"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente." (Carl Sagan)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

domingo, 20 de dezembro de 2009

Glenn Hughes Live in SP 16-Dezembro-2009

O que dizer? To sem palavras! Sensacional! O cara tava impecável! Som legal, banda legal, lugar sossegado, sem stress, só gente boa no show, cerva gelada, amigos, e o principal: sonzera! Eu esperava mais músicas do último álbum, mas só rolou a faixa título, First Underground Nuclear Kitchen, por outro lado, além de músicas de outros álbuns solo, como Don't Let Me Bleed do Soul Mover, a grande maioria do repertório foi de músicas dos tempos do Deep Purple, até mesmo aquelas que eu nem esperava! Claro que clássicos como Stormbringer (abrindo o show) e Burn (pra fechar com chave de ouro), Mistreated e You Keep on Moving já eram mais do que esperados, mas as gratas surpresas da noite foram Sail Away, Might Just Take Your Live, Holy Man, e Gettin' Tighter! Impressionante!!! Obrigado Glenn Hughes por esse inesquecível presente de Natal, o da verdadeira e boa música! Segue aqui o que consegui registrar em vídeo desse show memorável:
http://www.youtube.com/watch?v=_5I0xQohMr8
http://www.youtube.com/watch?v=xQ_XVgEt6y8
http://www.youtube.com/watch?v=H3GhXesDqQ4

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

A Voz do Rock...no Brasil!

Amanhã, dia 16 tem show do Glenn Hughes em SP, e eu com certeza estarei lá conferindo! Pra quem não o conhece, ele começou como baixista/vocalista da banda britânica Trapeze lá por 1969, e do Deep Purple ao lado de David Coverdale na clássica formação de 1974 a 1976, com os álbuns Burn, Stormbringer e Come Taste the Band, além dos famosos álbuns ao vivo Live in London e Made in Europe!
Em 1978 começa sua carreira solo com Play me Out, e depois ainda grava o álbum The Seventh Star como vocal no Black Sabbath em 1986!
Ah, prestem atenção nos backing vocals do disco Slip of the Tongue do Whitesnake (sim, aquele que o Steve Vai gravou pq o Adrian Vandenberg machucou a mão), não tem como não reconhecer aquela voz!
Destaco os álbuns Adiction de 1997, The Way It Is de 1999, e Soul Mover de 2005, Music for Divine de 2006, e principalmente o último, F. U. N. K. (First Underground Nuclear Kitchen) de 2008, que achei sensacional!
A espectativa é grande, vamos ver! Depois manifesto aqui minhas impressões...
É claro que clássicos do tempo do Purple não faltarão, como Mistreated e You Fool No One, quem sabe até uma You Keep On Moving ou Getting Tighter, não seriam surpresa...enfim, de qualquer forma....sim, eu vou chorar! hahahahaha

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Money!!! It's a hit!

Bom, na última delas eu já dancei no dia em que nasci, então essa já era...
Na primeira, que também foi minha primeira opção, me dei mal da mesma forma pois me formei em Arquitetura. Ser Arquiteto e enriquecer não são coisas compatíveis...
Sendo assim, parti logo pra terceira. Enquanto eu não tinha muitas responsabilidades na vida, ela era a escolha ideal, porém depois que virei pai, resolvi não levá-la até o fim...
Atualmente estou propenso à segunda alternativa. Me parece uma boa e tem tudo a ver comigo...
Se não der certo me resta a quarta opção. Não é má ideia não, já que hoje em dia é muito mais seguro ser rico atrás das grades do que em liberdade...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Está ocioso? Entediado? Á toa? Crie um Comitê da Inutilidade!

Li isto antes, na revista Veja, concordei em 100% com a opinião da Veja, e depois vi a reportagem no Fantástico, tratando do assunto como se fosse a coisa mais maravilhosa do mundo, então postei aqui pois é um assunto de bastante interesse de nós guitarristas que usamos tantos equipamentos eletrônicos, em sua maioria importados:

"Obrigar os brasileiros a seguir um novo padrão e trocar todas
as tomadas da casa é uma intervenção estatal absurda, inútil
e dispendiosa. Deus nos livre dos comitês...

"Focinho de porco não é tomada", dizem os brasileiros quando querem sinalizar que alguém se deixou enganar pelas aparências e fez uma escolha errada. Agora, um comitê, e tem sempre um comitê a abrigar especialistas em tudo, menos em bom senso, tirou dos brasileiros essa frase. Uma comissão convocada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) decidiu que os brasileiros terão de trocar todas as tomadas de suas casas para se adaptar ao novo padrão, com três pinos. A nova tomada é uma espécie de jabuticaba elétrica. Seu formato só existirá no Brasil. Isso não é incomum. A Comissão Eletrotécnica Internacional (IEC) criou na década de 80 um modelo de plugue e tomada para servir de padrão mundial. Em vão. Não colou. Cada país tende a adotar um padrão próprio. As razões para isso são, quase sempre, as piores possíveis. Elas vão do nacionalismo ao gosto sádico dos comitês de interferir na vida privada dos cidadãos.

Há centenas de modelos de plugue e tomada, sendo os mais comuns aqueles com pinos redondos ou retangulares (na vertical). Diante disso, o Brasil decidiu contribuir para a confusão geral. A partir do início do próximo ano, torna-se obrigatório em produtos fabricados por aqui ou importados o uso de um padrão de plugues e tomadas diferente de tudo aquilo que se utiliza no mundo. O plano da ABNT e do Inmetro (órgão federal responsável pelo controle de qualidade industrial) é substituir todos os terminais elétricos vendidos no país até julho de 2011. Prevê-se que a completa adaptação das residências ao novo padrão elétrico demore até duas décadas.

De modo genérico, pode-se dizer que os pinos redondos são preferidos nas regiões nas quais predomina o fornecimento de eletricidade em 220 volts, como a Europa. O pino retangular é mais usado com a voltagem 110, daí sua popularidade na América do Norte. No Brasil, dependendo da cidade, o fornecimento pode ser em 220 ou 110 volts, ou ambos. A variação na voltagem decorre, basicamente, da decisão tomada pela empresa que instalou a rede elétrica no passado. Estima-se que se possam encontrar nas casas brasileiras por volta de quinze modelos de tomada. Há cerca de trinta anos foi implantada no país a tomada popularmente conhecida como "universal". Ela aceita tanto o pino redondo quanto o retangular e tem a simpatia geral – mas não do comitê encarregado de complicar a questão. "Não faltaram sugestões para que a universal fosse adaptada às exigências de maior segurança e se tornasse o padrão brasileiro", diz o engenheiro eletricista Hilton Moreno, que acompanhou de perto o processo de mudança. Mas a ideia foi rejeitada no comitê.

O padrão brasileiro será de pino redondo, independentemente da voltagem. Estima-se que 80% dos plugues usados no país sejam desse tipo. Mas nem todos servirão nos furos da nova tomada, cujo tamanho varia de acordo com a amperagem. Será necessário recorrer a um adaptador. Porém é bom ser rápido, pois o Inmetro não quer saber de facilitar a vida de ninguém e pretende proibir a venda de adaptadores dentro de três anos. A necessidade de maior segurança é o motivo alegado pela ABNT para a mudança da qual ninguém sentia falta. Em teoria, alguém pode tocar nos pinos de uma tomada e tomar um choque. Não há estatísticas sobre a frequência e a gravidades desse tipo de incidente. Mas, como o novo sistema inclui um plugue com terminal sextavado para ser encaixado numa tomada com concavidade, a possibilidade de um choque, que já era pequena, se tornou ainda mais rara. Esse problema, isoladamente, poderia ser resolvido apenas com a padronização da concavidade nas tomadas do tipo "universal", ou em quaisquer outras que fossem usadas por um grande número de países. Resolveria, também, se o isolante que já existe em grande parte dos plugues brasileiros (aquela capinha preta de plástico que vai até a metade dos pinos metálicos) se tornasse obrigatório. Enfim, teria sido possível resolver a questão da segurança sem a necessidade de obrigar ao incômodo e dispendioso processo da troca por um modelo que só existirá dentro das fronteiras nacionais.

Mas, se as coisas fossem assim tão fáceis e baratas, para que um comitê? Coisas estranhas foram elucubradas por seus membros. Uma delas é o plano de usar plugues e tomadas para mexer na balança comercial brasileira. Ao criar um modelo nacional, o comitê entendeu que isso seria uma forma de ampliar o mercado de eletroeletrônicos produzidos no Brasil. "Essa mudança sem dúvida beneficiará as empresas brasileiras", diz Alfredo Lobo, diretor de qualidade do Inmetro. É uma ideia interessante: longe de ser confundida com focinho de porco, a tomada jabuticaba deve ser vista como uma bandeira do protecionismo comercial. É igualmente razoável imaginar o efeito contrário. "O fato de os terminais elétricos brasileiros terem ficado diferentes dos existentes no resto do mundo cria um problema que não existia", diz o engenheiro eletricista Norberto Nery, do Instituto Mauá de Tecnologia. "Agora os aparelhos importados precisarão seguir o padrão brasileiro e os exportados precisarão ser adaptados às normas estrangeiras."

A substituição de todos os tipos de tomada pelo novo padrão acarretará transtornos homéricos na vida do brasileiro. A nova tomada tem dois tamanhos, de acordo com a amperagem, que é a quantidade de eletricidade que passa da instalação elétrica para o aparelho. Os plugues e tomadas de 10 ampères, menos potentes, têm o diâmetro de 4 milímetros, e os de 20 ampères, utilizados em aparelhos como micro-ondas, têm 4,8 milímetros. A adaptação só será possível e realmente segura se as redes elétricas das habitações passarem por uma reforma completa e bem planejada. É preciso agora instalar a fiação e tomadas específicas em locais estratégicos, onde já se prevê a instalação de um equipamento eletroeletrônico de consumo adequado para cada terminal. No final, sobrou para nós."

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Um Especial duplo com queijo bem tostado pra mim, por favor!!!

Banda Cover? Especial sei la de quem?? A produção musical autoral da minha cidade (Londrina) é tão rica que tocar cover dos outros é no mínimo lastimável...mas dá dinheiro e é o que o povão quer ouvir. Falo por experiência própria, quem gosta do original jamais se satisfaz com covers mal tocadas... (como diziam os Titãs: "não é que eu vou fazer igual, eu vou fazer pior!")
Acredito que o principal objetivo de uma banda cover deveria ser não só tocar as músicas exatamente como elas são originalmente, mas também tentar chegar o mais próximo possível no visual, figurino, equipamentos, etc da banda original.
Por exemplo, a melhor banda cover do Deep Purple que eu conheço é aquela em que o Steve Morse toca guitarra...
E a melhor banda cover ds Rolling Stones que eu conheço é aquela em que o Daryl Jones toca contrabaixo...
A melhor banda cover do Pink Floyd que eu conheço é aquela que tocou no Live 8....
Já a melhor banda cover do Led Zeppelin que eu conheço é aquela em que o Jason Bonham ta tocando bateria junto com uns 3 velhinhos de cabelo branco....
E por aí vai...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

E viva o Guitar Hero...

É notória a contribuição de games como Guitar Hero e Rock Band na formação do conhecimento musical da molecada de hoje! Vejo claramente isso como professor, pois há dez anos atrás, meus alunos adolescentes só queriam saber de bandas medíocres que as rádios e MTV colocavam na cabeça deles e desconheciam por completo as bandas de verdade que escreveram a história do rock! Hoje em dia é bem diferente e fico surpreso como alunos da mesma faixa etária que aquela conhecem quase tudo graças ao Guitar Hero (para meu alívio em não ter que ensinar músicas ridículas do final dos anos 90).
Pra quem ja toca guitarra, deve parecer muito mais complexo jogar aquilo! Eu mesmo fico até tonto de olhar, pois sou do tempo em que passava horas na frente dum Atari jogando River Raid e Enduro ao som do LP (gravado em fita k7) Lovedrive do Scorpions...
Apesar de todo esse lado legal do jogo, é inevitável para mim pensar no que aconteceria, em termos de formação musical, se todas essas horas de dedicação em frente ao game, reflexos rápidos e percepção auditiva, se toda essa habilidade na mão esquerda fosse direcionada num braço com 6 cordas e 22 trastes ao invés de 5 botões coloridos, e se toda essa habilidade na mão direita fosse direcionada numa palheta contra 6 cordas ao invés de um botão?
Será que os benefícios para a música no geral e também individualmente não seriam maiores???

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

O Rock precisa de Cores Vivas!

"Olhe em meus olhos, o que você vê?
O Culto da Personalidade
Conheço a sua raiva, conheço os seus sonhos
Eu tenho tudo que você quer ser...
Eu sou o Culto da Personalidade
Tal como Mussolini e Kennedy
Eu sou o Culto da Personalidade
Luzes neon, Prêmio Nobel
Quando um espelho fala, o reflexo mente
Você não terá que me seguir
Só você pode me tornar livre
Eu vendo as coisas que você precisa para existir
Sou o rosto sorridente da sua TV
Eu sou o Culto da Personalidade
Exploro você, ainda assim você me ama
Eu lhe digo que 1 + 1 = 3 ...
Eu sou o Culto da Personalidade
Assim como Joseph Stalin e Gandhi
Eu sou o Culto da Personalidade
Luzes neon, Prêmio Nobel
Quando um lider fala, o lider morre
Você não terá que me seguir
Só você pode se tornar livre
Você me deu sorte, você me deu fama
Você me deu poder em nome do seu Deus
Sou cada pessoa que você precisa ser...
Eu sou o Culto da Personalidade."

Essas palavras do Living Colour lhe soam familiares? Te fazem lembrar de alguém conhecido ou próximo a você? Mera coincidência? Hum...não sei não, hein...
Pra quem não os conhece fica aqui minha sugestão, excelentes composições em música e letra, coisa com conteúdo de verdade que, para o bem do ridículo cenário musical atual, retomaram suas atividades e estão chegando este ano novamente para se apresentarem no Brasil.
Os negões são Foda!...Ops, pode falar essa palavra?? Ah...se aquela tal de Piti diz que ela é foda numa de suas músicas chatas com sua voz igualmente chata, em rede nacional, então ta tudo certo...mas ela não é, nunca foi, e nunca será foda...nem com Ph!
Mas hoje em dia o que faz sucesso na televisão é isso mesmo, bandinhas com nomes de jogo de praia, Fresco ou Frescobol, sei lá, ou mesmo os plagiadores com nome de refrigerante diet, Coca Zero ou Pepsi Zero, também não me lembro, e o que dizer daquelas bichinhas chamadas Tokio Hotel? Uma verdadeira aula de virilidade!...aiaiai eu mereço....

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Cara! Lê-o!

Após uma sessão de entrevista ao vivo num programa de rádio virtual daqui, do qual participei com minha banda, aonde alguns ficaram semi-constrangidos com a frequência em que certa palavra da língua portuguesa era empregada, resolvi esclarecer aqui seu significado, tentando assim desmistificar seu uso e significado nos dias atuais...

s.m.(o) . Cesta fixada no topo das antigas naus para vista dos marinheiros.

CARALHO

Segundo a Academia Portuguesa de Letras, CARALHO é a palavra com que se denominava a pequena cesta que se encontrava no alto dos mastros das caravelas, de onde os vigias perscrutavam o horizonte em busca de sinais de terra.
O CARALHO, dada a sua situação numa área de muita instabilidade (no alto do mastro) era onde se manifestava com maior intensidade o rolamento ou movimento lateral de um barco.
Também era considerado um lugar de castigo para aqueles marinheiros que cometiam alguma infracção a bordo.
O castigado era enviado para cumprir horas e até dias inteiros no CARALHO e quando descia ficava tão enjoado que se mantinha tranquilo por um bom par de dias. Daí surgiu a expressão:
-Vai pro caralho!

Hoje em dia, CARALHO é a palavra que define toda a gama de sentimentos humanos e todos os estados de ânimo.
Ao apreciarmos algo de nosso agrado, costumamos dizer:
-Isto é bom pra caralho!
Se alguém fala conosco e não entendemos, perguntamos:
Mas que caralho voce está falando?
Se nos aborrecemos com alguém ou algo, mandamo-lo pro CARALHO.
Se algo não nos interessa dizemos:
Isso não vale um caralho!.
Se, pelo contrário, algo chama nossa atenção, então dizemos:
Isso interessa-me pra caralho.
Também são comuns as expressões:
Essa mulher é boa pra caralho! (para definir beleza);
Essa mulher é feia pra caralho (para definir falta de beleza);
Esse filme é velho pra caralho (para definir idade);

Essa mulher mora longe pra caralho (para definir distancia)

Enfim, não há nada que não se possa definir, explicar ou enfatizar sem juntar um CARALHO.
Se a forma de proceder de uma pessoa nos causa admiração dizemos:Este cara é do caralho!
Se um comerciante está deprimido com a situação do seu negócio, diz: Estamos indo pro caralho.
Se encontramos um amigo que há muito não víamos, dizemos: Onde caralho voce tem andado?

É por isso que vos deixo este cumprimento do CARALHO e espero que o conteúdo agrade pra CARALHO, desejando que as vossas metas e objetivos se cumpram, e que a sua vida, agora e sempre, seja boa pra CARALHO.

A partir deste momento poderemos dizer CARALHO, ou mandar alguém pro CARALHO com um pouco mais de cultura e autoridade acadêmica ...

E tenha um dia feliz!

UM DIA DO CARALHO!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Homem Aranha do Rock

Uma nova espécie de aranha identificada por um pesquisador alemão foi batizada com o nome de David Bowie como forma de chamar a atenção do público para as inúmeras espécies de aracnídeos ameaçadas de extinção no planeta.

A Heteropoda davidbowie, de tamanho grande e pelos amarelos, é encontrada apenas em algumas regiões da Malásia. O especialista responsável pela descoberta, Peter Jaeger, do museu de História Natural Senckenberg, em Frankfurt, disse que é fã do roqueiro britânico.

"Eu gosto do seu repertório eclético desde os 13 anos de idade", disse Jaeger. "Nesse caso, especialmente, ocorre que a aranha tem uma aparência que lembra o visual antigo de David Bowie, quando ele usava maquiagem e roupas coloridas".

Vamos comparar as semelhanças...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Cuidado!

Eric Johnson! Cuidado, cara!!! Atrás de voce está cheio de minas terrestres!!!...ahhhhh não! É apenas a sua coleção de dezenas de Fuzz Faces originais esperando a vez de serem testados pra ver qual deles soará melhor esta noite, não é? Afinal, isso está sempre em constante mutação, dependendo do dia, do local, da rede elétrica, do humor, do alinhamento dos planetas, etc........

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

The Nels Cline singers...again!!!

O ditado ‘falem mal, mas falem de mim’ nunca foi tão verdadeiro! Penso nisso a cada vez que vejo músicos inusitados e vanguardistas sendo criticados pesadamente em suas obras e performances. Com certeza ainda muito mais interessantes do que os insípidos habitantes do planeta Youtube (pra não mencionar exemplos mais práticos) sem quaisquer comentários ou pior, cheios de pseudo-elogios em seus posts!

Será que é mais interessante receber tantas ovações e ser execrado pela hipocrisia quando você vira as costas ou ser flagelado por críticas que demonstram nada mais que um ego ferido quando na verdade você se atreveu a chegar aonde os imbecis não tiveram intelecto ou mesmo coragem de ousar?

http://www.youtube.com/watch?v=lBzKAB4NqP0

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

domingo, 26 de julho de 2009

Chapei...

Melhor banda de rock (ou seja lá do que fôr) da atualidade (claro que King Crimson está our concour)...o Cedrick nos vocais ta foda...e o Omar na guita não tem nem o que falar...os caras conseguiram traduzir em notas musicais exatamente o que tem se passado em forma de impulsos elétricos pelos meus escassos neurônios nos últimos 10 anos...porém não achei um elenco à altura pra me acompanhar no trabalho herculano de por em prática tal sonoridade....http://www.youtube.com/watch?v=YxHGWgPhXaY

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Com o que é sagrado não se brinca

E o gongo que pertenceu a John Bonham (Led Zeppelin) foi vendido pela micharia de 64 mil dólares à um anônimo depois de ter ficado em leilão no eBay. A "Bonhams and Butterfields Entertainment Memorabilia", responsável pelo leilão, havia antecipado que o lance vencedor deveria ultrapassar os 120 mil dólares!
Como foi dito anteriormente pela Gibson.com, o uso do gongo por Bonham foi inspirado por Carmine Apice, baterista do Vanilla Fudge, com quem o Led Zeppelin tocou seus primeiros concertos nos EUA, em dezembto de 1968. Ele sabia como 'aquecer' o gongo com a baqueta, e usava isto pra definir um efeito dinâmico em várias músicas, e não apenas pra marretar o bicho!
A venda do gongo segue de perto o leilão de um amp Orange 1971 que Jimmy Page usou no palco de 1971 a 1973 e que atingiu somente 30 mil dólares...dinheiro de pinga, eu diria!

Eu sou normal!

É, os malucos da GearTrap.com e ToneFreq.info conseguiram quebrar denovo o seu próprio recorde da "maior pedaleira do mundo" em 16 de julho de 2009. Detalhe: o mosntro de 147 pedais tem que funcionar totalmente pra valer, hein! Sem ruidos!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Atitude...cadê?

Pois bem...vamos meditar sobre isto...então agora voce é o guitarrista de um power trio e sua corda arrebenta no meio da música... eu pergunto: o que vc faz?? Ora, vc troca a corda, é obvio! A questão é: o que seus colegas de banda fazem?? Se desesperam? Páram de tocar? Erram tudo? Saem correndo? Choram? Não (ao menos se estiverem tocando com Adrian Belew, como neste vídeo, provavelmente vão mostrar pq estão no palco, escolhidos pra tocar ao lado de um dos músicos mais fantásticos da atualidade...http://www.youtube.com/watch?v=L91Vot1fYqE).
E o que dizer então do mestre dos mestres da guitarra, Jeff Beck em seu mais recente trabalho ao vivo? Uma verdadeira aula de atitude, entre outras coisas, é claro, e o grande destaque eu diria que é a baixista Tal Wilkenfeld de vinte e poucos anos debulhando o contrabaixo com uma postura que muito macaco velho não tem nem nunca terá! Será que o Jeff Beck escolheu ela pra tocar com ele pq ela é bonitinha??? http://www.youtube.com/watch?v=d3y61-WSuwQ.
Com certeza é necessário ter atitude. Atitude esta que sinto falta hoje em dia em muitos músicos que vejo e até mesmo com os quais convivo, músicos estes que já atingiram um status de 'fodões' no meio musical (me incluo neste segmento, não o de 'fodão' mas o de 'sem atitude', rsrs). Atitude esta que eu tinha nos meus tempos de iniciante no rock n' roll, não tocava porra nenhuma, não tinha conhecimento teórico de nada e minha técnica era pior que a de um cachorro manco...mas tinha atitude de sobra...me achava um Jimmy Page no palco, rsrsrs...e com o passar dos anos fui adquirindo habilidade e perdendo a tal atitude...mas ela ainda existe adormecida lá no fundo, e isso, hoje eu tenho constatado, é devido à alma e formação rockeira do passado! O sangue ferve graças ao rock n' roll gravado no meu DNA musical...e talvez isso faça realmente falta àqueles que não o tem...jazz é legal? pra caraleo...Funk é legal? Ô se é! MPB? Fodíssima! Mas sem Rock n' Roll na veia? Sorry, mas não rola, meu velho....vc sabe tudo e mais um pouco de harmonia, sua técnica é absurda, vc improvisa horrores, seu timing é animal, mas quando vc se deparar com alguém que tem tudo isso e mais o espírito rock n' roll, vc vai ficar no chinelo do cara...(veja bem, tem muitos músicos, monstros-sagrados como Miles Davis e John Coltrane que tem muito mais espírito rock n' roll que qualquer bandinha de rock ingles da atualidade!)...SAD BUT TRUE...

E...ao Dia Mundial do Amigo...

Friends (by Led Zeppelin)

Bright light almost blinding, black night still there shining,
I can't stop, keep on climbing, looking for what I knew.

Had a friend, she once told me, "You got love, you ain't lonely,"
Now she's gone and left me only looking for what I knew.

Mmm, I'm telling you now, The greatest thing you ever can do now,
Is trade a smile with someone who's blue now, It's very easy just...

Met a man on the roadside crying, without a friend, there's no denying,
You're incomplete, they'll be no finding looking for what you knew.

So anytime somebody needs you, don't let them down, although it grieves you,
Some day you'll need someone like they do, looking for what you knew.

Mmm, I'm telling you now, The greatest thing you ever can do now,
Is trade a smile with someone who's blue now, It's very easy just...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ao Dia Mundial do Rock (ou Aos Pseudo-Músicos parte 3, prá fechar a trilogia...)

Minha homenagem ao dia mundial do rock fica aqui representada por esta composição de Lenny Kravitz...

"You think you`re on the top of the world
But you know it`s really over
Runnin` round with diamond rings
And coke spoons that are overflowin`
Rock and roll is dead
But all the money in the world
Can`t buy you from the place you`re going to

Rock and roll is dead

You can`t even sing or play an instrument
So you just scream instead
You`re living for an image
So you got five hundred women in your bed
Rock and roll is dead
But it`s real hard to be yourself
When you`re living with those
Deamons in your head

Rock and roll is dead"

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Aos Pseudo-Músicos...(parte 2)


E a pé-de-cachorrice continua no país da precariedade...

http://www.youtube.com/watch?v=a_uR3fgd1h8

http://www.youtube.com/watch?v=KkdTzDaKQH8

Depois dessa já não me ocorre vestir toga e coroa de louros pra tomar a mesma atitude de John Belushi em Clube dos Cafajestes...depois dessa já me vem à cabeça Clint Eastwood em Dirty Harry ou Charles Bronson em Desejo de Matar...mas acho mesmo que em breve estarei atingindo o estágio de Michael Douglas em Um Dia de Fúria...não é necessário dizer muito, estes vídeos falam por si...

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Aos Pseudo-Músicos...

video
Não adianta...toda vez é a mesma coisa...a classica cena de Jim Beluschi em Clube dos Cafajestes não sai da minha cabeça! Duplas psedo-sertanejas com nomes e músicas ultra-ridículas se despontando em rede nacional? Baixa o Jim Beluschi em mim! Bandinhas de pseudo-rock com cabelo lambido e cara de viado? Jim Beluschi! Cantorinhas de pseudo-MPB tocando na trilha da novela? Jim Beluschi...praticamente uma possessão! Pseudo-atorzinho que grava CD e vai no talk show? Na hora já me dá vontade de vestir minha toga e minha coroa de louros! Sempre que ouço, vejo ou leio qualquer coisa sobre esses pseudo-músicos, não dá outra! Só não garanto dizer "Sorry" no final...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Por que?? Porque é líquido, claro!

Graaaande Jimmy Page! Uma de minhas maiores influências sem sombra de dúvida...ainda mais depois de ver essa foto!....hehe...The Devil in the Bottle...

Ruídos no Pedalboard???

O método de Pete Cornish para eliminar ruídos, inconsistências de nível e perda de timbre em sua pedaleira:

1 – Desconecte e remova todos os efeitos da pedaleira. Assegure-se de que cada efeito esteja com bateria e cheque as voltagens das baterias.
2 – Conecte sua guitarra diretamente ao amp com um cabo de boa qualidade que esteja funcionando perfeitamente, com continuidade e resistência de isolamento testados. Prefiro não usar cabos com jacks não soldados.
3 – Coloque os controles de volume e tonalidade da guitarra no máximo e não mude os ajustes.
4 – Coloque os controles de volume e tonalidade do amp em um nível razoável e não mude os ajustes.
5 – Remova o cabo de entrada do amp e conecte-o à entrada do primeiro pedal da cadeia de sinal. Com um outro cabo de boa qualidade, ligue a saída do pedal à entrada do amp. Neste estágio, faça o pedal operar com bateria.
6 – Com o pedal desligado há alguma mudança de sinal ou volume? Sem ajustar o amp, investigue a razão de qualquer mudança. Se o pedal estiver com buffer, não deve haver nenhuma diferença, mas se ele possui chaveamento de bypass verdadeiro, pode haver uma leve mudança, já que o comprimento do cabo é agora provavelmente o dobro, e você deve considerar a utilização de uma unidade de buffer na frente do pedal.
7 – Agora, adicione o segundo pedal da cadeia (assegure-se de estar usando sempre o mesmo cabo de guitarra). Utilize um cabo de ligação de boa qualidade para conectar a saída do primeiro pedal à entrada do segundo. Conecte a saída do segundo pedal à entrada do amp, usando o mesmo cabo que você usou anteriormente.
8 – Com o primeiro e o segundo pedais desligados, há alguma mudança do sinal ou volume? Se o pedal estiver com buffer, não deve haver nenhuma diferença, mas se ele usa chaveamento de bypass verdadeiro, pode ocorrer uma leve mudança e você deve pensar em usar uma unidade de buffer na frente – ou depois – do segundo pedal.
9 – Repita com mais pedais, lembrando-se de não mudar o volume da guitarra ou do amp enquanto você testa os pedais desligados.
10 – Se tudo estiver bem com os pedais desligados, todos os circuitos de bypass e cabos de ligação estão bem. Se um problema com timbre ou volume ocorrer, estará no último pedal ou cabo adicionado.
11 – Agora comece a ligar os pedais começando com o primeiro pedal da cadeia e ajuste o volume do efeito de modo que ele combine exatamente com o volume desligado. Repita com os outros pedais até que todos os efeitos estejam individualmente regulados com o ganho da unidade.
12 – Depois de nivelar todos os pedais de acordo com o nível em bypass, conecte o primeiro pedal à fonte DC e cheque se ela funciona da mesma maneira de quando ligado com bateria. Se houver ruído ou outros problemas, investigue. Pense em substituir por outra fonte DC.
13 – Se tudo estiver bem com o primeiro pedal, conecte o segundo pedal à fonte DC e siga o meso procedimento de teste.
14 – Repita com os outros pedais até encontrar onde ocorre o problema. Se o ruído for aceitável quando se usa bateria e não for aceitável quando se usa a fonte DC, então problema deve estar na fonte. Diversas fontes podem ser necessárias e, em casos extremos, uma fonte DC separada para cada pedal pode ser essencial.

(traduzido da Guitar Player americana)

terça-feira, 7 de julho de 2009

Coisas que você deveria levar quando vai tocar...

Vamos chamar de ‘Gig Bag’ a sua sacola/bolsa/mochila de coisas úteis a se levar quando vamos tocar. Ela é o seu ‘disque emergência’ quando algo dá errado num show como esquecer seu afinador, correia, cabo, etc. Então, aqui está uma lista de coisas que farão sua vida, e até mesmo a vida de seus colegas de banda menos estressante quando coisas inesperadas acontecerem num show. Chega de precariedade!

1) ‘Gig Bag’. Deve ter uma área central grande com bolsas menores nas laterais para os itens menores. Tenha ela no palco com você escondida atrás do seu amp, por exemplo.

2) Palhetas, Cordas, Cabos de instrumento, midi, ou de caixas, e Correia Extras.

3) Mini kit de chaves de fenda. São ótimas para aqueles casos de desaparecimento dum knob de volume da guitarra assim que você abre o case, entre outras surpresas desagradáveis.
4) Mini Lanterna. Boa sorte tentando achar um cabo perdido nas suas coisas quando o palco estiver escuro e você deve começar o show em 2 minutos.
5) Afinador. Por favor! Afine esse instrumento antes de sair de casa, e várias outras vezes antes de subir ao palco. Isso fará sua performance mais agradável para obcecados por afinação na platéia como eu.
6) Baterias. Seja lá o que seus equipos usarem, carregue vários extras com você. Se você usa fontes AC, leve uma tonelada delas. Não é incomum ver renomados guitarristas com pedais morrendo no meio do show. E se você usa captadores ativos, certifique-se de trocar a bateria ao menos de tempos em tempos.

7) Alicates de corte, Enroladores de corda, Chaves Allen.
Estes são usados naquelas rápidas e inesperadas trocas de cordas arrebentadas.
8) Polidores de guitarra e Panos. Use estes pra limpar o corpo da guitarra.
Você pode usar um pano limpo pra ajudar a secar suas mãos se tiver problema de suor enquanto toca, é só deixá-lo sobre o amp. Óleo de limão também é legal pra passar na escala (fretboard), desta forma tudo estará em boas condições em suas guitarras, seja em casa ou na estrada.

9) Suporte de palhetas para pedestal de microfone. Este pode ser um presente divino pra todos que usam palhetas de plástico escorregadio!
10) Fita adesiva. Ás vezes usada pra fixar o set list no chão, mas tenho certeza que existem muitas outras utilidades pra descobrirmos.
11) Extensões de energia e filtros de linha. Ajudam naqueles momentos em que voce precisa de cabos de força mais compridos pra ligar seu amp, ou o local em que vai tocar parece mais que vai derreter com uma sobrecarga!

Com certeza esta lista vai salvá-lo do embaraço ou duma situação estressante durante qualquer de seus futuros shows. Faça sua vida nos palcos mais fácil e providencie uma ‘Gig Bag’ pra te acompanhar em todos os seus trabalhos.

sábado, 4 de julho de 2009

Duas lendas

É, faz tempo que não escrevo mesmo...vai ver foi a morte do Michael que me desanimou...e aos guitarristas que por acaso fizerem cara feia ao ouvirem este nome, já passou da hora de tomarem conhecimento da obra fantástica deste cara genial, desde os tempos de soul e funk nos Jacksons Five até a obra-prima Thriller, o disco mais vendido da história, graças também ao toque de Midas do produtor Quincy Jones e as participações de Paul McCartney, Steve Lukather, Jeff & Steve Porcaro e Eddie Van Halen, dentre muitos outros músicos de renome. Aliás Steve Lukather comentou sobre o solo de Eddie em 'Beat it' na época: "Quincy Jones e Michael mostraram o esqueleto de 'Beat it' a Eddie Van Halen e como eles quieriam seu solo sobre a parte do verso. Entretanto, ele tocou sobre uma parte que continha mais mudanças de acorde. Então pra encaixar seu solo onde ficou na música, tiveram que cortar a fita, o que tomou muito tempo para ser sincronizado"
"Depois de organizarem isso, Jeff Porcaro e eu fomos chamados pra vincular o solo e alguma percussão casual, o que foi uma grande dor de cabeça. Inicialmente, nós concordamos que Eddie fez um grande solo mas Quincy o achou muito denso. Então tive que reduzir o som de guitarra distorcida e isso foi o que aconteceu. Foi um grande sucesso de R&B/rock pra todos nós realmente e ajudou a forjar o caminho para as bandas de hoje que fundem esses estilos."
Dois mitos juntos no palco:
http://www.youtube.com/watch?v=82mhFXKS2es
E minha tosca homenagem aos dois:
http://www.youtube.com/watch?v=X89_xuJYU94

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Vistuoso ou Malabarista?

Hum...vejamos...

“Um virtuoso (do Latim virtus, que significa: virtude, habilidade, excelência) é um indivíduo que possui uma habilidade fora do comum quando utilizando um instrumento musical. Sua forma plural é virtuosi. Virtuosi são freqüentemente compositores também. Durante a época da música barroca, muitos, senão todos, os compositores também eram virtuosi em seus respectivos instrumentos.

Se os talentos musicais de um indivíduo podem ser considerados os de um virtuoso é uma questão de opinião.

Malabarismo é a arte de manipular objetos com destreza. É uma das mais típicas artes de circo.

Embora existam muitos tipos de malabarismo, ele geralmente consiste em manter objetos no ar, lançando e executando manobras e truques. Também existem malabarismos onde só se manipulam objetos em contato com o corpo.

A origem do malabarismo é incerta, mas há registros que indicam ser uma arte praticada desde a antigüidade.

É a arte de manipular objetos com destreza. É uma das mais típicas artes de circo” (Wikipédia).

Observando as definições acima, talvez fique mais claro na hora de se distinguir esses dois conceitos, tão erroneamente misturados e confusos hoje em dia. Uma breve vasculhada no Youtube prova isso...

A questão aqui não é ter ou não Talento. A questão é: Talento para o quê exatamente???

Entrar para uma Banda ou entrar pro Circo - Eis a questão!

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Joshua Bell

"Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer.
Eis que o sujeito desce na estação do metrô, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora do rush matinal. Mesmo assim, durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.
Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas e num instrumento raríssimo - um Stradivarius de 1713, com valor estimado em mais de 3 milhões de dólares.
Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custaram a bagatela de 1000 dólares.
A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, celular no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa, realizada pelo jornal The Washington Post, era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.
Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de grife.
Esse é um exemplo daquelas tantas situações que acontecem em nossas vidas e que são únicas, singulares e a que não damos a menor bola porque não vêm com a etiqueta de seu preço. O que tem valor real para nós, independentemente de marcas, preços e grifes? É o que o mercado diz que você deve ter, sentir, vestir ou ser?
Essa experiência mostra como, na sociedade em que vivemos, os nossos sentimentos e a nossa apreciação de beleza são manipulados pelo mercado, pela mídia e pelas instituições que detém o poder financeiro.
Mostra-nos como estamos condicionados a nos mover quando estamos no meio do rebanho.
Mostra-nos, ainda, que a maioria das pessoas só valoriza aquilo que está precificado (e com a falsa ideia de que o que é mais caro é melhor)..."
http://br.youtube.com/watch?v=hnOPu0_YWhw

Acrescento aqui minha observação pessoal sobre o texto acima: talvez eu esteja bem atrasado em postar este texto aqui, porém ele sempre será atual porque esse tipo de coisa sempre aconteceu e sempre acontecerá. Mundialmente e principalmente no Brasil. Mais do que isso, num contexto local, aqui na minha cidade ele também é bastante aplicável...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

The Blues is Alright!

Ontem fiz uma Gig de Blues que me foi bastante reveladora. Há mais de 10 anos não tocava blues/rock e achei que meus dedos estavam enferrujados mas após algumas músicas percebi que na verdade era minha mente que estava. Gosto de ouvir e tocar todo tipo de bom som. Música brasileira, jazz, funk, pop, etc, mas já havia me esquecido do prazer e principalmente da minha origem e natureza blueseira e rockeira, do início da minha vida guitarrística aonde a pegada, atitude, intuição e audácia falavam mais alto que a teoria e a técnica. A verdade é que é neste tipo de som que consigo demonstrar melhor o que sou como guitarrista. É este som que faz meu sangue azul ferver. Azul por não conter ferro e sim cobre, como os límulos do mar, criaturas pré-históricas que estão aí até hoje imutáveis e sem previsão de extinção, como nós os jurássicos do rock. Azul de Blues. Tenho sempre buscado por ouvir novos sons, cada vez mais complexos, mas é quando ouço novamente o que ouvia quando era adolescente, o blues e o rock dos anos 70 e 80, que realmente o sangue borbulha nas veias, o coração acelera, a pressão sobe e já começo a procurar o telefone do Dr. Laércio, meu cardiologista, porque apesar da simplicidade musical, são esses sons que me fazem recordar do quanto é legal dar um bend de 2 tons na guitarra quase arrancando a corda fora, como nos velhos tempos. E tudo isso eu senti ontem. E tudo porque também não tive preguiça de levar meu amp pesadão e mais caixa 4x12, uma verdadeira jaca! Porque não tive preguiça de levar os pedais corretos. Porque não tive preguiça de levar duas guitas, uma em afinação aberta só pra usar slide. Timbres magníficos!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pé-de-galinha!

Ser pé-de-cachorro é lastimável...mas ser pé-de-galinha é maravilhoso! Vivemos num tempo em que o cenário musical, especialmente o rock, vive afogado num mar de bandas todas iguais, com criatividade zero, nomes ridículos e visual mais ainda, com penteados lambidos e caras de viadinho, onde saber tocar 3 power-chords já é muito mérito.
Sammy Hagar, Michael Anthony, Chad Smith e Joe Satriani, o Chickenfoot é a reunião de quatro músicos excepcionais afim de se divertir, acima de tudo, provando mais uma vez que nós os tiozões do rock ainda temos muito o que dizer pra essa molecada sem perspectiva...
Acessem: http://www.chickenfoot.us/

sábado, 16 de maio de 2009

Existe música eletrônica de qualidade no Brasil? Com certeza!

Gostaria de destacar e divulagar o excelente trabalho que vem sendo realizado pelo meu grande amigo, parceiro musical e companheiro jurássico dos tempos do Santo Graal, Fernando Castro juntamente com o internacional DJ Ramilson Maia em SP, mostrando que música boa não tem barreiras de estilo ou limitações de recursos tecnológicos quando o talento fala mais alto. Confiram a matéria completa neste link:
http://macmais.terra.com.br/materias/quem-precisa-de-mac-pro/

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Meu anjo da guarda...

A vida é normalmente curta. E para alguns é mais ainda. Toda vez que me encontro só fico meditando sobre estas questões exitenciais graças ao auxílio de alguns agentes externos. Música de alguns gênios contemporâneos entrando pelos meus ouvidos e líquidos catalizadores descendo minha garganta! Jeff Buckley é um deles (gênio e não líquido). Um verdadeiro anjo que desceu à Terra por um breve instante apenas para nos mostrar o significado de grandes composições, letras do fundo da alma e como tocar guitarra com atitude. Guitarrista? Sim senhor! Sem fritações, porque quem gosta de fritura tem que trabalhar no MacDonalds. Odeio frituras (e meu cardiologista agradece). Fazendo uma boa analogia ao estilo de se abordar a guitarra, prefiro churrasco. De costela preferencialmente, como no Clube da Costela, colocada no fogo um dia antes! Infelizmente é notável que a lição de Jeff Buckley não foi captada por todos. Como disse Bono Vox, "Jeff Buckley é uma gota cristalina num oceano de ruídos" e Jimmy Page, "Quando Plant e eu vimos ele tocando na Austrália, ficamos assustados. Foi realmente tocante." Apesar da morte trágica, Jeff Buckley tem vindo a conquistar novos fãs. Artistas como Radiohead, Coldplay e Muse não se cansam de mencionar Jeff como uma das suas principais influências. Além disso, “Grace” é constantemente citado como um dos melhores álbuns de todos os tempos. Infelizmente este anjo nos deixou prematuramente. Mas eu posso afirmar com senso de dever de casa cumprido que aprendi a lição...e me recordo disto sempre que ouço "Lover you should've come over", entre outras...

domingo, 3 de maio de 2009

Em terra de Pés-de-cachorro quem usa chinelo é Rei

OK, não escrevi nada relativo ao dia do Trabalho porque estava muito ocupado fazendo "NADA"! Na verdade acho que este dia deveria ser em comemoração ao resultado de Força x Deslocamento, genericamente falando (não vamos apelar pro cálculo diferencial hoje por favor!). E falando em trabalho (daquele do tipo árduo mesmo) este feriado me foi útil pra ratificar minha teoria sobre o tipo de músicos com quem eu gostaria de trabalhar (ou ao menos sobre aqueles com quem sou obrigado a conviver...). O tipo ideal se resume em ser bom músico e boa gente. Como esta é uma situação raríssima (especialmente na minha querida cidade), devo ao menos esperar uma das duas virtudes citadas. Bom músico e má pessoa a gente faz um esforço e atura. Boa pessoa e mau músico a gente faz um esforço e atura. Nenhuma das duas coisas numa só pessoa? Impossível! Agora voltando às situações toleráveis (ou quase) gostaria de ressaltar a importância que dou a "forma" da música. Nada me tira mais do sério que o desrespeito à forma! Caraaaa!!! Erre tudo, erre as notas, erre a letra, erre o tom, mas em hipótese alguma erre a forma da música! Se for o caso, não custa nada anotar isso num papel, não é??? Estamos combinados assim???? Please?????????????

terça-feira, 28 de abril de 2009

Uma mulher chamada Cerveja

Já que comecei toda essa divagação sobre o sexo feminino, nada mais justo que concluir a trilogia. E de forma curta e grossa (leia-se masculina). Afinal mulher é igual cerveja ou não é? As boas te deixam doidão, chapado, de perna mole, falante, sorridente, engraçado, feliz, triste, relaxado, emotivo, e zerado no dia seguinte! A ruins também! hahhaa...porém no dia seguinte (e nos subsequentes) te dão uma puuuuta dor de cabeça dos infernos!!! Como diria o mestre Homer Simpson, "Ah, cerveja! A causa e a solução de todos os problemas da humanidade!"

domingo, 26 de abril de 2009

Uma mulher chamada Amplificador

Bom, já que passei os últimos dias meditando um pouco sobre essa relação mulher x guitarra, é natural que eu concluísse com a comparação mulher x amplificador, como bem resume a foto acima. Não é à toa eu ter substituido meu amado amplificador Mesa Boogie Mark IV por um Custom Audio OD-100. Acho que o próximo passo no futuro será substuir ele por algo com um ou dois botões somente. Algo mais masculino, eu diria, dentro da sexualidade dos amplificadores de guitarra...simples assim. Um botão pra ligar/desligar e outro de volume. O que mais precisa? Ou ta ligado ou ta desligado! Não tem meio termo. Ou ta alto ou ta baixo o volume. Sem aqueles milhões de botões presentes num Mark IV que voce passa horas timbrando e quando acha que terminou, leva o amp pra tocar em outro local e constata que todos os timbres regulados anteriormente em casa estão completamente diferentes. É botão que não acaba mais! E é um amp cheio de frescuras, detalhes, possibilidades, chatices, etc. Ou seja, praticamente uma mulher! (ou amplificador fêmea, se preferir). Tudo bem, isso é versatilidade, mas à essa altura do campeonato eu ja sei exatamente o que quero pra mim! Esta mesma filosofia tenho adotado em relação à pedais, quanto menos botão melhor. é maravilhoso poder ligar um pedal sem mesmo conferir a regulagem e, não importanto qual seja, o som sempre sai legal! Isso vem acontecendo comigo desde que abandonei as pedaleiras multi-efeitos já faz muito tempo, que tem milhões de parâmetros a serem regulados e no final nunca ficam com um bom timbre. Eu sei que é até possível de simular bons timbres, mas a mão-de-obra que dá é absurda! Elas te deixam totalmente perdido!...(eu tava falando de pedaleiras ou de mulheres hein??). Por isso tenho optado por coisas simples cada vez mais. O pior é que no final das contas, uma vez ou outra, eu acabo seduzido por alguma parafernalha cheia de botões, que faz milhões de coisas malucas ao mesmo tempo, me surpreendendo a cada dia com novos timbres, novas possibilidades, enfim, praticamente uma mulher...

sábado, 25 de abril de 2009

Uma Mulher chamada Guitarra

Vinicius de Moraes

UM DIA, casualmente, eu disse a um amigo que a guitarra, ou violão, era "a música em forma de mulher". A frase o encantou e ele a andou espalhando como se ela constituísse o que os franceses chamam um mot d'esprit. Pesa-me ponderar que ela não quer ser nada disso; é, melhor, a pura verdade dos fatos.

0 violão é não só a música (com todas as suas possibilidades orquestrais latentes) em forma de mulher, como, de todos os instrumentos musicais que se inspiram na forma feminina — viola, violino, bandolim, violoncelo, contrabaixo — o único que representa a mulher ideal: nem grande, nem pequena; de pescoço alongado, ombros redondos e suaves, cintura fina e ancas plenas; cultivada, mas sem jactância; relutante em exibir-se, a não ser pela mão daquele a quem ama; atenta e obediente ao seu amado, mas sem perda de caráter e dignidade; e, na intimidade, terna, sábia e apaixonada. Há mulheres-violino, mulheres-violoncelo e até mulheres-contrabaixo.

Mas como recusam-se a estabelecer aquela íntima relação que o violão oferece; como negam-se a se deixar cantar, preferindo tornar-se objeto de solos ou partes orquestrais; como respondem mal ao contato dos dedos para se deixar vibrar, em benefício de agentes excitantes como arcos e palhetas, serão sempre preteridas, no final, pelas mulheres-violão, que um homem pode, sempre que quer, ter carinhosamente em seus braços e com ela passar horas de maravilhoso isolamento, sem necessidade, seja de tê-la em posições pouco cristãs, como acontece com os violoncelos, seja de estar obrigatoriamente de pé diante delas, como se dá com os contrabaixos.

Mesmo uma mulher-bandolim (vale dizer: um bandolim), se não encontrar um Jacob pela frente, está roubada. Sua voz é por demais estrídula para que se a suporte além de meia hora. E é nisso que a guitarra, ou violão (vale dizer: a mulher-violão), leva todas as vantagens. Nas mãos de um Segovia, de um Barrios, de um Sanz de
la Mazza, de um Bonfá, de um Baden Powell, pode brilhar tão bem em sociedade quanto um violino nas mãos de um Oistrakh ou um violoncelo nas mãos de um Casals. Enquanto que aqueles instrumentos dificilmente poderão atingir a pungência ou a bossa peculiares que um violão pode ter, quer tocado canhestramente por um Jayme Ovalle ou um Manuel Bandeira, quer "passado na cara" por um João Gilberto ou mesmo o crioulo Zé-com-Fome, da Favela do Esqueleto.

Divino, delicioso instrumento que se casa tão bem com o amor e tudo o que, nos instantes mais belos da natureza, induz ao maravilhoso abandono! E não é à toa que um dos seus mais antigos ascendentes se chama viola d'amore, como a prenunciar o doce fenômeno de tantos corações diariamente feridos pelo melodioso acento de suas cordas... Até na maneira de ser tocado — contra o peito — lembra a mulher que se aninha nos braços do seu amado e, sem dizer-lhe nada, parece suplicar com beijos e carinhos que ele a tome toda, faça-a vibrar no mais fundo de si mesma, e a ame acima de tudo, pois do contrário ela não poderá ser nunca totalmente sua.

Ponha-se num céu alto uma Lua tranqüila. Pede ela um contrabaixo? Nunca! Um violoncelo? Talvez, mas só se por trás dele houvesse um Casals. Um bandolim? Nem por sombra! Um bandolim, com seus tremolos, lhe perturbaria o luminoso êxtase. E o que pede então (direis) uma Lua tranqüila num céu alto? E eu vos responderei; um violão. Pois dentre os instrumentos musicais criados pela mão do homem, só o violão é capaz de ouvir e de entender a Lua.

Texto extraído do livro "Para Viver um Grande Amor", José Olympio Editora - Rio de Janeiro, 1984, pág. 14.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Tiradentes (principalmente os de ouro!)

Que feriado besta é esse afinal? Joaquim José da Silva Xavier? Bode expiatório de pseudo-amigos mais espertos pra não serem enforcados e esquartejados também? Um verdadeiro laranja! Deve ser uma data mais importante que a de amnhã, descobrimento (descobrimento?? hahahah) do Brasil (tão besta quanto, mas ao menos não é digno de ser um feriado). E o que mudou de lá pra cá? Acredito que a tão temida derrama que Portugal planejava fazer acontece nos dias de hoje de forma mais velada. Penso nisso, por exemplo, quando eu,na qualidade de músico profissional, tento importar um instrumento musical sem qualquer similar no Brasil e no entanto ainda sou taxado pela Receita Federal em 60% de imposto. Quando o assunto é importação de instrumentos e equipamentos musicais a coisa vira uma grande e absurda piada nacional. Brasil! Brasil! Assim vocês me quebram as pernas (e as de Tirandentes também, literalmente, hahaha). E a saída pra isso? Bom, existem vários aeroportos internacionais no Brasil, é só escolher..."A língua é minha Pátria, e eu não tenho Pátria, tenho Mátria e quero Frátria".

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Motorhead no Brasil...

Não sou expert em Motorhead, mas compreendo a influência da banda na história do Heavy Metal, liderada por Lemmy Kilmister, que já foi roaddie de Jimi Hendrix, autor de uma das maiores baladas de Ozzy Osbourne (Mama I’m coming home) e que conta com a participação de Steve Vai em seu último disco. Aliás, falando em influenciar outras bandas, vejamos a resposta de Lemmy ao ser perguntado: “Como vocês vêem a influência de vocês nas outras bandas?” Lemmy: “Não vejo. Eles se dizem influenciados, mas eu não vejo nenhuma semelhança. Aí eles dizem que nós os influenciamos e eu digo ‘e aí, o que deu errado?’.Quando tocamos no Ozzfest, todas as bandas eram tão más. Me senti super deslocado lá, parecia que nós éramos os Três Patetas. Quatro se você contar o Ozzy Osbourne”.

Bom, depois dessa vamos a algumas frases que definem o estilo Lemmy de ser...

“Nunca fui para a cama com uma garota feia, mas acordei com algumas delas”.

“Não é tanto ser bonito, é mais fazê-las rir. Garotas não se importam muito com caras bonitos no final das contas. Isso ocorre porque elas todos os dias colocam e tiram a maquiagem, e sabem o quanto beleza é superficial”.

“São poucas as garotas que se interessam por um cara de 64 anos, ao contrário do que acontece quando se têm 24 anos”.

“Hobbies? Pegar mulheres, suponho. Na verdade, não, isso é uma carreira. A música é o hobby".

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Reactable para todos, por favor!

Primeiro os instrumentos musicais exigiam perícia física, coordenação. Com os computadores, fazer música passou a depender de teclado, mouse e programas de mixagem e remixagem. O Reactable alia esses dois lados: explora o lado conceitual do fazer música - entender o que está fazendo é mais importante do que dominar o aspecto psico-motor - mas traz isso para um ambiente físico, onde objetos são manuseados.

Reactable. Música táctil. Peças dispostas sobre uma superfície circular - cada uma tem símbolos que uma câmera disposta sobre a mesa identifica e localiza na mesa. Um computador processa essa informação, transformando-a em imagem e em som. A imagem é projetada, dando forma visual à música.

Fazer música é um trabalho que envolve perícia mecânica, coordenação motora - acertar as teclas certas dentro de um ritmo. É em parte como datilografar. A arte pode até existir dentro de você, mas para ela se materializar, você precisa desenvolver uma habilidade corporal.

O Reactable aproxima a música da gente. É um pouco como assobiar. Você vê o que está acontecendo. As peças têm formatos diferentes, cada tipo com uma função: ritmo, tom, efeito. A posição espacial delas na mesa modifica de alguma maneira o som. E alguns objetos também interferem no som gerado por outros dependendo da proximidade entre eles.

Bjork foi o passarinho que espalhou primeiro essa semente. Ela conheceu o instrumento há coisa de uns anos (jamais me esquecerei de quando vi isso com meus próprios olhos ao vivo no Tim Festival de 2007). E o Reactable virou uma das atrações de sua turnê mundial. Desde então, outros passarinhos apareceram. Quem tem música na barriga, não se segura.

Reactable conjuga tecnologia e arte a ponto de não se saber separar uma da outra. E leva de volta a música para o corpo, como o pé batendo no chão, como cantar, que a gente faz sem escola, vivendo a música, sendo música.

Fonte: www.naozero.com.br

Maiores informações: www.mtg.upf.es/reactable/

Vídeos: http://www.youtube.com/watch?v=0h-RhyopUmc