"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente." (Carl Sagan)

sábado, 11 de abril de 2009

Indignações Pascoais

Qual dos dois coelhos acima você prefere ser? Ou com qual dos dois você mais se identifica? Seria a Páscoa o aniversário da criatura mutante meio coelho meio ave que põe ovos de chocolate?

Às vezes penso que não ter audição possa ser uma dádiva (quando ouço Beethoven, normalmente...). Assim resguardaria meu espírito de certos gêneros musicais em ascensão em nosso país.

Por aqui, é tempo de exposição agropecuária e tudo mais que isso acarreta musicalmente falando. Sertanejo universitário? O que é isso? Seria algum tipo de música sertaneja mais culta? Na verdade acho que é o oposto, pois nem sertanejo de verdade é. Prefiro então ficar com o sertanejo de jardim da infância. Sim, eu tenho discos de Almir Sater, Sérgio Reis e Milionário e José Rico! Mas o que dizer dessa proliferação pior que mosquito da dengue de ‘duplas’ com os nomes mais inusitados todas executando o mesmo repertório?

Bom, aí a gente vê que as palavras de George Orwell no livro 1984 continuam valendo...”Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força”.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Velho não!...Vintage...

Alguns me consideram um purista. Se eu também me considero? Não. Se for plugar a guitarra diretamente no amplificador então com certeza não. Afinal o que é ser purista? Sinceramente às vezes acho que é ser arcaico. Que seja. Não vou me render às modernidades imbecis do mundo presente. Rendo-me apenas às modernidades que somam ou multiplicam, não às que subtraem e dividem (quem sabe uma derivada aqui outra integral ali, tudo bem).

Não vou tocar ‘Red’ fazendo os malabarismos que Adrian Belew faz ao vivo (embora sejam fantásticos!). Toco como Fripp a gravou em 1974, como deve ser. Não vou ouvir rádio de nenhuma espécie, não tenho radio no meu carro, não ouço rádios virtuais na Internet. Ouço meus discos (de preferência de vinil), como deve ser. Não vou comprar o multi-efeitos mais moderno do mercado que além dos 88 efeitos e 250 presets ainda dança, canta, sapateia, assobia e chupa cana tudo ao mesmo tempo. Vou continuar usando 15 pedais analógicos e carregar toda essa tralha em todo santo show (atenção bateristas que não levam seus instrumentos na gig), como deve ser. Não vou sair de casa no fim de semana pra ir num bar noturno escutar música ruim e ver pessoas medíocres só porque sair de casa fim de semana a noite é lei. Vou ficar em casa escutando musica decente e conversando com gente decente (nem que seja com minha amiga Skol), como deve ser. Não vou substituir os inter-relacionamentos humanos pessoais ao vivo e a cores por meios virtuais (telefone, no máximo, quando em lugares distantes) como MSN. Meus dedos não têm cordas vocais para dar a entonação correta às frases (e, conseqüentemente, receberem a interpretação correta de quem lê) nem tampouco meus olhos têm tímpanos para transformar textos mal escritos em sons, como deve ser. Aliás, eis aí um ponto que merece observação...

Desde quando “kkk” significa que você está rindo pra mim ao invés de estar insinuando que pertence à ‘Ku Klux Klan’? Desde quando consoantes isoladas assumem o papel de sílabas e até de palavras inteiras?

Se eu sou purista? Não. Sou apenas um eremita que ainda escreve textos manuscritos e ouve fitas K7 no carro. Uma ostra fechada (sem pérola dentro). Uma múmia do século 20 talvez...

quarta-feira, 8 de abril de 2009

David Torn neles!!!

Bom, agora vamos falar de alguém que realmente valha a pena...hahaha...

O guitarrista David Torn tem explorado o terreno entre o Rock, o Jazz e a World Music em constante mutação desde que ouviu Hendrix pela primeira vez. Suas viagens sônicas começam com um som de rock, mas usando sons em ‘looping’ inovadores e áudio processamento, Torn rapidamente transcende as limitações destas formas. Aclamado em 1994 pelos leitores da revista Guitar Player como ‘Melhor Guitarrista Experimental’, Torn expande o conceito de gênero musical e ofusca todos os limites. Suas performances climáticas refletem seu interesse em texturas, efeitos e atmosferas.

Compositor, multi-instrumentista, produtor, cantor, escritor, guitarrista, o cara é mesmo um visionário nos tempos atuais...Enfim, um maluco...hehe!

Trabalhou já com Leonard Bernstein, John Abercrombie, Jan Garbarek, David Bowie, Tony Levin, Terry Bozzio, e Jeff Beck entre muitos outros, aliás produzindo este último, contribuiu maciçamente para que Jeff Beck ganhasse o Grammy (confiram os 3 últimos trabalhos de Beck pra entender melhor essa fusão de guitarra e música eletrônica).

Colaborou nas trilhas sonoras de Velvet Goldmine, The Big Lebowski, Traffic, entre outras tantas.

Em seu mais recente trabalho, “Prezens”, Torn se junta com o saxofonista Tim Berne, o tecladista Craig Taborn e o baterista Tom Rainey para a produção de uma elaborada escultura sonora, densa, intrincada, nervosa e etérea.

Com a presença evidente e ao mesmo tempo sutil de eletrônicos, misturados a um set “tradicional” de músicos de jazz, o que o disco mostra é um trabalho cooperativo desses músicos que já tantas vezes gravaram juntos, de uma qualidade absurda.

Maiores informações sobre David Torn:

www.davidtorn.net

Alguns vídeos de David Torn em ação:

http://www.youtube.com/watch?v=0KngIToOA1E

http://www.youtube.com/watch?v=ZBWJMixUcok

http://www.youtube.com/watch?v=Cbtf-PG4B-8

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A 'boa vontade' de Gene Simmons...

Esta semana o KISS chega ao Brasil para alguns shows. Críticas de ordem musical à parte, o impacto visual da banda ainda impressiona. A irreverência e pose de rock star dos ‘patrões’ da banda Gene Simmons e Paul Stanley também parecem não ter fim...

Gene Simmons diz que pode ser ‘rude’ não dormir com as ‘groupies’.

O líder do KISS vê a si mesmo como um ‘Bom Samaritano’ pois ele aumenta a autoconfiança de suas fãs lhes dando atenção.

Ele disse: “Pense em mim como um embaixador da ‘boa vontade’. As pobres garotas gastam horas colocando maquiagem e perfume. Não seria ‘rude’ se isso tudo fosse ignorado? De outra forma, elas sentiriam sua auto-estima baixa. Você não quer que isso aconteça. Sou um ‘Bom Samaritano’. É meu lado bom”.

O baixista/vocalista, famoso por seu visual chocante, também diz estar disposto a permanecer caracterizado quando está entre quatro paredes.

Quando perguntado se conserva o traje e a maquiagem na privacidade, ele brinca: “Depende do que as damas gostam”.

Gene alega que as pessoas estão mais propensas a querer sexo em eventos ao ar livre e, portanto alerta: “Fiquem longe das drogas. As chances do macho da espécie conseguir alguém pra se ‘enroscar’ são muito boas, então não fique doidão. Guarde seu dinheiro. Se estiver chapado, nada que você diga será legal ou encantador e certa parte importante do seu corpo pode não funcionar na hora H. Confie em mim”.

É por essas e outras que o velho e moribundo espírito do rock n’ roll resiste bravamente em seus raros suspiros de vida, hehe...