei, muitas variáveis, mas provavelmente é uma boa ideia aprender o máximo que puder sobre todas as 4 para ajudá-lo na busca do timbre perfeito. Com sorte todos chegaremos lá um dia mas enquanto isso, continue tocando!

Fonte: PGS
Tradução e adaptação: Osmani Jr.



segunda-feira, 31 de maio de 2010

Captadores (parte 1)

Há um monte de guitarristas por aí que não fazem ideia do significado de termos como Série, Paralelo, inversão de fase, divisão de bobina (coil tap/cut/split), etc. Entender os conceitos de série/paralelo não só vai aumentar a sua biblioteca de timbres como também vai ajudar em outros departamentos como refazer as conexões de seu gabinete para diferentes valores de Ohms ou compreender melhor como o FX Loop do seu amp está misturando seus efeitos. Não é um assunto realmente complicado mas às vezes é difícil de encontrar respostas diretas na internet. Vamos começar com a forma mais comum de ligação encontrada em guitarras com 2 ou 3 captadores, em paralelo.

Pense nos circuitos paralelos como linhas de trem. Cada trilho é independente dos demais como o positivo e negativo num circuito. Voce pode pensar nos fios de fase e terra como pares, com o fio de saída indo para o seletor de captadores e o terra para um único ponto (geralmente a parte de trás dum potenciômetro de volume). Pra ter um ideia melhor disto, vamos pensar numa guitarra que não usa esta forma de ligação, como a de Brian May. Ele tem 3 single-coils ligados em série, parte do porque eles não soam como uma Strato.

Veja como a corrente, apesar dos on/offs e inversores de fase pelo caminho, ainda são a saída de um conectada na entrada do outro, como a conexão de pedais em série. Estes 2 métodos de ligação produzem timbres bastante distintos ainda que muito úteis. Não há certo ou errado e muitos preferem ter as duas opções de ligação para mais versatilidade ainda. Agora deixemos as analogias de lado e vamos ao que interessa, as diferenças de som. Pense no timbre da posição 2 (braço/meio) e 4 (meio/ponte) de uma Strato. Voce ouve um som estalado, de baixa saída, sem ruídos, timbre clássico de Strato (tá pensando em Sultans of Swing também?). Voce ouve 2 captadores com baixa impedância incidindo um no outro, atuando como uma espécie de filtro. Esta é a essência da ligação em paralelo e é o que dá a este timbre limpo todo o brilho. Por isso o timbre de Brian May não chega nem perto duma Fender. Seus captadores em série tem muito mais em comum com humbuckers.
Humbuckers são captadores de bobina dupla, cada bobina com polaridade e enrolamento invertidos, ligadas em série. Os timbres são mais escuros e a saída mais forte. Entretanto, humbuckings com 4 fios podem ser ligados também em paralelo para timbres mais brilhantes, estalados como nos singles. segundo a Seymour Duncan, humbuckers ligados em paralelo tem 30% menos saída que ligados em série. Além disso ele permanecerá cancelando o ruído devido a sua polaridade reversa. Voce teria basicamente o timbre de 2 single coils posicionados lado a lado.
Fonte: PGS Guitars.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pérolas aos Porcos


Achei que estava lendo o caderno de economia do jornal mas não, era o caderno de cultura mesmo!
Interessante que o título da matéria era "Bolsa de valores musicais", porém em momento algum consegui achar os tais valores musicais...somente os monetários...pois se o assunto é o tal do sertanejo universitário (que de sertanejo não tem nada, muito menos de universitário...), então estamos falando de finanças e não de arte...
Compartilho aqui a matéria para que tirem suas conclusões:

"Sertanejo universitário se transformou em um negócio milionário, enriquecendo músicos, produtores e empresários londrinenses"


"O sertanejo universitário é uma indústria poderosa e Londrina está bem no centro dessa produção. A cidade abriga o QG de artistas famosos e produtores musicais de referência nacional, como Orlando Baron, um dos responsáveis pelo meteórico sucesso do cantor Luan Santana. O londrinense é produtor ainda de Fernando & Sorocaba, este um dos maiores investidores de um mercado que conquistou a simpatia de grandes empresários que apostam nessa nova bolsa de valores.

Um negócio de milhões de reais em que alguns produtores musicais são cotados a preços superiores a R$ 40 mil para apenas uma produção. Mercado em alta também para músicos que acompanham duplas que despontam, faturando até R$ 10 mil mensais de cachê.

''Hoje, o sertanejo é uma empresa e ninguém está aqui para brincar de cantar. Atrai investidores que não têm nada a ver com o cenário musical. Como todo negócio de risco, existem os investidores que sabem ganhar dinheiro e outros não'', afirma Baron.

São empresários, como os do ramo da construção civil, que descobriram que investindo R$ 500 mil na gravação de 30 mil cópias de um CD promocional dá para construir rapidamente um novo sucesso.

Produtor musical londrinense, Márcio Alessandro Silva afirma que os empresários do sertanejo chegam a lucrar 25% do valor pago por show. Se o cachê for de R$ 100 mil, o investidor fatura R$ 25 mil. Levando-se em conta o número de apresentações realizadas por mês, quem investe no gênero está faturando, contabilizando também patrocínios e royalties.

Luan é um produto dessa indústria e de aposta em retorno rápido para investidores como o cantor Sorocaba que, além de centralizar o controle da carreira do ídolo de Campo Grande (MS) em Londrina, trouxe para a cidade a dupla curitibana Henrique & Diego.

O retorno do sucesso é investido no artista: a megaestrutura de Luan conta com duas carretas de equipamentos, ônibus e jatinho fretado para se deslocar de um show para o outro.

''Encaro o Sorocaba como um dos maiores empreendedores no mercado sertanejo. Ele acredita nas duplas. O Sorocaba tem parte tanto do Luan Santana, como do Henrique & Diego. Eu vou falar o que eu acho e confesso que sou ousado em dizer isso: o Luan será o novo Roberto Carlos do gênero sertanejo por ter atingido um público formado até por crianças e que vai crescer com o cantor. É aí que entra a produção e direção musical. Eu fiz o Luan totalmente pop music. Só não coloquei guitarra. O violão é que dá a cara do sertanejo'', revela Baron, que já está preparando os novos trabalhos de Luan e de Fernando & Sorocaba.

Baron fala com a propriedade de um profissional que até bem pouco tempo morava no Patrimônio Regina, distrito rural londrinense, e hoje viaja o Brasil inteiro, produzindo mais de 200 duplas sertanejas de médio porte.

Para enfrentar o mercado altamente competitivo e atingir um padrão de qualidade que o tornou, aos 33 anos, um dos fortes nomes do sertanejo, Baron produz os seus discos em estúdios de Londrina, mas também de São Paulo e Mato Grosso do Sul.

''Faço todos os arranjos e produção a musical e dou uma força também para os artistas no mercado. Aconselho a quem quer investir, que procure duplas com condições de se tornarem um top de linha. Aí faz um trabalho de divulgação enorme. Não tem como não dar certo''.

Bom, já que meu colega de longa data Orlandinho fechou a matéria com chave de ouro, só me resta acrescentar que sou obrigado a concordar com ele...realmente não tem como não dar certo!

Da minha parte prefiro continuar na miséria de quem trabalha com música de verdade.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Heeeiiinnn???

Aos surdos como eu, aqui vai um teste...

The Teenager Audio Test - Can you hear this sound?

Created by Oatmeal

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Antes ou depois da sujeira???

Então voce escolheu seus pedais preferidos e finalmente comprou aquele kit p/ montar o pedalboard...O próximo passo é como o eixo central para os aficcionados por timbre - a ordem dos pedais! Isto pode ser especialmente crucial se voce tem pedais com formatos especiais e quer cortar seus cabos no comprimento exato, preferencialmente uma única vez. Bem, a verdadeira questão a se perguntar é: Devo colocá-los antes ou depois da sujeira? Visto que a distorção pode causar uma mudança extrema nas características naturais dos pedais, está questão simples pode ajudar a reduzir as infinitas possibilidades de ligação entre pedais.

Antes da sujeira...

Afinador: Voce vai querer gastar o mínimo de tempo possível afinando, então posicione o afinador no início, assim não terá que desligar pedais que alteram o pitch pra poder afinar. Alguns preferem colocá-lo fora da cadeia de sinal através duma bypass box, não afetando o timbre desta forma. Pedais de volume colocados no início reagem mais como o botão de volume da guitarra. Irá reduzir a quantidade de ganho para um overdrive ou ainda te dar efeitos de volume espaciais antes dum delay. No final da cadeia funcionam como um volume master. Sem alteração do timbre seu volume abaixará como se fosse o botão de volume do seu amp.

Compressor/Volume/Boost: O compressor é sempre preferido por guitarristas no início da cadeia. Como compressores afetam bastante sua pegada, dinâmica e sustain, posicionando-o na frente irá preservar isso não importando qual a combinação de pedais. Pedais de volume colocados no início reagem mais como o botão de volume da guitarra, reduzindo a quantidade de ganho pra um overdrive ou fazendo efeitos espaciais de volume antes dum delay. Colocados no final, agem como um master volume, preservando seu timbre quando abaixado, exatamente como se fosse o botão de volume do amp. É sempre uma boa ideia deixá-lo antes de delay/reverb para preservar a ambiencia. Por último, um boost é normalmente colocado depois do compressor para compensar compressão pesada ou reforçar captadores de baixo ganho. se voce o quer como um buffer, coloque-o antes do afinador para compensar cabos longos. É claro que um booster vai funcionar em qualquer ponto da cadeia de sinal. Experimente ele como um line driver, logo antes do amp, para compensar qualquer pedal que rouba sinal.

Pitch Shifter: Isto inclui todos os pedais que modificam o pitch, analógicos ou digitais, como Whammy, oitavadores, ring modulators e sintetizadores. Colocá-los antes da sujeira é crucial quando necessitam de um sinal de guitarra claro. Especialmente pedais analógicos monofônicos gostam desta clareza do contrário ficam confusos e alteram as notas. Recentemente o Digitech Harmony Man abriu a possibilidade de harmonização pre-distorção com um send/return separado para os pedais de drive.

Wah/EQ: Coloque-os antes da sujeira se voce quer um efeito menos chocante. Vamos supor que voce posicione seu wah a meia posição para obter um boost de médios em seu overdrive. A distoção depois do wah irá amplificar esta frequencia, enquanto se mantem dentro dos parametros normais de uma distorção mantendo seu timbre e caráter natural. este mesno boost de médios depois de um Tube Screamer, por exemplo, irá amplificar outras frequencias não comportadas pelos níveis de saída e compressão inerentes a um overdrive. Esta última opção é uma mudança radical de timbre que pode ser efetiva em desembolar certos pedais de fuzz. Alguns pedais de fuzz soam desagradáveis, num bom sentido, antes do wah. Um bom exemplo disso pode ser ouvido na música "Maggot Brain" do Funkadelic ou com J. Mascis. Ambas as versões tem um fuzz ardente antes do wah.
Equalizadores tem um amplo alcance de frequencias e pode ser posicionado em qualquer ponto da cadeia de sinal. Colocando-o no início irá modificar o modo como os demais efeitos reagem. Peguemos como exemplo o Duncan Pickup Booster, que virtualmente transforma single-coils em humbuckings. Seu overdrive ou phaser, por exemplo, irá saturar em diferentes pontos com captadores mais quentes.

Modulação: Basicamente, coloco efeitos de phaser, chorus/flanger e vibe aqui. Todos estes pedais tem uma espécie de ruido em forma de onda. Colocando eles antes da distorção irá manter essa onda como se estivessem sozinhos. Se voce gosta do jeito que um phaser soa num Marshall sujo, está é exatamente a mesma configuração, pois a distorção do amp está depois da modulação. Na verdade nào há regras, voce pode colocar um chorus depois do drive para soar mais metálico ou como um flanger. Um flanger definitivamente não é para ser disfarçado ou escondido já que todos aqueles sons de jato de Eddie Van Halen soam mais como se um drive o estivesse empurrando. Por outro lado, o timbre de chorus/flanger do fusion dos anos 80 é mais como se estivessem antes da distorção para soarem mais suaves. Para Vibes, sempre ouvimos argumentos dos 2 lados. "Star Spangled Banner" do Hendrix era um Fuzz Face indo pra um Univibe, mas Robin Trower é conhecido por usá-los de modo inverso. Alguns ainda dizem usar fuzz, vibe e overdrive em seguida para se livrarem da agressividade. Talvez a regra para modulações seja suavidade quando pre-distortion e onda intensa pos-distortion.

Finalmente...uma olhada na sua sujeira...

Overdrive, distortion e fuzz estão salvos neste local. Mas e sobre o uso de vários tipos de drive, voce diria? O fuzz pode ser uma besta indomável, especialmente pedais com transistor de germanio ja que não tem headroom pra aguentar um sinal quente. O resultado é um som ríspido que mata o ataque macio que apreciamos num fuzz. Por este motivo, coloco meu fuzz antes e depois vem os overdrives. Estes podem ser combinados de varias formas diferentes produzindo sons muito únicos em cada ordem combinada. Não há forma errada aqui, apenas diferente.

Depois da sujeira...

Delay/Reverb:
Como disse antes, flanger e chorus poderiam entrar aqui já que são da mesma família dos delays. Sejam digitais ou analógicos, não tenho encontrado muitas pessoas que discordam em colocar o delay no final do pedalboard. Isto garante que cada nuance como um wah em movimento ou um flanger oscilando loucamente irá repetir corretamente.
Um Loop de efeitos é um assunto completamente diferente mas não resisito em mencioná-lo para estes 2 efeitos. Se voce tem um loop de efeitos irá notar uma repetição dos ecos mais clara e sem embolar. É similar a adicionar um plug in de delay numa trilha de guitarra no seu programa de gravação ao invés de colocá-lo diretamente após um Big Muff. O efeito do plug in irá soar mais cheio e distinto. E ainda, usando o loop de efeitos te dará mais controle sobre o volume do efeito que é adicionado ao sinal seco. Pedais de reverb se dão bem no loop de efeitos. Como um reverb de molas dentro do amp, ele estará posicionado depois do preamp. Mas lembre-se de que o tone dum reverb no loop é agora afetado pelas regulagens de tone do seu amp. Se voce notar que seu delay e reverb estão soando muito escuros, dê a eles essa chance de experimentar o loop de efeitos do amp.

Tremolo: Assim como o circuito de tremolo dum amp, talvez voce goste de colocá-lo no final do pedalboard. Alguns o colocam depois do delay e antes do reverb assim o pulso do tremolo sempre dominará as repetições vindas do delay. É realmente uma decisão sua de onde usa-lo. Para um pulso de metralhadora voce deve coloca-lo no final para um som distinto de liga/desliga. Entretanto não soa muito organico ouvir um sinal de reverb pulsando também como um helicóptero, então pense nisso!

Fonte: PGS

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Lidando com ruido

Ruido é o pior inimigo de todo guitarrista. Todos nós experimentamos chiados, zumbidos, crepitações, e ruidos. É frustrante mas há muitas coisas que voce pode fazer para reduzir isso ao mínimo. Vamos ver as causas e soluções desse problema.

Ruido é causado principalmente por duas coisas – interferencia externa e componentes ruidosos (normalmente uma combinação de ambos). Interferencia externa é radiação elétrica sendo captada por quase todos os componentes de seu equipamento por causa de falta de aterramento e/ou blindagem. Ruido causado pelos próprios componentes é um resultado de partes baratas ou defeituosas, conexões ruins etc.

Guia rápido:

- Certifique-se de que sua guitarra e amp estejam conectados ao terra que é um fio neutro saindo de sua casa e dirigindo-se pra dentro do solo.

- Verifique todos os cabos (instrumento, pedais e amp) observando conexões e plugues.

- Certifique-se de que não haja cabo de instrumento ou de pedais tocando qualquer cabo de energia.

- Verifique todas as fontes observando conexões ruins e certifique-se de que não estão sobrecarregadas.

- Desligue qualquer computador e outros aparelhos elétricos próximos, radios, aparelhos de som, celulares, e lampadas fluorescentes.

- Se possivel, certifique-se que seu amp e pedaleira estão conectados em circuitos elétricos separados do que sua TV, computador, geladeira, luzes, etc.

- Seja compacto em sua pedaleira e descarte qualquer pedal barulhento.

Aterramento

Aterramento é o que o nome sugere – uma conexão com a terra. Em caso de uma falha de energia ou curto circuito, esta conexão guiará a eletricidade pra fora de seu equipamento, direto pro solo, ao invés de ser conduzido ao seu corpo, que é um condutor. Sempre ouvimos estórias de músicos sendo fritados e levando choque no palco, e apesar de soar engraçado, pode ser bem sério então o ateramento está aí pra evitar isso!

Voce provavelmente ja experimentou ouvir esse ruido alto de sua guitarra e se voce toca em qualquer parte de metal, o ruido muda de volume e/ou frequencia. Isto indica que há mau aterramento em algum lugar que precisa ser corrigido. Retire o escudo, cheque todos os fios de aterramento e certifique-se de que estão conectados nas partes certas. Se o ruido ainda estiver lá voce terá que checar as tomadas do seu amp e pedaleira.

Cabos de força no padrão Americano tem 3 pinos e o terceiro pino é o terra. Alguns musicos retiram ele, por não entrar em todas as tomadas mas isto significa que voce cortou o terra, o que é um problema. Voce deve sempre carregar um plugue adaptador (com terra) nestes casos. Mesmo tomadas com 2 pinos (padrão europeu) podem ter aterramento em um deles. A melhor maneira de checar isso é ter um testador de circuito no seu kit.

Blindagem

A palavra blindagem é um tanto confusa e pode levar a dúvida. Não quer dizer que voce está blindando sua guitarra contra uma fonte externa como uma camada protetora mas um escudo (como uma folha de cobre) que vai reunir a interferencia elétrica externa que causa o ruido e drená-la pra fora de sua guitarra. Pra isto funcionar, voce deve se certificar que a blindagem está conectada ao terra (um cabo conectado no jack de saida ou via potenciometro de tone que é conectado de volta ao jack) do contrario não haverá lugar para drenar o ruido e não fará efeito algum. Em alguns casos seus problemas de ruido serao eliminados com uma blindagem apropriada mas apenas em alguns tipos de interferencia (certas frequencias) e não significa cura milagrosa!

Ruido de 60 hertz

O ruido de 60 ciclos (ou 60 hz) é um zumbido forte, de baixa frequencia vindo de sua guitarra. O aterramento ruim é consistente mas este ruido é direcional e se voce anda pela sala ele vai e volta dependendo do campo de radiação. Este tipo de ruido é causado pela interferencia elétrica externa e pode vir de algum transformador próximo, luminária ou aparelho de cozinha. Agora, blindar sua guitarra não eliminará esse tipo de ruido porque ele é captado pelos captadores. Captadores single-coil vintage tem polos magnéticos que estão expostos a qualquer interferencia externa funcionando basicamente como antenas. Se voce convive com esse problema, voce precisa localizar a fonte e desliga-la se for possivel (computadores, luzes, TVs, geladeiras, etc) ou, se estiver no palco (interferencia da iluminação, fontes de energia, sistema de PA, etc) tente encontrar um circuito de força separado.

Humbuckers e os chamados ‘noiseless’ single-coils são menos sujeitos a este tipo de ruido, ou de ruidos em geral. Humbuckers não substituiem single-coils e mesmo os singles EMG, Lace Sensor, Fender Noiseless, Kinman, Barden, etc, também não soarão como singles vintage como os Fender CS69, Duncan SSL5, etc, fica faltando aquela ‘mordida’, agudos ríspidos, mas no final é tudo questão de gosto…

Guitarras e captadores

Como foi falado, um aterramento apropriado e blindagem são vitais pra manter sua guitarra silenciosa. Uma boa ideia é blindar a cavidade dos captadores com uma folha de cobre, mesmo assim não há como fugir de um chiado mínimo quando se usa single coils vintage.

De tempos em tempos voce pode também perceber que um captador está dando microfonia. Isso é facil de detectar quando um ou mais captadores começarem a gritar incontrolavel e insanamente alto! (não confundir com o feedback natural). Isto significa que alguma parte dentro dele está solta e voce terá que abri-lo, remonta-lo e mergulha-lo na cera para manter tudo no lugar. Esta é uma operação complexa então na maioria dos casos voce vai preferir comprar outro (ou devolver a guitarra se for nova).

Amps

Amps não são diferentes de outros componentes do seu equipo mas são um pouco mais dificeis de lidar e se voce não for treinado em eletronica é altamente recomendavel leva-lo a um técnico. Trocar uma válvula é facil mas se voce ficar fuçando nele corre o risco de levar um belo choque…mortal!!!

Considerando que seu amp está corretamente aterrado, a razão mais comum pra ruido são valvulas ruins, partes soltas ou que precisam ser substituidas. Cheque ambos a cabeça e o gabinete por defeitos ou rachaduras na Madeira, parafusos frouxos, valvulas cansadas, fiação, etc. Transformadores velhos e capacitores secos adicionarão ruido mas também causam corrente irregular no amp, o que não é legal pro timbre nem pros componentes, então leve a um técnico para verificar essas coisas.

No caso de valvulas com microfonia voce vai ouvir um leve zumbido vindo do amp. Isto é típico de uma válvula que está chacoalhando pelas vibrações no chassis e é hora de substitui-la. Se voce não tem certeza, pode usar um lapis (madeira, nunca use nada de metal) e bater de leve na valvula. Se soar como se voce estivesse soltando um elástico então a valvula está quebrada.

Cabos

Novamente, considerando que o aterramento está OK e sua guitarra e amp estão funcionando bem e com a blindagem necessaria, é hora de dar uma olhada na linha de sinal.

Cabos atuam como longas antenas captando radiação elétrica, ondas de radio, etc. num alcance bem amplo. Cabos baratos para intrumento e pedais não são blindados (ou não são devidamente) e como já sabemos, não há nada para drenar para fora do sinal a interferencia que está causando o ruido. Então a moral da estória é – consiga bons cabos blindados!

Comprimento também é um fator. Não importa o quanto o cabo é bom, quanto mais longo maior a perda de sinal. Um cabo de instrumento de 5 metros deve ser mais do que suficiente na maioria dos setups. Cabos Evidence são altamente recomendaveis, bem como Lava, Planet Waves, George L’s, ProCo e Mogami.

Cabos de pedais são normalmente negligenciados e temos a tendencia de usar o que for mais conveniente. Esses kits com varios cabinhos coloridos são estritamente proibidos! Certifique-se de que todos os seus pedais estão conectados em bons cabos e o mais curtos possivel. Voce quer conectar pedais e não fazer desordem na pedaleira. Denovo, comprimento é crucial e apesar de sua pedaleira poder comportar uma media de 10 ou 12 pedais, cabos pequenos podem se tornar bem longos quando voce adiciona-los. George L’s, Lava Mini e Evidence Audio Monorails são ideais para pedaleiras que são frequentemente rearranjadas.

Cabos de alto falantes são talvez ainda mais negligenciados que cabos de pedais. Quem de voces nunca usou um cabo de instrumento pra conectar seu cabeçote na caixa? Cabos de instrumento não são desenhados pra isso e no pior dos casos voce vai sobrecarregar o cabo e provocar um curto-circuito no amp. Certifique-se de usar cabos para caixas que são desenhados pra aguentar mais energia. Os Evidence Audio Siren são altamente recomendados pra isso.

Não quero dizer que voce deva gastar todas as suas economias em cabos caros mas tenha em mente que embora não seja tão legal investir num cabo do que num pedal, certamente vale a pena o esforço. A razão pela qual seu novo pedal soa horrivel pode estar nestes cabos.

Fontes

Fornecer a energia certa para seus pedais é crucial para eliminar ruido. A voltagem errada ou o uso errado das fontes podem ser a principal fonte de sua frustração. Uma pedaleira com 10 ou 12 pedais normalmente é alimentada por uma ou duas fontes do tipo Boss 9V com os pedais em cadeia. Um pedal pode necessitar duma fonte de 18V e talvez um ou dois pedais antigos o façam através de baterias. Baterias são ruidosas por natureza mas ha um agravante pois muitos de nós queremos manter o timbre daquele velho pedal fuzz quente e macio desta forma. Alguns pedais como delays digitais consommé um pouco mais do que um simples overdrive e podem começar a distorcer e chiar se voce posiciona-lo numa cadeia de alimentação com outros pedais. Quantos maior o numero de fontes utilizadas maior atenção é requerida e voce não terá o risco de uma delas falhar no meio dum show.

A melhor maneira de alimentar seus pedais é usar uma unidade dedicada a alimentar o maior numero de pedais possivel. Voodoo Lab, Cioks and T-Rex (entre outras) oferecem fontes em todas as formas e variações dependendo do quanto grande é sua pedaleira. Cada unidade tem linhas separadas para cada pedal para um sinal mais consistente. Alguns dos modelos maiores oferecem diferentes voltagens então voce pode ligar todos os seus pedais em uma unica fonte.

Não se esqueça do cabo de força do seu amp! Amps mais antigos tem cabos que mais parecem uma cobra enrolada ou pior. Isso deve ser substituido imediatamente. Não somente por questão de ruido mas voce não vai querer levar um choque eletrico da próxima vez que estiver desplugando seu amp. Um cabo de força de boa qualidade garante a corrente correta para o amp, o que novamente significa menos ruido e menos desgaste nas peças.

Fonte: Gilmourish.com



segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

Parabéns às mulheres pelo seu dia, porque mulheres e guitarras são essenciais...mas também dão uma puta manutenção!
Se pudermos unir as duas numa única peça, melhor ainda...hehe!

sexta-feira, 5 de março de 2010

Time (out)!


"Ticking away the moments that make up a dull day
You fritter and waste the hours in an offhand way.
Kicking around on a piece of ground in your home town
Waiting for someone or something to show you the way.

Tired of lying in the sunshine staying home to watch the rain.
You are young and life is long and there is time to kill today.
And then one day you find ten years have got behind you.
No one told you when to run, you missed the starting gun.

And you run and you run to catch up with the sun but it's sinking
And racing around to come up behind you again.
The sun is the same in a relative way but you're older,
Shorter of breath and one day closer to death.

Every year is getting shorter never seem to find the time.
Plans that either come to naught or half a page of scribbled lines
Hanging on in quiet desparation is the English way
The time has gone, the song is over,
Thought I'd something more to say..."

Esta é a letra de "Time" (Pink Floyd).
Bom, pra quem matou a aula de Inglês e não entendeu nada do que foi dito acima, favor recorrer ao Tradutor Google ou coisa semelhante...
Pois a precariedade da pontualidade também é precariedade e bastante escravagista. Talvez a pior espécie delas e de mais dificil (ou impossível) conserto.
Algumas pessoas religiosas costuman manter em suas casas alguma espécie de pequeno altar com um objeto que simbolize sua crença e devoção, tais como um crucifixo, uma bíblia, ou uma imagem de algum santo...Na minha casa por acaso também existe este tipo de altar! Porém o que existe sobre ele é um relógio!

O tempo se foi, a música acabou, e eu achei que tinha algo mais a dizer...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Não só tem coxinhas, como também kibes, pastéis e risólis..

OK! Depois de longas férias virtuais vamos ressussitar esse negócio! Dizem que a coisa só anda depois dum tal de carnaval aí, não sei bem do que se trata, só sei que boa coisa não é...mas tudo bem, se aconteceu nem tomei conhecimento!
Li hoje essa matéria na Revista Veja e achei legal compartilhar aqui, até mesmo pra mostrar que não sou o único que mete boca na farofada musical contemporânea!

O império dos coxinhas:
(by Sérgio Martins)

"Eles formam um time competente, mas às vezes muito chato. São os rapazes bonitinhos e bem-comportados responsáveis por uma porção considerável do pop atual."

"Chris Martin é um sujeito exemplar. Vocalista e líder do grupo Coldplay, que desembarca nesta semana no país para apresentações no Rio e em São Paulo, ele não perde a chance de ajudar os mais necessitados. No fim de 2009, leiloou antigos instrumentos pela internet para arrecadar fundos para uma instituição que cuida de menores carentes. No mês passado, fez o mesmo com uma jaqueta autografada, para auxiliar vítimas do terremoto no Haiti. Martin raramente fala mal de outros artistas, mesmo quando é provocado - e, quando o faz, arrepende-se. Nas letras do Coldplay, o amor é lindo (ou amarelo, como prega Yellow, um de seus maiores sucessos). "Eu não sou bonzinho. Quando terminar a entrevista, irei para a rua e darei um soco na primeira velhinha que vir na minha frente", disse Martin, em entrevista a VEJA. Nem precisa dizer que era brincadeirinha. Melódico, o Coldplay é a melhor banda a fazer essa linha "macho delicado". Já a choradeira do cantor James Blunt e de grupos como Keane e Travis com frequência ultrapassa a linha do suportável. Díspares no talento musical, esses artistas pertencem todos à mesma família espiritual: são os coxinhas. Muito empregado em sites de música e cultura pop, o termo designa o roqueiro bom moço (veja exemplos no quadro abaixo), cuja música se livrou de qualquer traço da agressividade que em priscas eras fazia do rock um gênero musical temido por pais de adolescentes.

O pop nunca viveu sem coxinhas - até os Beatles, nos primeiros anos de sucesso, tiveram sua fase coxinha, entoando "love, love me do" com terninhos aprumados. Anos atrás, a revista americana Blender traçou a genealogia do pop wussy - palavra que literalmente se traduz como "maricas", mas que, com alguma liberdade, pode ser equivalente a "coxinha". O pioneiro, na década de 50, foi o cantor Pat Boone, que consagrou o estilo "roqueiro para casar". Nos anos 70, o cantor James Taylor foi o coxinha-mor, com suas baladas suaves (ainda que os temas às vezes fossem pesados: Taylor falava sobre seu vício em drogas). No pós-punk dos anos 80, a melancolia queixosa de Robert Smith, líder do grupo The Cure, e a correção política militante de Bono, do U2, deitaram as fundações para o atual império dos coxinhas.

Os tempos de hoje favorecem o modo de vida coxinha. A rebeldia roqueira desgastou-se, e público nenhum aguenta ser insultado por bandas cuja apresentação no palco é claudicante (foi por isso, aliás, que o Oasis, que nos anos 90 se anunciava como a nova onda britânica, não conquistou o mercado americano como o Coldplay fez). Não é o caso do coxinha: em geral, ele é competente (ainda que não mostre lá muito carisma no palco). O pop, além disso, acomodou-se à correção política (e sexual). A ostentação priápica de um Mick Jagger, ou de canções que marcaram os anos 70 como Whole Lotta Love, do Led Zeppelin, não tem lugar no rock atual, que ficou um tanto emasculado. O músico coxinha, aliás, quase nunca fala abertamente em sexo. Uma exceção é a recente entrevista do guitarrista John Mayer à Playboy americana. Praticante de um pop com um pé no blues e outro na água com açúcar, Mayer tenta sacudir sua fama de bom moço - mas o faz de modo ainda hesitante. De um lado, admitiu gostar de pornografia ("antes do café da manhã") e falou de sua relação com a cantora Jessica Simpson (sexo com ela "era como crack": viciante). Mas ele também se declarou ainda apaixonado por outra ex-namorada, a atriz Jeniffer Aniston (celebrizada por Friends, um seriado coxinha). Mayer disse que hoje prefere a masturbação ao sexo. E, como todo bom coxinha, já se arrependeu do que falou. Pediu desculpas por ter empregado, na entrevista, a palavra nigger, considerada racista.

A manifestação mais extrema desse fenômeno é a onda emo, com suas bandas tristonhas e afetadas. A mais notória é a Fall Out Boy, que recentemente eviscerou Beat It, de Michael Jackson, em uma cover sem alma na qual John Mayer toca guitarra. Os emos, porém, são uma tribo, um nicho do pop. O domínio coxinha é mais amplo. Com 40 milhões de discos vendidos no mundo (550 000 no Brasil), o Coldplay puxa o cordão dessas criaturas ternas. É por causa do sucesso, aliás, que Chris Martin se sente obrigado a participar de campanhas de caridade. "A vida sorriu tanto para nós, e por isso sentimos vontade de ajudar outras pessoas", diz o cantor. Fofo (e oleoso) - como uma coxinha."