"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente." (Carl Sagan)

terça-feira, 31 de março de 2009

Tudo sobre Loop Switchers

Gurus de pedaleiras como Bob Bradshaw e Dave Friedman podem encontrar diferentes e intrincadas maneiras de incorporar diversos ótimos pedais em seu equipamento, com toda a flexibilidade que você deseja e sem perda de timbre. Mas esses equipamentos podem ser complexos, pesados e absurdamente caros. Não existe um jeito de um maníaco por pedais com orçamento limitado montar um equipamento intuitivo e portátil?

Aqui está a idéia: digamos que você tem seis pedais – um wah, um overdrive vintage, uma distorção, um phaser, um flanger antigo e um delay analógico. Todos soam bem, mas alguns dos antigos são um pouco barulhentos e, quando estão todos alinhados, o sinal cai. Além disso, você está cansado de sapatear sobre eles para ir de um som limpo com delay e phaser para um timbre sujo com wah, distorção e flanger (cinco pedais separados). Você quer simplificar sua dança e limpar seu sinal. Um loop switcher é a solução.

Essencialmente, loop switchers são controladores de chão com diversos jacks send/return de ¼’’. Estes úteis recursos permitem colocar os pedais em loop, de modo que, se você não está usando o efeito, ele fica totalmente fora do caminho do sinal. Loop switchers são vendidos por vários fabricantes. Para descobrir qual é o certo para você, responda as seguintes questões.

Primeiro, quantos pedais você usa? É necessário um switcher com loops suficientes para acomodá-los.

Segundo, você quer apenas pisar nos pedais individualmente ou quer fazer programações em que diversos pedais ligam e desliga simultaneamente? Se for a primeira alternativa, switchers como o Pedal-Racks True Bypass Strip ou o Voodoo Lab Pedal switcher oferecem o que você precisa. Se você costuma simplesmente alternar entre som limpo e sujo – ou ocasionalmente pise num delay ou wah para solos -, produtos deste tipo permitem que você faça isso de uma forma limpa e silenciosa.

Por outro lado, se você é um discípulo da escola The Edge/Alex Lifeson – em que dramáticas mudanças de timbre envolvem diversos efeitos ao meso tempo - , você precisa de loop switchers programáveis como o Carl Martin Octaswitch, o Pedal Switcher/Comander da Voodoo Lab ou o GigRig MIDI-8 ou PRO-14. Estes engenhosos produtos lhe dão uma quantidade tremenda de contole sobre seus pedais (além de é claro, mantê-los fora da cadeia de sinal quando não estão em uso).

A operação do Octaswitch e do GigRig é simples. Você coloca seus efeitos individuais em loops e pressiona uma pequena chave para qualquer efeito que queira acionar. Então, digamos que para o botão numero 1 você selecionou as chaves 1,3 e 5 (loops contendo wah, distorção e flanger). Toda vez que você tocar aquele botão, você instantaneamente obterá esses três pedais – não importa quais efeitos estavam ligados anteriormente -, e com apenas uma pisada. Você pode conseguir o mês recurso com o equipamento da Voodoo Lab, conectando o Commander ao Pedal Switcher com um cabo MIDI.

Até agora, todo setup que discutimos mantém seus pedais no chão, onde você pode vê-los (mesmo que não esteja mais pisando neles). Se você geralmente leva um rack a seus shows, no entanto, você pode colocar seus pedais numa gaveta deste rack e incorporar um loop switcher montável em rack e um controlador de chão, como o GCX Guitar Áudio Switcher da Voodoo Lab. Isto reduzirá seu equipamento para algo compacto e poderoso.

Dependendo de suas necessidades, você pode encontrar loop switchers que trocam canais de amps, enviam comando MIDI (crucial se você estiver usando equipamento em rack) e oferecem tap tempo, conexão para pedal de expressão, saídas para afinador, boost, buffering, e muito mais. Pode parecer complicado no começo, mas, com tudo ajustado, você obterá mais controle sobre seus efeitos e um sinal mais limpo.

“Pelo que sei, não há caminho de sinal mais limpo do que colocar todos os seus pedais num sistema de chaveamento de loop” diz Bob Bradshaw. “Buffers e bypass verdadeiro em pedais podem resolver um monte de problemas, mas um sistema de looping projetado adequadamente é a melhor solução, mesmo que você não queira entrar no universo MIDI e do chaveamento automático”.

Matt Blackett – Guitar Player americana

http://www.youtube.com/watch?v=CdHwhMzJbeo

http://www.youtube.com/watch?v=ggixAf-eouk

Por que a maioria dos profissionais não usa multi-efeitos?


As chances de você ver um pedal de multi-efeitos nos pés do guitarrista da sua banda favorita são mínimas. Profissionais costumam preferir sistemas feitos sob encomenda ou pedaleiras com um monte de diferentes pedais – mesmo que unidades de multi-efeitos de fabricantes como Boss, Digitech, Korg, Zoom, Rocktron e Peavey possuam muitas vantagens. Esses equipamentos portáteis acabariam com várias preocupações de guitarristas, como conectar cabos entre pedais individuais, lidar com velcro, incompatibilidade de um pedal com uma fonte de múltiplas saídas e todos os desafios de montar uma pedaleira viável. Além disso, oferecem uma dúzia ou mais de efeitos – geralmente pelo preço de três ou quatro pedais – e cadeias de sinal programáveis. Por que então profissionais quase não utilizam multi-efeitos?

O principal motivo talvez seja o fato de guitarristas serem individualistas. Por exemplo, você pode gostar de alguns pedais Boss, mas aposto que gostaria de combiná-los com alguns Digitech, MXR e efeitos de boutique. Há também a questão da programabilidade versus ajustabilidade. Os multi-efeitos permitem ir instantaneamente de um som limpo com wah/chorus/delay para um timbre distorcido com oitavador/flanger/tremolo, mas, se você achar que os seus reverbs estão molhados demais para o local aonde você vai tocar, reprogramar tudo entre a passagem de som e o show pode ser um problema.

A dificuldade para realizar reparos rápidos também é um problema para alguns profissionais. “Comprei uma unidade de multi-efeitos Boss ME-5 para a primeira turnê com Cassandra Wilson que eu fiz”, diz Kevin Breit, que também tocou com Norah Jones. “Era ótimo para simular algumas das coisas que executei em seu álbum New Moon Daughter, de 1996, mas se a ME-5 quebrasse, eu seria obrigado a ligar direto ao amp, e isso significava nenhum efeito. Em uma pedaleira com vários pedais individuais, você pode substituir um cabo com problema ou apenas fazer um show sem o pedal que quebrou. Minha atual pedaleira começa com um afinador Boss e uma A/B Box Radial Switchbone. A cadeia ‘A’ é um envelope filter DOD e dois Ibanez EM5 Echo Machines. A cadeia ‘B’ inclui dois loopers Boomerang, um Electro-Harmonix POG, um pedal de volume Ernieball e pedais Moogerfooger FreqBox, Ring Modulator, Analog Delay e MorRF”.

Há sidemen veteranos como Gerry Leonard (David Bowie, Duncan Sheik, Rufus Wainwright), que utilizam ambas as opções. “Tenho um Boss ME-30 que é ótimo para viagens rápidas, performances em estações de rádio, shows pequenos e até algumas gravações”, conta. “Eu o comprei porque ele pode funcionar com baterias, e os peais da Boss são muito confiáveis. Tentei programar o ME-30 para soar como os pedais Boss individuais de que gosto, como o compressor, o overdrive e o delay. A pedaleira faz até mesmo loops básicos. Um dos grandes problemas com os multi-efeitos, no entanto, é que os presets são geralmente horríveis. Eles são com fast food – salgadas e boas durante três minutos, mas depois você enjoa. Você tende a perder um pouco de definição e atmosfera ao redor do seu som, então é uma boa idéia variar entre suas programações de multi-efeitos e seus pedais individuais, para obter um pouco de perspectiva. Em shows grandes uso um sistema de chaveamento Digital Music Corp. GCX, um TC Electronic G-Force e vários peais analógicos escolhidos de acordo com as necessidades sonoras da apresentação. Este sistema me dá um som matador e bastante flexível, com bypass verdadeiro em todos os efeitos e até mesmo chaveamento de canais do amp”.

Gosto pessoal, dinheiro e necessidades musicais e ergonômicas tendem a dirigir a escolha das ferramentas. Muitas unidades de multi-efeitos certamente são flexíveis e robustas o suficiente para aplicações em turnês profissionais, portanto, o desejo de combinar a seu gosto uma coleção de opções sonoras bastante diferentes é provavelmente o fator principal que afasta os profissionais de utilizarem uma pedaleira integrada Boss, Digitech ou Rocktron no palco.

Michael Ross – Guitar Player americana.



quarta-feira, 25 de março de 2009

The Mars Volta

As guitarras de Omar Rodriguez-Lopez no The Mars Volta, arranjos, execução, e mesmo as performances ao vivo, são pra mim realmente intrigantes...posso afirmar com certeza que esta é a banda mais impressionante que ouvi na última década, e que tem me influenciado muito desde a primeira vez que ouvi o primeiro álbum "De-loused in the Comatorium", então recentemente lançado. Num misto de Pink Floyd pós-Syd Barret e pré-Darkside of the Moon, com enorme influência do King Crimson dos 4 primeiros álbuns, e com o típico tempero latino de Carlos Santana da década de 70, Omar e sua banda, já no seu quarto álbum, vêm se estabelecendo como algo inusitado e maravilhoso neste século repleto de auto-plágios e bandinhas ridiculamente previsíveis.
Contando com o aval e participação nas gravações de Flea e John Frusciante do Red Hot Chili Peppers, a moral dos caras é incontestável! Ali tem de tudo, de Coltrane a Robert Fripp, Omar retira da guitarra uma interpretação expressiva em catarse e com uma abordagem melódica inédita no rock. E esse arsenal de pedais? Com certeza compartilhamos da mesma doença...
http://www.youtube.com/watch?gl=BR&v=1T9eMKxjiLc
http://www.youtube.com/watch?v=zykM-XOZIsY

segunda-feira, 23 de março de 2009

Rock on, Zakk!

Segunda feira é dia de tomar muita água (ou qualquer líquido que contenha ao menos 70% dela, já que o assunto da semana foi a economia mundial de água, hehe!) pra amenizar os danos do final de semana...entre uma palhetada e outra vamos seguir os ensinamentos do Mr. "Stoned & Drunk", o bárbaro (literalmente) Zakk Wylde... http://www.youtube.com/watch?v=AJpCZpysf94