"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente." (Carl Sagan)

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Esses guitarristas sobrenaturais e seus pedalboards voadores II - Eddie Van Halen

O pedalboard atual de Eddie é bastante simples. Está equipado com a linha de pedais assinada da marca Dunlop / MXR / EVH que todos nós já associamos a ele durante anos, incluindo seu Phase 90, Flanger, e EVH95 wah (à direita), bem como um MXR Analog Chorus e um Boss OC-3 Super Octave. Diz o técnico Craig DeFalco: "O único ajuste no palco que ele fará nos pedais é o Flanger – pra ir da configuração de 'Unchained' para a de ‘Outta Love'." Também possui vários dispositivos custom feitos por Dave Friedman da Rack Systems, incluindo um ‘mute swith’ no canto inferior direito, e um ‘buffer’ que atua como ‘boost’ para enviar um sinal cristalino ao longo do cabo para o sistema de som. Também usa uma fonte de alimentação G-Lab PB-1. O controlador de 4 botões EVH (não MIDI) no meio do pedalboard seleciona entre três canais de seu amp principal EVH 5150 III, enquanto que o de 6 botões (não-MIDI) na borda frontal do pedalboard aciona os pedais, bem como o delay Lexicon PCM 70 que ele usa para "Cathedral" e a dupla de delays Roland SDE-3000 (identificados como "DDLS") que ele tem usado desde os anos 1980.
Fonte: premierguitar.com
Tradução e adaptação: Osmani Jr.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Esses guitarristas sobrenaturais e seus pedalboards voadores - John Scofield



Para aqueles que, assim como eu, sofrem da incurável doença "G.A.S." (Gear Acquisition Syndrome) e que também são apreciadores destes pequenos brinquedos mágicos, responsáveis por colorir nosso timbre e alegrar nossos ouvidos, segue aqui uma série de posts que tem como objetivo dar uma 'mastigada' nos setups de caras que são verdadeiros mestres não só na arte de tocar, mas principalmente na arte de timbrar seus instrumentos. Pra começar, uma olhada mais de perto no novo pedalboard de John Scofield...


Interface:

Vertex Dual Buffer (buffer de entrada única, buffer/splitter de saída única para dividir o sinal MONO para dois amplificadores) com uma chave de polaridade e transformador de isolamento na saída para o Amp 2, e "break-out" de efeitos para inserir os pedais fora da pedaleira entre os pedais de distorção e modulação.


Caminho do sinal:

INTERFACE (buffer de entrada), Vertex True Bypass Loop (Digitech Whammy XP100), TC Electronic Polytune Mini, Vertex Axis Wah, Rockett Blue Note, Boss GE-7 Equalizer (modificado pela Vertex), INTERFACE (break-out), Boss CE-3 Chorus (modificado pela Vertex), Neunaber Technologies Mono WET Reverb, Vertex True Bypass Loop (Boomerang Rang Plus), INTERFACE (buffer/splitter de saída única, dividindo o sinal MONO para dois amplificadores).


NOTAS

* O Boomerang Rang Plus está no chão, fora da pedaleira e é colocado ou retirado do caminho do sinal por meio do Vertex True Bypass Loop.

* O equalizador GE-7 (modificado pela Vertex) é modificado para maior transparência, funcionamento mais silencioso, e mais ênfase no mid-range e nos agudos para ser usado mais como um treble booster. Também modificado para true bypass.

* O chorus CE-3 Chorus (modificado pela Vertex) é modificado para velocidades mais rápidas, mais ondas, e timbre mais gordo para melhor simular um efeito Leslie de qualidade. Também modificado para true bypass.

Fonte: Vertex Effects Systems
Tradução e Adaptação: Osmani Jr.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Carta Aberta ao Parasitismo Social (parte 2)

O ciclo do parasita se encerrou e este partiu em busca de novos hospedeiros para nutri-lo, deixando para trás seu rastro de destruição e prejuízo a quem a contra gosto lhe abrigou.
O ex-sócio sangue-suga cumpriu o que se esperava dele. Fugiu com o rabo entre as pernas abandonando o imóvel o qual sou o locatário, onde montamos um estúdio de ensaios e que, após felizmente ter deixado esta sociedade, cedi amigavelmente para que continuasse sozinho com o negócio, segundo decisão do próprio, além de vender a ele minha parte correspondente à sociedade em forma de amplificadores de guitarra. A promessa de regularizar a situação passando o contrato de locação no seu nome, bem como a de me pagar os amplificadores, jamais se concretizou e a situação foi empurrada com a barriga durante os últimos dois anos, sobrando a mim a dívida de vários aluguéis atrasados, contas de água e luz (4 meses de inadimplência) e o prejuízo do equipamento que legalmente me pertence, além da reforma do imóvel para a devida entrega (chaveiro, chaves, fechaduras, cadeados, caçambas p/ entulho, materiais de construção diversos, vidros quebrados, vidraceiro, marceneiro, madeiras, pedreiro, piso, mão-de-obra, tintas, pintor, etc.).
O mais interessante neste fechamento de ciclo é que, embora eu tenha sido vitimado por este verme, o prejuízo, transtorno e constrangimento que me gerou, em nada me afetaram. Muito pelo contrário. Nunca prosperei tanto em todos os sentidos quanto nos últimos dois anos, justamente após ter desamarrado esta âncora do meu tornozelo.
O mau caráter, por sua vez, apesar de ter me tirado ao todo quase 20 mil reais, apenas sedimentou sua posição eterna no fundo de um poço de excremento, do qual jamais sairá. Agora, além de um reles lixo sub humano, também entrou pra categoria de criminoso procurado pela justiça...

Tandem óbtinet iustitia.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Carta aberta ao Parasitismo Social


Escrevi este texto no final de 2011, logo após ter sido lesado e espoliado pelo meu ex-sócio. Hoje, um ano passado, é incrível como o texto continua super atual e nada se modificou:

"Parasitas são organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo."

Parasitismo: "(do grego παράσιτος, parásîtos: de pará, ao lado, junto de + sîtos, alimento, podendo significar “aquele que come ao lado de outro”) é a associação entre seres vivos, na qual existe uma unilateralidade de benefícios, sendo um dos associados prejudicado nessa relação. Desse modo, surge o parasita, agente agressor e o hospedeiro, agente que abriga o parasita. O parasita por sua vez, retira os nutrientes do ser o qual está hospedado, representando uma relação desarmônica. Os exemplos mais comuns são o de verminoses (causadas por vermes), o que muita das vezes pode levar o hospedeiro à morte."


Vermes? Sim, sangue sugas são vermes parasitas...e vampiros também sugam sangue, portanto parasitas. No entanto o pior tipo de vampirismo é o parasitismo social. O parasita social é espécie conhecida. É o popular "encosto". É do tipo que sempre "conta com o ovo na cloaca da galinha" e gosta de dar o passo maior que a perna mesmo sem ter cacife, sempre contando com você pra lhe servir de muleta, com doses homeopáticas de maucaratismo e arrogância.

O sujeito parasita é naturalmente dotado de mediocridade, vulgaridade e grosseiria, porém sempre recoberto por uma fina camada de cultura barata e polidez, se mostrando eficiente na hora de ludibriar sua presa.

Parecem viver num universo paralelo aonde tudo é fácil, tudo dá certo, tudo é possível e permitido, lá não existem leis, nem qualquer noção de decência ou do que é certo ou errado. Ficam tentando despertar o seu sentimento de culpa ou te responsabilizar pela própria desgraça pessoal em que estão mergulhados.

São procrastinadores natos, adeptos do "corpo-molismo", afinal pra que resolver hoje o que podem deixar pra amanhã, não é mesmo? "Olho grande" é com eles! Não existe inveja boa, toda inveja é má. Embaixador do mau agouro, carrega sobre si uma nuvem negra permanente. Cobiçam ser você, ter sua vida, ter seus bens, seu emprego, sua família, seu sucesso. É interessante como gostam de se proclamar honestos e no minuto seguinte ficam profundamente ofendidos se desafiados a atestar tal honestidade no papel, como assinar um contrato, promissória ou qualquer outro documento. Se dizem respeitadores mas não sabem o que significa honrar uma dívida.

Quando adquirem sua confiança através de uma pseudo amizade, aproveitam-se enquanto podem, exercendo sua hematofagia. É comum que peçam dinheiro emprestado e não paguem. Seu parasitismo é tamanho que chegam a obter vantagens das mesmas pessoas a quem continuamente agridem. Executando o jogo da manipulação dos sentimentos (apelando para a culpa e a piedade da vítima) alternadamente com as agressões físicas, verbais ou psicológicas, o sociopata consegue mantê-la presa a si, enquanto espolia tudo quanto puder.

Ah, você acha que é meu amigo ou que eu sou seu amigo? Meus amigos eu conto nos dedos de uma mão (e ainda sobra dedo) e foram feitos bem antes dos meus 20 anos. Quando voce estende a mão à essa estirpe, logo acaba sem o braço, no mínimo.

Fazer alarde arrogantemente bradando aos quatro cantos justamente as virtudes que não possui, tais como honestidade, caráter, competência e inteligência, são os sintomas claros para identificar este tipo de verme.Portanto, é sempre bom lembrar algumas regras para evitar o parasita social: 
1 - NUNCA aceite propostas de sociedade pra NADA.
2 - NUNCA seja fiador de NINGUÉM.
3 - NUNCA venda nada seu a prazo, sem contrato ou qualquer outro tipo de garantia.
4 - NUNCA empreste dinheiro ou faça compras para terceiros sem receber antecipadamente.
5 - NUNCA acredite em estorinhas de azar ou má sorte na vida, fracasso profissional, desamparo familiar, miséria social, e outros dramas pessoais, ainda que sob o escudo da pseudo honestidade.

Se você consegue identificar este verme rondando sua vida, sempre à espreita, corte o mal pela raíz o quanto antes. Livre-se desta âncora que quer se enrolar no seu pé para sempre! Quem não tem medo do trabalho duro e honesto consegue recuperar todo o prejuízo causado pelo vampiro... já este, não passa de um zero à esquera. Esta falta de valores morais é típica de quem cresceu privado de um ambiente familiar saudável, um prato cheio para a psicanálise!

Vale alertar que o pacote completo sempre vem entupido de Hipocrisia:
"Hipocrisia: é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não as possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou mais tarde a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos."