terça-feira, 27 de agosto de 2013
Top 10 discos de rock que moldaram um guitarrista esquizoide dos anos 80
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Esses guitarristas incríveis e seus pedalboards voadores III - Nels Cline
Esses guitarristas sobrenaturais e seus pedalboards voadores II - Eddie Van Halen
quinta-feira, 23 de maio de 2013
Esses guitarristas sobrenaturais e seus pedalboards voadores - John Scofield
Interface:
Tradução e Adaptação: Osmani Jr.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Carta Aberta ao Parasitismo Social (parte 2)
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Carta aberta ao Parasitismo Social

"Parasitas são organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência, normalmente prejudicando o organismo hospedeiro, um processo conhecido por parasitismo."
Parasitismo: "(do grego παράσιτος, parásîtos: de pará, ao lado, junto de + sîtos, alimento, podendo significar “aquele que come ao lado de outro”) é a associação entre seres vivos, na qual existe uma unilateralidade de benefícios, sendo um dos associados prejudicado nessa relação. Desse modo, surge o parasita, agente agressor e o hospedeiro, agente que abriga o parasita. O parasita por sua vez, retira os nutrientes do ser o qual está hospedado, representando uma relação desarmônica. Os exemplos mais comuns são o de verminoses (causadas por vermes), o que muita das vezes pode levar o hospedeiro à morte."
Vermes? Sim, sangue sugas são vermes parasitas...e vampiros também sugam sangue, portanto parasitas. No entanto o pior tipo de vampirismo é o parasitismo social. O parasita social é espécie conhecida. É o popular "encosto". É do tipo que sempre "conta com o ovo na cloaca da galinha" e gosta de dar o passo maior que a perna mesmo sem ter cacife, sempre contando com você pra lhe servir de muleta, com doses homeopáticas de maucaratismo e arrogância.
O sujeito parasita é naturalmente dotado de mediocridade, vulgaridade e grosseiria, porém sempre recoberto por uma fina camada de cultura barata e polidez, se mostrando eficiente na hora de ludibriar sua presa.
Parecem viver num universo paralelo aonde tudo é fácil, tudo dá certo, tudo é possível e permitido, lá não existem leis, nem qualquer noção de decência ou do que é certo ou errado. Ficam tentando despertar o seu sentimento de culpa ou te responsabilizar pela própria desgraça pessoal em que estão mergulhados.
São procrastinadores natos, adeptos do "corpo-molismo", afinal pra que resolver hoje o que podem deixar pra amanhã, não é mesmo? "Olho grande" é com eles! Não existe inveja boa, toda inveja é má. Embaixador do mau agouro, carrega sobre si uma nuvem negra permanente. Cobiçam ser você, ter sua vida, ter seus bens, seu emprego, sua família, seu sucesso. É interessante como gostam de se proclamar honestos e no minuto seguinte ficam profundamente ofendidos se desafiados a atestar tal honestidade no papel, como assinar um contrato, promissória ou qualquer outro documento. Se dizem respeitadores mas não sabem o que significa honrar uma dívida.
Quando adquirem sua confiança através de uma pseudo amizade, aproveitam-se enquanto podem, exercendo sua hematofagia. É comum que peçam dinheiro emprestado e não paguem. Seu parasitismo é tamanho que chegam a obter vantagens das mesmas pessoas a quem continuamente agridem. Executando o jogo da manipulação dos sentimentos (apelando para a culpa e a piedade da vítima) alternadamente com as agressões físicas, verbais ou psicológicas, o sociopata consegue mantê-la presa a si, enquanto espolia tudo quanto puder.
Ah, você acha que é meu amigo ou que eu sou seu amigo? Meus amigos eu conto nos dedos de uma mão (e ainda sobra dedo) e foram feitos bem antes dos meus 20 anos. Quando voce estende a mão à essa estirpe, logo acaba sem o braço, no mínimo.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
O efeito 'gaivota' de David Gilmour em Echoes

Primeiro…um pouco de história.
David explica numa entrevista à Guitar Player (janeiro de 2009): “Descobrimos isto como resultado dum acidente por volta de 1969 ou 1970, quando um roadie plugou errado o pedal wah, e quando pisei saiu aquele incrível ruído gritante”.
O brilho deste efeito não está no efeito em si mas no fato de que David foi além e explorou como ele poderia domar e integrar este efeito numa música, depois de obviamente ter ouvido algo que deve ter soado bem horrível. David empregou muito este efeito antes do Pink Floyd compor ‘Echoes’. Ele poe ser ouvido nas primeiras versões da música ‘Embryo’. O efeito gaivota também pode ser ouvido em ‘Is There Anybody Out There’ do disco ‘The Wall’.
‘Echoes’ foi lançada em 22/04/1970 em Norwich, Inglaterra. A sequência da gaivota foi trazida de ‘Embryo’ para ‘Echoes’, que agora apresentava ecos produzidos por uma câmara de eco Binson Echorec. Apesar do efeito permanecer o mesmo ao longo dos anos, David às vezes experimentava a adição de um MXR Phase 90 para um resultado ainda mais dramático. Na turnê solo de 2006 bem como na era Animals/Wall, David usava um pedal wah customizado por Pete Cornish que permitia a inversão do sinal in/out através de uma simples chave de pé adaptada no próprio pedal wah, porém no início dos anos 70 esta inversão de cabos era feita manualmente.
A técnica
Pra obter a afinação e timbre corretos, o efeito gaivota é melhor conseguido com uma Stratocaster com captadores tradicionais. Você também precisa de um pedal wah tradicional no estilo Vox ou Cry Baby. Alguns modelos novos não funcionam. Também recomendo eco/delay para um timbre quente e rico. Delays digitais te darão ecos mas não aquele mesmo timbre quase reverb.
Stratocaster com captadores tradicionais
- Inverta as conexões no seu pedal wah. Plugue a guitarra na saída (out) e o cabo que vai ao próximo efeito ou ao amplificador na entrada (in) do pedal wah.
- Ajuste para timbre limpo com bastante eco/delay (aproximadamente 300ms) com longas repetições (feedback).
- Ajuste o volume da guitarra no 10, o controle de tone superior no 10 e o inferior no 0. Posicione a chave de captadores na posição 4, combinando o captador do meio com o da ponte.
- Ligue o pedal wah e posicione ele todo para trás. Lentamente gire o botão inferior de tone até o 10. Você pode agora ouvir o feedback.
- Ajuste a afinação do feedback girando cuidadosamente o botão inferior de tone. Alguma coisa entre 2 e 3 faz o timbre aparecer e fazendo um giro bem lento em direção ao 0 você consegue simular aquele característico efeito ‘risada’.
- Combine estas técnicas movendo a chave de captadores para cima e para baixo da posição 1 até a 5 e ajustando a posição do pedal wah.
Humbuckers
Ajuste a chave de captadores na posição do meio e use o botão de tone da ponte para controlar o efeito. Repita os passos acima.
Fonte: Gilmourish.com
Tradução e adaptação: Osmani Jr.
domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
Fuckin' Covers!
Cara! Os leitores da Rolling Stone elegeram os 10 piores covers da história!
1. Miley Cyrus, “Smells Like Teen Spirit” (Nirvana)
2. Limp Bizkit, “Behind Blue Eyes” (The Who)
3. Madonna, “American Pie” (Don McLean)
4. Sheryl Crow, “Sweet Child O’ Mine” (Guns N Roses)
5. Britney Spears, “I Can’t Get No (Satisfaction)” (The Rolling Stones)
6. Alien Ant Farm, “Smooth Criminal” (Michael Jackson)
7. Britney Spears, “I Love Rock & Roll” (The Arrows/Joan Jett & The Blackhearts)
8. Avril Lavigne, “Imagine” (John Lennon)
9. Jessica Simpson, “These Boots Are Made For Walkin’” (Nancy Sinatra)
10. William Shatner, “Lucy In The Sky With Diamonds” (The Beatles)
Caramba, minha filha que me perdoe mas a Miley ficar em primeiro nem me surpreende!
Limp Bizkit, Madonna e a Sheryl...sinceramente, não imagino o que se passou pelas vossas cabeças ao tentarem regravar tais clássicos...
Alien Ant Farm? Who the fuck is it?? Apesar de não ter nada contra a versão dos caras!
No caso de "I love rock n'roll" e "These boots are made for walkin'"... velhas conhecidas da minha banda de classic rock...well...Jessica Simpson não era uma atriz???....e....Britney Spears não era uma menininha do Disney Channel?????.....
Agora, Avril Lavigne regravando Imagine??? Provavelmente ela deve ser a fã number one do Lennon, tem toda a discografia do cara em LP, etc, etc....ah não era por isso?????....uééé.... Melhor surpresa da list.....o Capitão James Tiberius Kirk na injusta décima posição regravando LSD dos Beatles!!!! S*#*#*#* on you, my dad says, Bill Shatner...!!!
sábado, 20 de agosto de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Pesos e Medidas...

Pelas ações se revela o caráter do homem...
Caráter: ca.rá.ter - sm (gr kharaktér) 1 Feitio moral. 2 Índole. 3 Honradez: Homem de caráter.
"Bom falador, mau caráter." (Blaise Pascal)
Mau caratismo:
"Existem pessoas que procuram apenas e tão somente atormentar as pessoas que estão a sua volta. Estas pessoas praticam atos de injúria, procuram difamar e até mesmo caluniar aqueles que consideram seus desafetos. Mas, quando percebem que suas ações não estão alcançando o objetivo pretendido, e que aqueles que estão ao seu redor estão percebendo o seu desequilíbrio, os agressores querem assumir o papel de vítima para tentar conseguir atenção. Mas a verdade se sobrepõe a qualquer discurso e ninguém acredita naqueles que se figem de bonzinhos, mas que no dia-a-dia agem com mau caratismo. Afinal, não se pode enganar a todos todos os dias. Um dia a máscara cai e as pessoas percebem que a ovelha era na verdade o lobo, que queria prejudicar todos a sua volta"...
(Rosa, Paulo Tadeu Rodrigues http://recantodasletras.uol.com.br)
Acho que isto ilustra bem a questão...como diria Robert Fripp:
"Eyes wide open, eyes wide open all the time
I've got my eyes wide open, eyes wide open all the time
Because you never know what you might see"...
Mas quando me deparo com este tipo de parasita social, prefiro Dirty Harry:
"Go ahead, make my day"...
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Donzela(s) de Ferro...

E então eu ligo a TV e vejo no Jornal da Globo os flashes dos shows no Rock in Rio na noite mais Heavy Metal de todas (e eu nem sabia o que significava essa palavra que nunca tinha ouvido antes).
O ano era 1985 e eu já era rockeiro fã de Queen desde 1981 quando o show de São Paulo transmitido na TV Bandeirantes me deixou bobo. Teve também o Kiss em 1983, ainda de maquiagem especialmente pro show brasileiro, que engrossou o sangue rockeiro nas veias.
Mas aquilo que eu estava vendo na TV naquela noite de janeiro e mal podia acreditar era diferente. Aquilo vinha de encontro com toda a minha fúria adolescente misturada com a paixão pela ficção, lendas, mitologia, história antiga, guitarras fritando, tatuagens, cabelos compridos, e ele...aquele monstro morto-vivo imortal insandecido...Eddie!
Sim, era o Iron Maiden em sua maior turnê de todos os tempos, a World Slavery Tour, e o recém lançado LP Powerslave (1984)! O melhor, o mais marcante, o divisor de águas da minha vida de rock!
Ali eu me tornei o mais ardoroso Maidenmaníaco! No dia seguinte adquiri o meu Powerslave nas lojas Hermes Macedo e em dois dias cantava todas as letras decor! Sim, meus amigos, usar calças de lycra com tênis Le Coq e meião por fora da calça passou a fazer algum sentido! Haah!
Em seguida vieram o ao vivo da mesma turnê, o Live After Death (1985) e, numa paulada só, os quatro anteriores, Iron Maiden (1980), Killers (1981), The Number of the Beast (1982) e Piece of Mind (1983).
Mais tarde, o Somewhere in Time (1986), 7th Son of a 7th Son (1988), No Prayer for the Dying (1990), todos na primeira semana de lançamento no Brasil. E pra fechar a era, o Fear of the Dark (1992).
Em 1993 vivenciei a experiência única e inesquecível de presenciar a despedida de Bruce Dickinson na turnê do Fear of the Dark no Parque Antártica em SP, debaixo de muito frio e garoa...perfeito! Chorei sim, como não?!!
É claro que eu amo King Crimson incondicionalmente e gosto de inúmras outras coisas, mas...Iron Maiden escuto hoje com o mesmo frescor de 1985 e é por esta razão, entre outras, que hoje, com muito pesar, quase de luto, lamento profundamente minha ausência no show de Curitiba e tento me consolar em meio a lágrimas enquanto escrevo estas linhas na certeza de que alguém está lá me representando. Alguém de quem ao lado estou presente espiritualmente, ao menos neste show. Alguém que me faz ser um tremendo sortudo hoje e que para mim é imensamente maior e mais importante que a donzela de ferro...
Anyway, up the irons...Amém.
O que é sentir falta?

"Há momentos na vida em que sentimos tanto
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre."
(Clarice Lispector)
Sinto falta...mas só por hoje...pois o amanhã é nosso!
sábado, 12 de março de 2011
Como utilizar um Arquiteto

Não é novidade...mas é sempre bom lembrar...
Arquiteto dorme.
Pode parecer mentira ou frescura, mas arquiteto precisa dormir como
qualquer outra pessoa e também se alimenta e tem hora para isso.
Esqueça que ele tem telefone em casa, ligue sempre para o escritório.
Celular então !!!!… Sábado à noite cliente na Telhanorte liga
perguntando se é bege ou creme aquele piso….
Arquiteto pode ter família.
Essa é incrível: mesmo sendo arquiteto, a pessoa precisa descansar no
final de semana e precisa de um tempo com a família e amigos, sem
pensar ou falar sobre projetos.
Pergunta: Nas situações acima o arquiteto atende?
Resposta: Sim. Pode atender, desde que, como qualquer outro
profissional seja pago por isso. Desnecessário dizer que, nesses
casos, o atendimento tem custo adicional. Emergência? Claro que o
arquiteto atende, mas se estiver fora do horário normal, está fora do
preço normal.
Arquiteto precisa de dinheiro.
Por essa você não esperava, né? É surpreendente, mas arquiteto também
paga impostos, alimentação, combustível, vestuário, etc.
E uma coisa bizarra: Gastam com livros, lápis de cor (veja que
absurdo!), canetas, réguas, cópias e mais cópias e demais recursos de
escritório e as coisas que ele tem não chegam até ele gratuitamente.
Impressionante, não? Entendeu agora o motivo dele cobrar uma consulta?
O que em outras profissões chama-se consultoria e custa muito mais
caro? Porfavor, não pechinche …. Ah, e cara feia na hora de assinar
o cheque não diminui o que você tem que pagar. Só lhe dará rugas.
Arquiteto não financia obra.
O arquiteto não deixará de cobrar só porque você já gastou demais na
obra. Se faltou planejamento em suas contas não repasse desculpas. Se
você tem vencimentos para com o arquiteto, por favor pague. Simples
assim! E na data combinada! Pois caso contrário, você não entra no
cheque especial, mas nós sim!!!
Desta maneira estaremos financiando sua obra/projeto
Ler, estudar e planejar é trabalho.
Não peça ” desenhinhos aqui no guardanapo”. Desenho é conceito, é
nosso trabalho. E trabalho sério. Pode parar de rir. Não é piada.
Usamos o cérebro e acreditamos que somos contratados para utilizá-lo.
Em outras profissões isto tem o nome de busca de informações ou
pesquisa, consome tempo e as vezes (muitas vezes) isto é crucial para
o seu projeto…
Projeto em culturas mais avançadas que a nossa significa planejar e
para isto precisamos de TEMPO! Tempo é um recurso. Caso você tenha
prazos não peça um trabalho que precisa de um mês para ser feito, em
uma semana. O arquiteto é essencialmente um visionário, por isto tem
condições e habilidade para sê-lo. Portanto se utilizar em horas de
estresse de expressões como “viajar na maionese” não é engraçado para
quem você delegou o projeto de um dos maiores investimentos da sua
vida.
Projetos virtuais.
Não é possível examinar projetos pelo telefone. Essa nem vamos
explicar… Frases como: “É mais ou menos assim”, “Você tá entendendo
né?” , “Só dá uma olhadinha” não substituem fotos, visitas ao local e
plantas. Portanto estas também tem custo. Infelizmente, a cada
consulta, o arquiteto só poderá examinar um projeto.
Lamentamos informar, mas seu outro projeto também terá que passar por
consulta e você também terá que pagar por ele. Portanto se você tem
“uma casinha lá em Itanhaém que precisa de uma plantinha”, já sabe,
né?
Arquiteto não é vidente.
Só para reforçar: Ele precisa examinar o projeto … e muitas vezes
precisa reexaminá-lo!!! Se quer milagre, só o “arquiteto do universo”
resolve! Os daqui da terra fazem arquitetura. Assim como na obra se
você mudar de idéia, ampliar ou “fizer uma alteraçãozinha no projeto”
vai gastar mais dinheiro por motivos óbvios! E o projeto deverá ser
revisto. Pense antes em fases propícias. Não espere a revista Casa &
Jardim do mês para ter uma nova idéia. Discuta sempre. Apresente
idéias e principalmente ouça o que lhe falamos.
Arquiteto é um ser social.
Em reuniões de amigos ou festas de família, arquiteto não deixa de ser
arquiteto, mas vira amigo ou parente.
Por favor não comece conversas sobre como ajeitar sua sala, piscina ou
que cor combina com os móveis do seu quarto. Para isso ele precisamos
refletir, nos concentrar, desenhar ou seja: Trabalhar! Quando se diz
que o horário de atendimento é até seis da tarde, não significa que
você pode chegar às 17h55min.
Se você só for conseguir chegar nesta hora, volte amanhã. Ah! Você
gosta de “happy hour”? Nós também!
Criação de falsa demanda.
Não existe “apenas um desenho”, “só um rabisco”, “olhada lá e me diz o
que vc acha”, “faz um croqui rapidinho”… Desenho, e tudo mais é
PROJETO! E projeto tem que ser pensado e trabalhado, por sua vez,
cobrado. Se você não vai construir/reformar ou nem pensa em contratar
o sujeito não crie falsas expectativas e mais trabalho. Você só quer
um desenhinho para ter idéia de custo? Pague que teremos prazer em
mostrar o que podemos fazer. Não nivele por baixo! Conhece a frase:
“Dez por cento de inspiração e noventa por cento de transpiração “?
Pois ela é verdadeira…e vale para o pedreiro tanto quanto para o
arquiteto.
Arquiteto tem Horário.
O uso do celular: celular é ferramenta de trabalho. Por favor, ligue
apenas quando necessário. Fora do horário de expediente, mesmo que
você ainda não tenha acreditado, o arquiteto pode estar fazendo alguma
daquelas coisas que você pensou que ele não fazia, como dormir ou
namorar , por exemplo. Também marcamos feriado na nossa agenda. Não é
porque você está de folga que o arquiteto não pode estar também.
Arquiteto tem Agenda.
Agende antes da consulta: por favor, marque hora. Se não marcar, não
fique andando de um lado para o outro na sala de espera e nem
pressionando a secretária. Ah! Se você tiver uma emergência para
amanhã favor avisar 20 dias antes quando ela realmente apareceu. Em
caso de emergência, que seja realmente uma emergência, por favor!
Reuniões que levam mais de hora, tem outro nome e nós não temos
formação em psicoterapia, ou terapia de casais. Nós entendemos que
existem ” Psi’s” charlatões, mas o Conselho Regional de Psicologia
não!
Você quer ter razão ou ser feliz?
Repetir a mesma pergunta mais de cinco vezes não vai mudar a resposta.
O arquiteto não está sob investigação policial. Geralmente o que você
quer fazer e ele disse que não dá, na maioria das vezes, é o que vai
dar problema lá… na frente! Na hora da consulta: defina quem manda
em casa. Brigar na frente do profissional é muito chato e deprime à
todos. Por favor, críticas de amigos do cunhado e seus vizinhos, podem
desfocar o trabalho e afinal de contas se é para escutar um vendedor
de carros usados que nunca construiu pra que contratar um
profissional?
sábado, 26 de fevereiro de 2011
O pedal mais completo de todos

Minha sugestão de pedal...substitui TODOS os demais!
Minha sugestão de regulagem?
Botão da esquerda: no max., é claro! (nunca é demais...mas geralmente está sempre no zero quando se toca música de qualidade...).
Botão da direita: uns 50% já resolve (deve ser usado com moderação só pra melhorar a performance mas não abuse! pode prejudicar bastante a tocabilidade do instrumento... o som fica uma podrera!).
Botão do meio: extremo cuidado com este! prefiro deixar no zero ou mesmo arrancá-lo fora, pra não dar conflito!...(previsivelmente, ele é bastante interativo com os outros 2 botões...)
Rock on!
sábado, 11 de dezembro de 2010
Heart x Mind

11 de Dezembro... Dia do Arquiteto! Sim, eu também sou Arquiteto...Músico que faz Arquitetura, ou no momento Arquiteto que faz Música...tanto faz, na verdade. Afinal as duas coisas tem um pouco de Arte e Ciência convivendo juntas, e no entanto conseguem coexistir e se complementar em equilíbrio. Ah, o equilíbrio! Tão distante e tão difiícil de sustentar...
Na maioria das vezes temos que fazer uma escolha de vida entre dois caminhos. A vida é mesmo um código binário...por que não escolher ambos e mantê-los em equilíbrio??
Razão ou Emoção? Mente ou Coração? Profissional ou Pessoal? Ir ou Ficar? Vejamos...
Quer dar prioridade a alguém importante na sua vida? Construir uma família? Ter filhos?
Ou vai trocar tudo isso por uma carreira profissional bem sucedida? Mas o que é sucesso afinal? Qual o seu conceito de felicidade? Sucesso profissional e fracasso pessoal? Não seria preferível o inverso?
Como diria meu amigo Gabriel..."Passe num concurso do Estado, ganhe credibilidade, assegure instabilidade, talvez deixe um sonho se perder, e daí voce vai enlouquecer..." (O Pseudo Profeta - Banda Colher de Chá).
Mas por que não podemos ter ambas as coisas?????
Equilíbrio...Disciplina...
Quando atingirmos isto, o profissional e o pessoal serão complementares e não opostos.
Lembre-se, a vida é curta...
Pra que adiar pra depois o que voce pode resolver hoje mesmo? O amanhã pode não existir...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Jack White e seus pedalboards

Confesso que sempre tive certa resistência a Jack White, mas depois de conhecer o trabalho completo do cara, sua concepção de timbre, composição e pegada, tenho que reconhecer seu valor e originalidade na guitarra rock, coisa rara hoje em dia, especialmente após assistir ao documentário "It Might Get Loud".
Aqui uma olhada na evolução dos pedalboards de Jack White...do vermelho no White Stripes, passando pelo personalizado pedalboard bronze no Raconteurs e finalmente o do The Dead Weather...
Jack é um dos melhores - talvez o melhor? - guitarrista de sua geração, e conquistou o respeito de alguns dos mais lendários artistas do rock, como Jimmy Page, Bob Dylan e The Edge. Nada mais natural que olharmos no equipamento que ele usou ao longo dos anos, em todos os seus diferentes projetos:
1) THE WHITE STRIPES
A obsessão de Jack com as cores vermelho e branco é bem conhecida. Por coincidência - ou não? - a maioria dos pedais que ele escolheu pra usar no The White Stripes eram brancos ou vermelhos:
Na ordem: um seletor vermelho (mute box), afinador Boss TU-2 (branco), MXR Micro Amp (branco), Digitech Whammy (vermelho), Big Muff Electro-Harmonix (pintado de vermelho!) e o POG Electro-Harmonix (agora fora de linha, substituido pelo POG 2). Note um tipo de folha vermelha com buracos sobre o POG, pra manter as regulagens do pedal.
Com o White Stripes, Jack usou dois pedalboards, na verdade. Além do principal, ele também tinha um secundário perto do kit de batera de Meg White:
Este pedalboard inclui ainda outro Big Muff pintado em vermelho e um POG, também uma 'Mute Box' Analogman e uma 'Tuner Box' que divide o sinal pra um afinador.
2) THE RACONTEURS
Parece que Jack White não tem uma obsessão apenas por branco e vermelho. Seu negócio é criar um visual, uma imagem...e com o Raconteurs, sua banda popular com Brendan Benson e outros caras de Detroit, ele escolheu...bronze! E pra combinar, Jack usou uma Gretsch 'triple jet' custom made bronze (com um MXR Micro Amp embutido). Ainda mais extraordinário, é seu pedalboard bronze, customizado pra ele:
Com o Raconteurs, Jack expandiu seu som, e isto é refletido em sua escolha de pedais, na ordem da direita: um Rotovibe Dunlop, um Digitech Whammy, o Big Muff Electro-Harmonix, um Micro POG Electro-Harmonix, um Nano Bassballs Electro-Harmonix (que pode ser ouvido na música Salute Your Solution), um Tremolo Demeter, um A/B Box (mute), um MicroAmp MXR e um Afinador Boss TU-2 numa nova caixa (e com um footswitch de TS808!). Jack parece ter alguns outros pedais Boss à esquerda do pedalboard, mas é impossível identificar quais.
Aqui mais algumas fotos de seus pedais 'custom made', o afinador e o Big Muff, cortesia do Analogman que construiu estes pedais pro Jack:
3) THE DEAD WEATHER
Apesar de tocar bateria na maior parte do tempo com o the Dead Weather, Jack também toca a guitarra em algumas músicas e ao vivo divide o pedalboard com o guitarra principal Dean Fertita. Olhando no pedalboard, fica claro que mesmo Jack não sendo o guitarra principal, ele é todo Jack White:
A "cor Dead Weather" é branca desta vez. No palco, a banda só toca com instrumentos brancos, e alguns dos pedais foram pintados de branco. Este pedalboard é muito similar ao do Raconteurs. Aqui o que podemos identificar: um Rotovibe Dunlop, um Whammy Digitech pintado de branco, um Tremolo VoodooLab, um Nano BassBalls Electro-Harmonix (provavelmente), um Big Muff pintado de branco, um Micro POG bronze (direto do pedalboard do Raconteurs?), um Afinador BossTU-2 e um Micro Amp MXR. Também há um pedal que, ao menos nesta foto, não está conectado a nada. Parece um modelo Z-Vex, e é provavelmente um Wooly Mammoth Z-Vex, que Jack usou pro filme de James Bond, The Quantum Solace, e pode estar usando com o The Dead Weather também!
Então...como os pedalboards se comparam? Bem...confira os vídeos e decida por si mesmo qual dá o melhor timbre Jack White!
Fonte: Dolphin Music
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Jeff Beck está chegando...

Aproveitando a chegada do mestre Jeff Beck ao Brasil em novembro, vamos dar aquela aquecida conhecendo um pouco mais desta lenda viva da guitarra e dando uma olhada na sua famosa Gibson Les Paul 54 Oxblood, reeditada pela Gibson Custom Shop...
O britânico Jeff Beck construiu sua fama logo no início, depois de substituir Eric Clapton nos Yardbirds, e em seguida seguindo sozinho para formar o Jeff Beck Group com Ron Wood e Rod Stewart em 1967, tudo isso antes dos 25 anos. Nos anos 1970 Beck começou a forjar sua reputação como artista solo - e um dos guitarristas mais quentes da sua geração - com uma Gibson Les Paul escolhida como seu principal instrumento. E como tantos guitarristas lendários, a Gibson Les Paul em questão traçou seu próprio caminho nas mãos de Beck não por um contrato de endorsement, ou um presente do fabricante, mas pelo feliz acaso num tempo livre sendo gasto numa loja de instrumentos. Enquanto gravava em Memphis, Jeff visitou uma popular loja de instrumentos pra olhar o estoque. Enquanto olhava, sua atenção foi logo a uma Gibson Les Paul 1954 (na época descrita como um modelo do inídio de 1955), que fora deixada lá pra receber algumas modificações específicas.
Foi pedido para que o acabamento Gold Top fosse coberto por um marrom-chocolate e acabou por exibir uma tonalidade vermelho escuro (oxblood) contra a luz. Outras modificações incluiram a instalação de humbuckers normais no lugar dos P-90 originais, alterando o formato grosso e arredondado do braço estilo anos 50 pra um perfil mais fino e trocando as tarrachas originais por tarrachas mais modernas. A lenda diz que o cliente não gostou do resultado...mas Jeff sim! Ele comprou a Les Paul modificada e a tocou extensivamente na estrada e em estúdio. Ela ficaria gravada para sempre na mente de milhões como a guitarra de Jeff Beck graças a foto conhecidíssima da capa de seu álbum mais marcante, Blow by Blow de 1975. Uma lenda do timbre havia nascido.
Fonte: Gibson.com
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O Legado de 40 anos da Les Paul de Jimmy Page

1969 foi um ano memorável pro rock 'n'roll. Além de Woodstock, foi o ano de "Kick Out the Jams" do MC5, The Stooges, "Let It Bleed" dos Stones, "Hat Hats" do Zappa, "Then Play On" do Fleetwood Mac, "In the Court of the Crimson King" do King Crimson, Blind Faith, "Trout Mask Replica" do Captain Beefheart, "Nashvile Skyline" do Dylan, Abbey Road, Santana, "Stand" do Sly & the Family Stone, e muito mais.
Incluindo o Led Zeppelin e o Led zeppelin II.
Jimmy Page já era um músico veterano de estúdio e guitarrista oficial dos Yardbirds aos 24 anos quando decidiu criar uma superbanda. E seu novo cartão de visita foi gravado no Olympic Studios em Londres e lançado em 12 de Janeiro de 1969.
O Led Zeppelin já tinha tocado em gigs universitárias e feito uma turnê na Escandinávia como New Yardbirds, tocando músicas dos Yardbirds e outras novas incluindo “Communication Breakdown”, “I Can’t Quit You Baby” de Willie Dixon, “Babe, I’m Gonna Leave You”, e a trovejante “You Shook Me”. Então já conheciam os arranjos muito bem quando entraram em estúdio e gastaram apenas 36 horas incluindo a mixagem.
Para atingir os clássicos timbres de guitarra do primeiro álbum, Page tocou uma Telecaster 1958 de pintura psicodélica ligada num amp Supro impiedosamente saturado. E ele tirou vantagem da ambiência natural. Até então guitarras eram tipicamente gravadas com um microfone colocado direto em frente à tela do amp. Mas Page insistiu em usar múltiplos microfones, alguns distantes mais de 6 metros do amp, e misturando tudo o que foi captado na fita.
Tão grande quanto as guitarras do álbum Led Zeppelin soam ainda hoje, Page foi além em Led Zeppelin II o que ajudou inegavelmente a elevar a reputação da Gibson Les Paul e estabelecer a mística do modelo de 1959 em particular.
Enquanto fazia a turnê americana depois do lançamento do primeiro álbum, Page comprou de Joe Walsh em Abril de 1969 a LesPaul '59 sunburst que viria a ser conhecida como sua "Número 1". Page foi visto pela primeira vez com ela no palco no Fillmore West e no Winterland em São Francisco e no Rose Palace em San Antonio.
Walsh estava tocando Gibsons e cantando no James Gang na época, e tinha o braço desta '59 sunburst afinado pra uma pegada mais fácil antes de vendê-la a Page. Já havia uma Les Paul Custom 1960 Preta na coleção de Page que ele modificou com um tremolo Bigsby. Mas a de Walsh era diferente. Ela era perfeita em suas mãos e em seus ombros - onde ficaria suspensa em centenas de fotos icônicas - e personificou o som que ele havia previsto quase sem esforço.
Page descreveu a "Número 1" como sua "esposa" e "amante", e a chamava de insubstituível. Diferente da Black Beauty, que foi roubada em 1970, ela permanece com ele e foi imortalizada por várias reedições da Gibson Custom Shop. Nos anos 70 o controle de tone da ponte foi trocado por um com push-pull que colocava os captadores fora de fase, e o captador da ponte foi trocado depois de falhar durante a turnê. O instrumento também tinha tarrachas Grover douradas. Fora isso, ela permanece a mesma desde quando ele a adquiriu, fora o desgaste da estrada.
A "Número 1" e uma série de amps Marshall - os mesmos que Page usou no palco - foram a base sonora pro Led Zeppelin II. A banda escreveu e desenvolveu as músicas enquanto excursionava pela América e Europa de Janeiro a Agosto de 1969. Diferente do primeiro álbum, cada faixa foi gravada separadamente em vários estúdios nos Estados Unidos e no Reino Unido. Não havia nada de vagaroso no processo, entretanto, já que as sessões eram concentradas entre os concertos, conseguiram reproduzir o clima ao vivo do primeiro álbum.
Uma constante em Led Zeppelin II foi o engenheiro Eddie Kramer, que trabalhou com Jimi Hendrix e ainda hoje trabalha com as fitas de Hendrix. Kramer ajudou Page a atingir um som mais limpo, mais definido pro álbum inteiro e incentivou Page a experimentar. O meio psicodélico de "Whole Lotta Love", que chicoteia pelo espectro estéreo como um redemoinho, é o mais famoso resultado destes esforços aventureiros.
"Ramble On" estabeleceu o uso de letras sobre espadas e feitiçaria muitas vezes parodiada no hard rock de hoje. “What Is and What Should Never Be” levou a dinâmica ao seu máximo. E o baterista John Bonham fez o solo em "Moby Dick" que bateu o de Ginger Baker em "Toad". Mas Page definiu o som pesado da Les Paul no rock pesado para sempre. Seus riffs em "Heartbreaker" fizeram dela a "Eruption" daqueles dias, imitado por quase todos os guitarristas fritadores que vieram depois dele. E seus riffs rosnantes de "The Lemon Song" e "Whole Lotta Love" são agora parte sólida do rock.
Logo depois de lançar Led Zeppelin II, Page adquiriu uma segunda Les Paul Standard que ele batizou de "Número 2". Ele afinou seu braço pra simular o da "Número 1", e instalou potenciômetros push-pull pra dividir as bobinas dos humbickers. Depois do fim do Led Zeppelin ele instalou botões enbaixo do escudo para mudança de fase e ligações em série nos captadores. Mas antes da dissolução da banda, a "Número 1" e a "Número 2" ajudaram Page e seu super grupo a criar a história do rock 'n' roll por mais 7 inspiradores e eternos álbuns.
Fonte: Gibson.com



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