"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente." (Carl Sagan)
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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Esses guitarristas incríveis e seus pedalboards voadores III - Nels Cline


“Infelizmente, felizmente, estranhamente, parece que sou conhecido por usar um monte de pedais de efeitos”, diz Nels Cline. "Para mim, eles são como cores em uma paleta, e não um artifício." Embora o talentoso guitarrista toque em uma série de projetos, verifiquemos seu setup expansivo para seu trabalho mais famoso – guitarra solo na banda de alt rock Wilco.
As chaves para o som do Cline são overdrive, compressão, volume e delay: "Esta é a versão explodida desses parâmetros", explica ele. O pedal de volume é particularmente importante para Cline, que foi apresentado a sua utilidade na década de 70 através de caras como Steve Howe e Robert Fripp. Além de usá-lo para sons de violino e trazendo volume para cima e para baixo, Cline - o sempre amante de single-coil - também emprega o pedal de volume para eliminar aquele ‘hum’ de 60 ciclos. "Eu sempre tenho o meu pé sobre ele", diz ele. Ele usa o Boss FV-500H, porque não quebra com facilidade e é transparente.
A outra chave para o seu timbre é o famoso Klon Centaur, que ele recorre para linhas de guitarra, como os solos de "Impossible Germany" e "Ashes of American Flags". Este último solo também emprega seu Boss VB-2 Vibrato e o reverb Electro-Harmonix Holy Grail.
Outros favoritos de Cline incluem o ZVex Fuzz Factory, que ele descreve como "muito estranho, intenso e incontrolável", e o Magnavibe, que segundo ele é o único pedal que replica o timbre de um velho amp Magnatone com o qual ele grava. Ele soma o Fuzz Factory com o Digitech Whammy (ajustado para duas oitavas abaixo) e bate nas cordas com uma mola para ‘timbres do fim-de-mundo’. Ajustando o Whammy entre suas configurações, enquanto sua surrada Fender Jazzmaster descansa sobre seu amp, e manipulando seu Korg Kaoss Pad 2, geralmente utilizado para efeitos de delay de fita - gera ‘clusters’ paranoicos fora do tom.
Cline soma seu Fulltone DejáVibe com o delay Boss DD-7 para timbres no estilo de Hendrix em Band of Gypsies ("Que não vem a calhar com o Wilco", brinca), emprega o fuzz Fulltone '69 para timbres de fuzz de germânio e chama o Crazy Tube Starlight para entrar em ação quando timbres ‘old-school’ de ProCo RAT são requeridos. Seu vintage Electro-Harmonix 16 Second Delay tem sido parte do seu som por mais de 25 anos depois que Bill Frisell modificou-o para ele, e está sempre em ação gravando, usado para ‘loopings’ em tempo real.
Cadeia de sinal: Boss TU-2 tuner > Z.Vex Fuzz Factory> Fulltone DejáVibe> DigiTech Whammy > Boss CS-3 Compression Sustainer > Boss VB-2 Vibrato > Bigfoot FX Magnavibe > Klon Centaur > Crazy Tube Circuits Starlight Overdrive > Crowther Hotcake > Fulltone ‘69 > Electro-Harmonix Pulsar > Crazy Tube Circuits Viagra Boost > Boss FV-500H volume pedal > Boss DD-3 delay > MXR Phase 45 > Boss DD-7 delay
O técnico de guitarra de Cline, Eric Baecht, chama o segundo pedalboard de Cline - a coleção de fazedores de ruídos situados em uma mesa – de "projeto científico", e a descrição é apropriada para a abordagem de Cline com os efeitos. Ele está constantemente tocando e experimentando. "Eu me divirto em todos os lugares que eu vou," disse Cline.

Os pedais estão em linha, sem ‘loops’. Quando questionado sobre isso, Cline explica: "Eles degradam SIM o meu som... degradação É o meu som. Eu não sou um purista sobre nada, então por que eu iria ser um purista sobre timbre de guitarra?"
Cadeia de sinal: Signal Chain: Electro-Harmonix Deluxe Memory Man > Electro-Harmonix 16 Second Delay > Electro-Harmonix Ring Thing > Korg Kaoss Pad 2 > Electro-Harmonix Holy Grail Plus. (Fotos por Rebecca Dirks)


Fonte: premierguitar.com
Tradução e adaptação: Osmani Jr.



Esses guitarristas sobrenaturais e seus pedalboards voadores II - Eddie Van Halen

O pedalboard atual de Eddie é bastante simples. Está equipado com a linha de pedais assinada da marca Dunlop / MXR / EVH que todos nós já associamos a ele durante anos, incluindo seu Phase 90, Flanger, e EVH95 wah (à direita), bem como um MXR Analog Chorus e um Boss OC-3 Super Octave. Diz o técnico Craig DeFalco: "O único ajuste no palco que ele fará nos pedais é o Flanger – pra ir da configuração de 'Unchained' para a de ‘Outta Love'." Também possui vários dispositivos custom feitos por Dave Friedman da Rack Systems, incluindo um ‘mute swith’ no canto inferior direito, e um ‘buffer’ que atua como ‘boost’ para enviar um sinal cristalino ao longo do cabo para o sistema de som. Também usa uma fonte de alimentação G-Lab PB-1. O controlador de 4 botões EVH (não MIDI) no meio do pedalboard seleciona entre três canais de seu amp principal EVH 5150 III, enquanto que o de 6 botões (não-MIDI) na borda frontal do pedalboard aciona os pedais, bem como o delay Lexicon PCM 70 que ele usa para "Cathedral" e a dupla de delays Roland SDE-3000 (identificados como "DDLS") que ele tem usado desde os anos 1980.
Fonte: premierguitar.com
Tradução e adaptação: Osmani Jr.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Esses guitarristas sobrenaturais e seus pedalboards voadores - John Scofield



Para aqueles que, assim como eu, sofrem da incurável doença "G.A.S." (Gear Acquisition Syndrome) e que também são apreciadores destes pequenos brinquedos mágicos, responsáveis por colorir nosso timbre e alegrar nossos ouvidos, segue aqui uma série de posts que tem como objetivo dar uma 'mastigada' nos setups de caras que são verdadeiros mestres não só na arte de tocar, mas principalmente na arte de timbrar seus instrumentos. Pra começar, uma olhada mais de perto no novo pedalboard de John Scofield...


Interface:

Vertex Dual Buffer (buffer de entrada única, buffer/splitter de saída única para dividir o sinal MONO para dois amplificadores) com uma chave de polaridade e transformador de isolamento na saída para o Amp 2, e "break-out" de efeitos para inserir os pedais fora da pedaleira entre os pedais de distorção e modulação.


Caminho do sinal:

INTERFACE (buffer de entrada), Vertex True Bypass Loop (Digitech Whammy XP100), TC Electronic Polytune Mini, Vertex Axis Wah, Rockett Blue Note, Boss GE-7 Equalizer (modificado pela Vertex), INTERFACE (break-out), Boss CE-3 Chorus (modificado pela Vertex), Neunaber Technologies Mono WET Reverb, Vertex True Bypass Loop (Boomerang Rang Plus), INTERFACE (buffer/splitter de saída única, dividindo o sinal MONO para dois amplificadores).


NOTAS

* O Boomerang Rang Plus está no chão, fora da pedaleira e é colocado ou retirado do caminho do sinal por meio do Vertex True Bypass Loop.

* O equalizador GE-7 (modificado pela Vertex) é modificado para maior transparência, funcionamento mais silencioso, e mais ênfase no mid-range e nos agudos para ser usado mais como um treble booster. Também modificado para true bypass.

* O chorus CE-3 Chorus (modificado pela Vertex) é modificado para velocidades mais rápidas, mais ondas, e timbre mais gordo para melhor simular um efeito Leslie de qualidade. Também modificado para true bypass.

Fonte: Vertex Effects Systems
Tradução e Adaptação: Osmani Jr.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Antes ou depois da sujeira???

Então voce escolheu seus pedais preferidos e finalmente comprou aquele kit p/ montar o pedalboard...O próximo passo é como o eixo central para os aficcionados por timbre - a ordem dos pedais! Isto pode ser especialmente crucial se voce tem pedais com formatos especiais e quer cortar seus cabos no comprimento exato, preferencialmente uma única vez. Bem, a verdadeira questão a se perguntar é: Devo colocá-los antes ou depois da sujeira? Visto que a distorção pode causar uma mudança extrema nas características naturais dos pedais, está questão simples pode ajudar a reduzir as infinitas possibilidades de ligação entre pedais.

Antes da sujeira...

Afinador: Voce vai querer gastar o mínimo de tempo possível afinando, então posicione o afinador no início, assim não terá que desligar pedais que alteram o pitch pra poder afinar. Alguns preferem colocá-lo fora da cadeia de sinal através duma bypass box, não afetando o timbre desta forma. Pedais de volume colocados no início reagem mais como o botão de volume da guitarra. Irá reduzir a quantidade de ganho para um overdrive ou ainda te dar efeitos de volume espaciais antes dum delay. No final da cadeia funcionam como um volume master. Sem alteração do timbre seu volume abaixará como se fosse o botão de volume do seu amp.

Compressor/Volume/Boost: O compressor é sempre preferido por guitarristas no início da cadeia. Como compressores afetam bastante sua pegada, dinâmica e sustain, posicionando-o na frente irá preservar isso não importando qual a combinação de pedais. Pedais de volume colocados no início reagem mais como o botão de volume da guitarra, reduzindo a quantidade de ganho pra um overdrive ou fazendo efeitos espaciais de volume antes dum delay. Colocados no final, agem como um master volume, preservando seu timbre quando abaixado, exatamente como se fosse o botão de volume do amp. É sempre uma boa ideia deixá-lo antes de delay/reverb para preservar a ambiencia. Por último, um boost é normalmente colocado depois do compressor para compensar compressão pesada ou reforçar captadores de baixo ganho. se voce o quer como um buffer, coloque-o antes do afinador para compensar cabos longos. É claro que um booster vai funcionar em qualquer ponto da cadeia de sinal. Experimente ele como um line driver, logo antes do amp, para compensar qualquer pedal que rouba sinal.

Pitch Shifter: Isto inclui todos os pedais que modificam o pitch, analógicos ou digitais, como Whammy, oitavadores, ring modulators e sintetizadores. Colocá-los antes da sujeira é crucial quando necessitam de um sinal de guitarra claro. Especialmente pedais analógicos monofônicos gostam desta clareza do contrário ficam confusos e alteram as notas. Recentemente o Digitech Harmony Man abriu a possibilidade de harmonização pre-distorção com um send/return separado para os pedais de drive.

Wah/EQ: Coloque-os antes da sujeira se voce quer um efeito menos chocante. Vamos supor que voce posicione seu wah a meia posição para obter um boost de médios em seu overdrive. A distoção depois do wah irá amplificar esta frequencia, enquanto se mantem dentro dos parametros normais de uma distorção mantendo seu timbre e caráter natural. este mesno boost de médios depois de um Tube Screamer, por exemplo, irá amplificar outras frequencias não comportadas pelos níveis de saída e compressão inerentes a um overdrive. Esta última opção é uma mudança radical de timbre que pode ser efetiva em desembolar certos pedais de fuzz. Alguns pedais de fuzz soam desagradáveis, num bom sentido, antes do wah. Um bom exemplo disso pode ser ouvido na música "Maggot Brain" do Funkadelic ou com J. Mascis. Ambas as versões tem um fuzz ardente antes do wah.
Equalizadores tem um amplo alcance de frequencias e pode ser posicionado em qualquer ponto da cadeia de sinal. Colocando-o no início irá modificar o modo como os demais efeitos reagem. Peguemos como exemplo o Duncan Pickup Booster, que virtualmente transforma single-coils em humbuckings. Seu overdrive ou phaser, por exemplo, irá saturar em diferentes pontos com captadores mais quentes.

Modulação: Basicamente, coloco efeitos de phaser, chorus/flanger e vibe aqui. Todos estes pedais tem uma espécie de ruido em forma de onda. Colocando eles antes da distorção irá manter essa onda como se estivessem sozinhos. Se voce gosta do jeito que um phaser soa num Marshall sujo, está é exatamente a mesma configuração, pois a distorção do amp está depois da modulação. Na verdade nào há regras, voce pode colocar um chorus depois do drive para soar mais metálico ou como um flanger. Um flanger definitivamente não é para ser disfarçado ou escondido já que todos aqueles sons de jato de Eddie Van Halen soam mais como se um drive o estivesse empurrando. Por outro lado, o timbre de chorus/flanger do fusion dos anos 80 é mais como se estivessem antes da distorção para soarem mais suaves. Para Vibes, sempre ouvimos argumentos dos 2 lados. "Star Spangled Banner" do Hendrix era um Fuzz Face indo pra um Univibe, mas Robin Trower é conhecido por usá-los de modo inverso. Alguns ainda dizem usar fuzz, vibe e overdrive em seguida para se livrarem da agressividade. Talvez a regra para modulações seja suavidade quando pre-distortion e onda intensa pos-distortion.

Finalmente...uma olhada na sua sujeira...

Overdrive, distortion e fuzz estão salvos neste local. Mas e sobre o uso de vários tipos de drive, voce diria? O fuzz pode ser uma besta indomável, especialmente pedais com transistor de germanio ja que não tem headroom pra aguentar um sinal quente. O resultado é um som ríspido que mata o ataque macio que apreciamos num fuzz. Por este motivo, coloco meu fuzz antes e depois vem os overdrives. Estes podem ser combinados de varias formas diferentes produzindo sons muito únicos em cada ordem combinada. Não há forma errada aqui, apenas diferente.

Depois da sujeira...

Delay/Reverb:
Como disse antes, flanger e chorus poderiam entrar aqui já que são da mesma família dos delays. Sejam digitais ou analógicos, não tenho encontrado muitas pessoas que discordam em colocar o delay no final do pedalboard. Isto garante que cada nuance como um wah em movimento ou um flanger oscilando loucamente irá repetir corretamente.
Um Loop de efeitos é um assunto completamente diferente mas não resisito em mencioná-lo para estes 2 efeitos. Se voce tem um loop de efeitos irá notar uma repetição dos ecos mais clara e sem embolar. É similar a adicionar um plug in de delay numa trilha de guitarra no seu programa de gravação ao invés de colocá-lo diretamente após um Big Muff. O efeito do plug in irá soar mais cheio e distinto. E ainda, usando o loop de efeitos te dará mais controle sobre o volume do efeito que é adicionado ao sinal seco. Pedais de reverb se dão bem no loop de efeitos. Como um reverb de molas dentro do amp, ele estará posicionado depois do preamp. Mas lembre-se de que o tone dum reverb no loop é agora afetado pelas regulagens de tone do seu amp. Se voce notar que seu delay e reverb estão soando muito escuros, dê a eles essa chance de experimentar o loop de efeitos do amp.

Tremolo: Assim como o circuito de tremolo dum amp, talvez voce goste de colocá-lo no final do pedalboard. Alguns o colocam depois do delay e antes do reverb assim o pulso do tremolo sempre dominará as repetições vindas do delay. É realmente uma decisão sua de onde usa-lo. Para um pulso de metralhadora voce deve coloca-lo no final para um som distinto de liga/desliga. Entretanto não soa muito organico ouvir um sinal de reverb pulsando também como um helicóptero, então pense nisso!

Fonte: PGS

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Eu sou normal!

É, os malucos da GearTrap.com e ToneFreq.info conseguiram quebrar denovo o seu próprio recorde da "maior pedaleira do mundo" em 16 de julho de 2009. Detalhe: o mosntro de 147 pedais tem que funcionar totalmente pra valer, hein! Sem ruidos!

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Ruídos no Pedalboard???

O método de Pete Cornish para eliminar ruídos, inconsistências de nível e perda de timbre em sua pedaleira:

1 – Desconecte e remova todos os efeitos da pedaleira. Assegure-se de que cada efeito esteja com bateria e cheque as voltagens das baterias.
2 – Conecte sua guitarra diretamente ao amp com um cabo de boa qualidade que esteja funcionando perfeitamente, com continuidade e resistência de isolamento testados. Prefiro não usar cabos com jacks não soldados.
3 – Coloque os controles de volume e tonalidade da guitarra no máximo e não mude os ajustes.
4 – Coloque os controles de volume e tonalidade do amp em um nível razoável e não mude os ajustes.
5 – Remova o cabo de entrada do amp e conecte-o à entrada do primeiro pedal da cadeia de sinal. Com um outro cabo de boa qualidade, ligue a saída do pedal à entrada do amp. Neste estágio, faça o pedal operar com bateria.
6 – Com o pedal desligado há alguma mudança de sinal ou volume? Sem ajustar o amp, investigue a razão de qualquer mudança. Se o pedal estiver com buffer, não deve haver nenhuma diferença, mas se ele possui chaveamento de bypass verdadeiro, pode haver uma leve mudança, já que o comprimento do cabo é agora provavelmente o dobro, e você deve considerar a utilização de uma unidade de buffer na frente do pedal.
7 – Agora, adicione o segundo pedal da cadeia (assegure-se de estar usando sempre o mesmo cabo de guitarra). Utilize um cabo de ligação de boa qualidade para conectar a saída do primeiro pedal à entrada do segundo. Conecte a saída do segundo pedal à entrada do amp, usando o mesmo cabo que você usou anteriormente.
8 – Com o primeiro e o segundo pedais desligados, há alguma mudança do sinal ou volume? Se o pedal estiver com buffer, não deve haver nenhuma diferença, mas se ele usa chaveamento de bypass verdadeiro, pode ocorrer uma leve mudança e você deve pensar em usar uma unidade de buffer na frente – ou depois – do segundo pedal.
9 – Repita com mais pedais, lembrando-se de não mudar o volume da guitarra ou do amp enquanto você testa os pedais desligados.
10 – Se tudo estiver bem com os pedais desligados, todos os circuitos de bypass e cabos de ligação estão bem. Se um problema com timbre ou volume ocorrer, estará no último pedal ou cabo adicionado.
11 – Agora comece a ligar os pedais começando com o primeiro pedal da cadeia e ajuste o volume do efeito de modo que ele combine exatamente com o volume desligado. Repita com os outros pedais até que todos os efeitos estejam individualmente regulados com o ganho da unidade.
12 – Depois de nivelar todos os pedais de acordo com o nível em bypass, conecte o primeiro pedal à fonte DC e cheque se ela funciona da mesma maneira de quando ligado com bateria. Se houver ruído ou outros problemas, investigue. Pense em substituir por outra fonte DC.
13 – Se tudo estiver bem com o primeiro pedal, conecte o segundo pedal à fonte DC e siga o meso procedimento de teste.
14 – Repita com os outros pedais até encontrar onde ocorre o problema. Se o ruído for aceitável quando se usa bateria e não for aceitável quando se usa a fonte DC, então problema deve estar na fonte. Diversas fontes podem ser necessárias e, em casos extremos, uma fonte DC separada para cada pedal pode ser essencial.

(traduzido da Guitar Player americana)

terça-feira, 31 de março de 2009

Tudo sobre Loop Switchers

Gurus de pedaleiras como Bob Bradshaw e Dave Friedman podem encontrar diferentes e intrincadas maneiras de incorporar diversos ótimos pedais em seu equipamento, com toda a flexibilidade que você deseja e sem perda de timbre. Mas esses equipamentos podem ser complexos, pesados e absurdamente caros. Não existe um jeito de um maníaco por pedais com orçamento limitado montar um equipamento intuitivo e portátil?

Aqui está a idéia: digamos que você tem seis pedais – um wah, um overdrive vintage, uma distorção, um phaser, um flanger antigo e um delay analógico. Todos soam bem, mas alguns dos antigos são um pouco barulhentos e, quando estão todos alinhados, o sinal cai. Além disso, você está cansado de sapatear sobre eles para ir de um som limpo com delay e phaser para um timbre sujo com wah, distorção e flanger (cinco pedais separados). Você quer simplificar sua dança e limpar seu sinal. Um loop switcher é a solução.

Essencialmente, loop switchers são controladores de chão com diversos jacks send/return de ¼’’. Estes úteis recursos permitem colocar os pedais em loop, de modo que, se você não está usando o efeito, ele fica totalmente fora do caminho do sinal. Loop switchers são vendidos por vários fabricantes. Para descobrir qual é o certo para você, responda as seguintes questões.

Primeiro, quantos pedais você usa? É necessário um switcher com loops suficientes para acomodá-los.

Segundo, você quer apenas pisar nos pedais individualmente ou quer fazer programações em que diversos pedais ligam e desliga simultaneamente? Se for a primeira alternativa, switchers como o Pedal-Racks True Bypass Strip ou o Voodoo Lab Pedal switcher oferecem o que você precisa. Se você costuma simplesmente alternar entre som limpo e sujo – ou ocasionalmente pise num delay ou wah para solos -, produtos deste tipo permitem que você faça isso de uma forma limpa e silenciosa.

Por outro lado, se você é um discípulo da escola The Edge/Alex Lifeson – em que dramáticas mudanças de timbre envolvem diversos efeitos ao meso tempo - , você precisa de loop switchers programáveis como o Carl Martin Octaswitch, o Pedal Switcher/Comander da Voodoo Lab ou o GigRig MIDI-8 ou PRO-14. Estes engenhosos produtos lhe dão uma quantidade tremenda de contole sobre seus pedais (além de é claro, mantê-los fora da cadeia de sinal quando não estão em uso).

A operação do Octaswitch e do GigRig é simples. Você coloca seus efeitos individuais em loops e pressiona uma pequena chave para qualquer efeito que queira acionar. Então, digamos que para o botão numero 1 você selecionou as chaves 1,3 e 5 (loops contendo wah, distorção e flanger). Toda vez que você tocar aquele botão, você instantaneamente obterá esses três pedais – não importa quais efeitos estavam ligados anteriormente -, e com apenas uma pisada. Você pode conseguir o mês recurso com o equipamento da Voodoo Lab, conectando o Commander ao Pedal Switcher com um cabo MIDI.

Até agora, todo setup que discutimos mantém seus pedais no chão, onde você pode vê-los (mesmo que não esteja mais pisando neles). Se você geralmente leva um rack a seus shows, no entanto, você pode colocar seus pedais numa gaveta deste rack e incorporar um loop switcher montável em rack e um controlador de chão, como o GCX Guitar Áudio Switcher da Voodoo Lab. Isto reduzirá seu equipamento para algo compacto e poderoso.

Dependendo de suas necessidades, você pode encontrar loop switchers que trocam canais de amps, enviam comando MIDI (crucial se você estiver usando equipamento em rack) e oferecem tap tempo, conexão para pedal de expressão, saídas para afinador, boost, buffering, e muito mais. Pode parecer complicado no começo, mas, com tudo ajustado, você obterá mais controle sobre seus efeitos e um sinal mais limpo.

“Pelo que sei, não há caminho de sinal mais limpo do que colocar todos os seus pedais num sistema de chaveamento de loop” diz Bob Bradshaw. “Buffers e bypass verdadeiro em pedais podem resolver um monte de problemas, mas um sistema de looping projetado adequadamente é a melhor solução, mesmo que você não queira entrar no universo MIDI e do chaveamento automático”.

Matt Blackett – Guitar Player americana

http://www.youtube.com/watch?v=CdHwhMzJbeo

http://www.youtube.com/watch?v=ggixAf-eouk

Por que a maioria dos profissionais não usa multi-efeitos?


As chances de você ver um pedal de multi-efeitos nos pés do guitarrista da sua banda favorita são mínimas. Profissionais costumam preferir sistemas feitos sob encomenda ou pedaleiras com um monte de diferentes pedais – mesmo que unidades de multi-efeitos de fabricantes como Boss, Digitech, Korg, Zoom, Rocktron e Peavey possuam muitas vantagens. Esses equipamentos portáteis acabariam com várias preocupações de guitarristas, como conectar cabos entre pedais individuais, lidar com velcro, incompatibilidade de um pedal com uma fonte de múltiplas saídas e todos os desafios de montar uma pedaleira viável. Além disso, oferecem uma dúzia ou mais de efeitos – geralmente pelo preço de três ou quatro pedais – e cadeias de sinal programáveis. Por que então profissionais quase não utilizam multi-efeitos?

O principal motivo talvez seja o fato de guitarristas serem individualistas. Por exemplo, você pode gostar de alguns pedais Boss, mas aposto que gostaria de combiná-los com alguns Digitech, MXR e efeitos de boutique. Há também a questão da programabilidade versus ajustabilidade. Os multi-efeitos permitem ir instantaneamente de um som limpo com wah/chorus/delay para um timbre distorcido com oitavador/flanger/tremolo, mas, se você achar que os seus reverbs estão molhados demais para o local aonde você vai tocar, reprogramar tudo entre a passagem de som e o show pode ser um problema.

A dificuldade para realizar reparos rápidos também é um problema para alguns profissionais. “Comprei uma unidade de multi-efeitos Boss ME-5 para a primeira turnê com Cassandra Wilson que eu fiz”, diz Kevin Breit, que também tocou com Norah Jones. “Era ótimo para simular algumas das coisas que executei em seu álbum New Moon Daughter, de 1996, mas se a ME-5 quebrasse, eu seria obrigado a ligar direto ao amp, e isso significava nenhum efeito. Em uma pedaleira com vários pedais individuais, você pode substituir um cabo com problema ou apenas fazer um show sem o pedal que quebrou. Minha atual pedaleira começa com um afinador Boss e uma A/B Box Radial Switchbone. A cadeia ‘A’ é um envelope filter DOD e dois Ibanez EM5 Echo Machines. A cadeia ‘B’ inclui dois loopers Boomerang, um Electro-Harmonix POG, um pedal de volume Ernieball e pedais Moogerfooger FreqBox, Ring Modulator, Analog Delay e MorRF”.

Há sidemen veteranos como Gerry Leonard (David Bowie, Duncan Sheik, Rufus Wainwright), que utilizam ambas as opções. “Tenho um Boss ME-30 que é ótimo para viagens rápidas, performances em estações de rádio, shows pequenos e até algumas gravações”, conta. “Eu o comprei porque ele pode funcionar com baterias, e os peais da Boss são muito confiáveis. Tentei programar o ME-30 para soar como os pedais Boss individuais de que gosto, como o compressor, o overdrive e o delay. A pedaleira faz até mesmo loops básicos. Um dos grandes problemas com os multi-efeitos, no entanto, é que os presets são geralmente horríveis. Eles são com fast food – salgadas e boas durante três minutos, mas depois você enjoa. Você tende a perder um pouco de definição e atmosfera ao redor do seu som, então é uma boa idéia variar entre suas programações de multi-efeitos e seus pedais individuais, para obter um pouco de perspectiva. Em shows grandes uso um sistema de chaveamento Digital Music Corp. GCX, um TC Electronic G-Force e vários peais analógicos escolhidos de acordo com as necessidades sonoras da apresentação. Este sistema me dá um som matador e bastante flexível, com bypass verdadeiro em todos os efeitos e até mesmo chaveamento de canais do amp”.

Gosto pessoal, dinheiro e necessidades musicais e ergonômicas tendem a dirigir a escolha das ferramentas. Muitas unidades de multi-efeitos certamente são flexíveis e robustas o suficiente para aplicações em turnês profissionais, portanto, o desejo de combinar a seu gosto uma coleção de opções sonoras bastante diferentes é provavelmente o fator principal que afasta os profissionais de utilizarem uma pedaleira integrada Boss, Digitech ou Rocktron no palco.

Michael Ross – Guitar Player americana.